Em 1974, o economista Richard Easterlin publicou um artigo que ficou famoso: “O Crescimento Econômico Melhora a Raça Humana?” Na sequência de um minucioso inquérito sobre felicidade e PIB numa série de países do mundo ele concluiu que, provavelmente, a resposta é «não». Desde então a economia da felicidade expandiu-se, mas a descoberta principal do artigo de Easterlin, o chamado Paradoxo de Easterlin, mantém-se vastamente incontestada.
Robert Skidelsky e Edward Skidelsky, no quarto capítulo do livro “Quanto é Suficiente? – O Amor Pelo Dinheiro e a Economia da Vida Boa”, em princípio, concordam. “Parece que o enorme progresso nos padrões de vida após a II Guerra Mundial não nos trouxe um acréscimo de felicidade. Talvez Rousseau estivesse sempre certo. Mais dinheiro não nos torna mais felizes.”
Conclusões semelhantes repetiram-se em países do mundo inteiro, quer desenvolvidos quer em desenvolvimento.
Para percebermos os números, temos de partir do
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