Mais uma manhã como tantas outras, o sol brilhava e os pássaros trinavam
Os risos inocentes das crianças feriam-me a alma profunda e violentamente.
Ninguém tinha o direito a ser feliz enquanto o meu coração sangrava.
Estava a enlouquecer, lenta e dolorosamente, e nem me importava.
A porta e janelas permaneciam fechadas, a luz do sol não entrava.
Já não me reconhecia, o som do meu riso… que som tinha o meu riso?
Os meus olhos já não brilhavam, a vida fugia-lhes lentamente.
Outrora cada criança era uma alegria, o meu riso fluía com facilidade,
Os olhos brilhavam, em tudo percebia a beleza e poesia… era feliz.
O meu mundo ruíra e, com ele toda a minha razão de viver.
A dor corroía-me lentamente. Sentia-a nas entranhas.
Meu coração morreu com ele, a minha vida foi com ele.
Calem-se todos os risos, murchem todas as flores, sequem os rios.
Escureçam…
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