
Depois de um bolo, tudo é possível.
O prato sobre a cama que denuncia a luxúria, gula engolida.
Descabido, sobra nas dobras do leito. Vazio.
O desejo que se enche. A massa fofa deslizada lentamente.
Comer sem fome é luxo. Me perdoo por cair em vários sete.
Simples. É que adoro bolo.
E tudo o que eu puder levar à minha boca com os dedos.



