nadei contra a água
feito camelo em chuva de areia
nas costas me nasceram
ondas fracas
e as formigas eram grandes
tentava chorar gotas
e a vida desviava seca
como a mãe que puxa a cria
quando quer brincar com o sapo
papéis viraram pedras
que o rio ignorava existência
e quando eu quase era lá
uma borboleta soprou clareza
eu ia embora aguando a lua
contando história
de quem me viu
mordi estrelas, senti gosto
e de poeta virei rio




