Por insistência, o público deverá ignorar as suspeitas, acreditar que o sacrifício, ao fim, não será consumado. O público prefere o erro, engana a si mesmo. Prefere o conforto das certezas que o protagonista emite, o cristão com seu deus “certo”, com suas orações e, é verdade, seus medos. Aceita o erro para tentar achar a saída.
Pois o que menos se tem é conforto em O Homem de Palha. Seu protagonista, policial escocês, ampara-se antes na religião, depois na lei. Deus, depois os homens. Caminha por uma ilha distante após pousar ali, sobre as águas, com seu avião. Entra para não sair mais, para fracassar na missão de entender – ou repelir – o “outro”.
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O que é necessário saber sobre o sargento Howie (Edward Woodward) resume-se aos primeiros momentos, quando se encontra em espaço confortável, na igreja, entre cristãos. Na…
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