Pensado inicialmente como série de tevê, SOB PRESSÃO testemunha a influência, se não do formato, dessa dinâmica narrativa também no cinema brasileiro. Em especial de séries como “House”, “Grey’s Anatomy” e “Chicago Med”, que exploram os dramas do cotidiano em hospitais públicos americanos. A “adaptação” leva em conta a situação específica de um hospital localizado ao lado de uma favela carioca. O prontuário inclui, portanto, ameaças de invasão pelo tráfico, chantagens da polícia, carência de pessoal e consequente excesso de carga horária, estagiários inexperientes, equipamentos sucateados, quedas de energia, problemas de assepsia. Para o bom resultado do suspense médico foram fundamentais o trabalho da direção de arte (Rafael Targat) e a consultoria do cirurgião Márcio Maranhão, autor do livro “Sob pressão: A rotina de guerra de um médico brasileiro” (Editora Foz, 2014).
Andrucha Waddington alterna planos-sequência elaboradíssimos (como o que abre o filme) e cenas entrecortadas, sempre no sentido de…
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