Machado de Assis (acima, em Memórias Póstumas de Brás Cubas), como todos os nossos bons escritores, sempre usou num e numa.
Há um tipo de pergunta sobre a língua que sempre me assusta – especialmente por chegar com alguma frequência: “quando posso usar “num” em lugar em “em um”?“; “existe mesmo a palavra “numa”?“; etc.
É, aparentemente, mais uma dessas “lendas urbanas” linguísticas dos tempos que correm: uma falsa ideia de a contração “num” (ou, no feminino, “numa“) no lugar de “em um” (ou “em uma“) seria informal ou a ser evitada. Pois bem, não, não e não: da mesma forma que, em português, “em + o” dá “no”, “em + este” dá “neste”, etc., a preposição “em” seguida da palavra “um” resulta, em português culto, na forma contraída “num“.
A palavra num (e suas…
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