Jeana Laura da Cunha Santos
Pós-doutoranda no POSJOR/UFSC e pesquisadora do objETHOS
Desde que as delações premiadas do grupo JBS despontaram na mídia, Michel Temer veio duas vezes a público para tentar minimizar os fatos ou ocultar a verdade. Na primeira, garantiu: “Não renunciarei. Repito: não renunciarei”.
No segundo pronunciamento oficial, um homem visivelmente cansado sustenta em sua defesa que uma perícia realizada pela Folha de S. Paulo constatou que houve edição no áudio da conversa dele com o empresário Joesley Batista, dono da JBS. Argumentando que a gravação clandestina foi “manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos” e “sem a devida averiguação”, alega que isso teria levado “muitas pessoas ao engano induzido” e que teria trazido “grave crise ao Brasil”.
A retórica de Temer e de sua defesa foi interpretada de forma diversa por pelo menos duas emissoras de TV. O Jornal da Band de sábado (20/05/2017) dedicou ao…
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