Desvio
No dicionário Situacionista, assim surge o verbete “desvio” (em francês, detournement):
Emprega-se como abreviação da seguinte fórmula: desvio de elementos estéticos pré-fabricados. Integração de produções artísticas atuais ou antigas numa construção superior em relação ao meio ambiente. Neste sentido, é impossível existir uma pintura ou uma música situacionista; o que pode ocorrer é uma utilização situacionista destes.
Em 1956, Debord e Gil J. Wolman, outro situacionista francês, publicam um “guia para um possível usuário do détournement” na revista surrealista belga Les Lèvres Nues #8. Ali introduziam, conceituavam e abusavam da prática do desvio – com muito sarcasmo e ironia, talvez a fim de que ninguém levasse totalmente a sério o que diziam.
Como síntese das propostas ali reunidas, podemos assim apreender as noções:
“Podem-se definir primeiramente duas categorias principais para todos os elementos desviados, e sem diferenciar se seu uso é acompanhado ou não de melhorias introduzidas…
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