O CachoeiraDoc é um festival de forte presença feminina, seja entre xs oganizadorxs e curadoras, seja entre xs cineastas convidadxs. Naturalmente, as temáticas de gênero e do novo feminismo ocupam grande espaço na programação. Questões ligadas a corpo e identidade dominaram a primeira sessão a que compareci, o programa de curtas denominado Sessão Gênero: A Pele que Vestimos, integrante da Mostra Contemporânea.
Reflexiva, produção local dirigida e protagonizada por Clarissa Queiroz Brandão, a adolescente gordinha reflete sobre sua fuga da própria imagem através do acúmulo de bens de consumo. O filme funciona como uma liberação, um encarar-se no espelho da tela. Igualmente confessional, o mineiro Ingrid, de Maick Hannder, traz imagens do corpo de Ingrid Leão no limite entre o cinema e a fotografia. Ingrid rejeitava um corpo masculino que não a representava e resolveu o dilema por meio de próteses e adoção de uma persona feminina.
Saindo…
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