– Está caindo o mundo. Notei enquanto admirava da porta do metrô a tempestade que caia abundantemente.
Não era possível sair dali de onde estava – nem por um segundo sequer – sem que ficasse encharcado.
Esperei alguns minutos, assim como as outras muitas pessoas que ali estavam, na esperança vã de uma possível melhora, coisa que não aconteceu em nenhum momento e nem iria acontecer pela madrugada adentro.
– Todos se molharão! E ri da frase que imaginara, tal qual um profeta na beira da montanha. Frase certeira e objetiva, com aquela confiança absoluta de que se tem, ao se deparar com assuntos relacionados ao fim… nosso rumo certo. E completei em minha imaginação: – Ninguém escapara! E ri ainda mais de minhas palavras apocalípticas.
Certo de que aquela chuva não iria acabar tão cedo, liguei para a minha esposa para pedir uma carona. Não porque imaginava que daquela…
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