
Gilles Deleuze um dia escreveu, sobre a questão da amizade, que ela “é interior à filosofia” e “não se pode saber o que é a filosofia sem viver essa questão obscura, e sem respondê-la, mesmo se for difícil.” Michel Foucault, que das dificuldades nunca se esquivou, tinha uma “pretensão dupla”, segundo Jurandir Freire Costa: “primeiro, definir a filosofia como estilo de vida e não como posse da habilidade argumentativa com vistas à descoberta da “verdade”; segundo, rediscutir a noção de ética, desvinculando-a dos tradicionais problemas morais. (…) A amizade seria o meio, digamos, institucional de atingir essa meta.” (FREIRE COSTA: p. 11)
A filosofia, que carrega em seu seio verbal a philia, falharia em sua missão histórica e nos auxílios que pode prestar à empreitada humana no planeta caso pensasse desvinculada com qualquer preocupação com a amizade. Pois recusar a amizade implica numa decisão ética, e das mais problemáticas. Em Foucault…
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