JUNG, C. G., 1875-1961. O eu e o inconsciente. Tradução Dora F. da Silva. 22. ed. Petrópolis: Vozes, 2011. 196p.
a) Restabelecimento regressivo da persona. Sendo insustentável a identificação com a psique coletiva impõe-se, como já foi dito, uma solução radical.
Há dois caminhos que levam à dissolução do estado de “semelhança a Deus”: o primeiro é a possibilidade de tentar restabelecer regressivamente a persona anterior, visando sujeitar o inconsciente através de uma teoria redutora; por exemplo, considerando-o “nada mais do que” uma manifestação da sexualidade infantil reprimida. A função sexual normal substituí-lo-ia então vantajosamente. Tal explicação se apoia no inegável simbolismo sexual da linguagem do inconsciente e na interpretação concreta da mesma. Outra teoria invocada seria a da vontade de poder, na qual se considera o “estado de semelhança a Deus” como um “protesto masculino” e como um desejo infantil de poder e necessidade de segurança; esta hipótese se apoiaria…
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