
Reblogado Do TIJOLAÇO
No clássico A psicologia de massas do fascismo, escrito em 1933 – portanto, no processo de ascensão do nazismo na Alemanha –, Wilhelm Reich perguntava-se por que, até então, não se haviam estudado as razões pelas quais, há milênios, as pessoas aceitam a exploração, a humilhação, a escravidão. Não se trata, naturalmente, de indagar por que se submetem contra a vontade a uma força mais poderosa, mas de saber por que aceitam a dominação, a ponto de naturalizá-la. Mais ainda: por que participam ativamente do processo que resultará na própria submissão.
É uma questão que não pode ser respondida apenas com a abordagem tradicional sobre o poder da ideologia. Ou melhor: é uma questão que exige articular essa abordagem a algo mais profundo, que são as estruturas psicológicas das pessoas numa determinada época. Ao estudar o fenômeno do fascismo, Reich observou que ele só poderia prosperar…
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