AH… O BIQUÍNI
28 de Outubro de 2016, 12:12Tinha eu dez anos de idade quando vi pela primeira vez, ao vivo, uma moça de biquíni, minha prima Maria Helena à beira da piscina do Hotel Cataguases. Nunca mais me esqueci. Era um biquíni cor de rosa com listras brancas e ela usava, além do biquíni, um chapéu de palha e óculos de gatinho.
Minha prima Maria Helena era carioca e também passava as férias em Cataguases, uma cidade da Zona da Mata mineira. Carioca e prafrentex, bem mais liberal que as mineiras que eu estava acostumado a ver usando maiôs à beira da piscina do Minas Tênis Clube, lá em Belo Horizonte.
Hoje fico pensando que todas essas modernidades chegavam primeiro no Rio de Janeiro, uma cidade bem mais ousada e maravilhosa que a minha. A mãe da Maria Helena, minha tia Celinha, por exemplo, fumava com piteira e tomava uísque, coisa que poucas mulheres faziam naquele mundo…
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Caos nas calçadas
28 de Outubro de 2016, 12:09Eu temo não conseguir interagir mais.
Temo não conseguir sair na rua. Andar em calçadas cheias. Desviar de pessoas.
Eu temo não conseguir suportar toda a angústia que me causa quando estou nesses ambientes. Me falta o ar, a pressão começa a diminuir. Dores de cabeça e uma irritação absurda. Eu sempre tento respirar fundo, tento desfocar do que me tira o ar. Eu me esforço.
Mas a cada vez que preciso estar em lugar com muita gente, percebo que estou bem menos tolerante. Já não suporto mais e já passei do meu limite.
Não sei o que fazer.
[crédito da imagem: olharesgeograficos.blogs.sapo.pt]
Foto jornalismo
28 de Outubro de 2016, 12:04Quando Morgan Ashcom era pequeno, usou uma câmera de video para gravar os amigos patinando. Com o tempo seu interesse saiu da imagem em movimento para a fotografia fixa.
Em sua série West of Megsico, ele retrata Skatopia,uma pequena comunidade anarquista de Skaters na zona rural de Ohio.
Deixem as empresas quebrarem
28 de Outubro de 2016, 8:18
Quando há uma crise financeira, sempre há uma cobrança ao governo para que ele tome uma “atitude à respeito”. A população, a mídia, políticos da oposição. Governos (principalmente os keynesianos) podem tomar medidas que podemos considerar uma aberração moral, dentre as quais está incluído o socorro às empresas e bancos. E, não raro, se escuta ou se lê, mesmo entre liberais, quando se estoura uma crise, a defesa de tal socorro. Devemos explicar que libertários e liberais (me refiro aos radicais como Mises, por exemplo) não são os empresários e banqueiros que pedem socorro ao estado. Libertários e liberais geralmente querem mais que as empresas e os bancos deficitários quebrem mesmo. Explico.
“Eu não encomendei o socorro de ninguém”
Para entender melhor tal argumento devo esclarecer um princípio básico de economia: nenhuma, absolutamente nenhuma, ação afirmativa do governo sai de graça, nem barato.
Principalmente se tratando em socorro de empresas. O…
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Conto Budista: Trabalho Inútil
28 de Outubro de 2016, 8:16
Um velho monge e um jovem monge estavam andando por uma estrada quando chegaram a um rio que corria veloz. O rio não era nem muito largo nem muito fundo, e os dois estavam prestes a atravessá-lo quando uma bela jovem, que esperava na margem, aproximou-se deles. A moça estava vestida com muita elegância, abanava o leque e piscava muito, sorrindo com olhos muito grandes.
– Oh – disse ela –, a corrente é tão forte, a água é tão fria, e a seda do meu quimono vai-se estragar se eu o molhar. Será que vocês poderiam me carregar até ao outro lado do rio?
E ela insinuou-se sedutora para o lado do monge mais jovem.
O jovem monge não gostou do comportamento daquela moça mimada e sem pudor. Achou que ela merecia uma lição. Além do mais, monges não devem envolver-se com mulheres. Então ele ignorou-a e atravessou o…
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