Levarei o fogo onde eu estiver.
Segundo informa a lenda,
foi do atrito ansioso que nasceu o fogo.
Em sua formação,
a força é o movimento que lhe dá
sentido, razão e existência.
Sua relação com o ar
determina suas cores,
do violeta ao amarelo.
Há algo de evidência
na produção do fogo pelos seres humanos,
que obrigam seus elementos
a uma interação raivosa…
Depois de aceso, ele ilumina,
brilha aos nossos olhos, aquece
o ambiente e habita o suporte
com o qual se encontra com intimidade…
Tão forte e tão belo,
o fogo é também tão dependente.
Que é a liberdade senão um anseio
por movimento? Mas o fogo não pode
ir a todos os lugares.
Não é respeito que o
impede de ir-se,
mas seus companheiros invisíveis,
que o desacompanhando, torna-o
inexistente.
Da mesma forma, acredito,
nos ligamos aos demais:
por movimentos invisíveis,
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