Elite secular turca vê com preocupação a construção de obras faraônicas e a aproximação do governo com a religião islâmica, enquanto o autoritarismo e a repressão a oposicionistas alarma o Ocidente.
Por Daniela Simões, Gustavo Lietti e Tamires Lietti
Quando o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, inaugurou a maior ponte suspensa do mundo, em agosto passado, ligando a parte europeia e asiática através do Estreito de Bósforo, a elite secular ficou alarmada. A ponte leva o nome de um antigo sultão do extinto Império Otomano: Yavuz Sultan Selim. Intelectuais, políticos e militares acusam Erdogan de incentivar o nacionalismo por meio de obras que revivem as glórias do passado otomano. Decisões autoritárias e repressão a oposição e às minorias curdas também levam a acusações de que estaria transformando a presidência em sultanato.
Desde que chegou ao poder em 2003 como primeiro ministro e como presidente em 2014, Erdogan tem trabalhado…
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