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“Temos uma guerra a enfrentar"

марта 12, 2015 11:11 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Do blog de Zé Dirceu:

Em meio a mobilização e aos preparativos para o Dia Nacional de Luta e as grandes manifestações programadas para esta sexta-feira, o presidente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, analisou as principais bandeiras do ato do próximo dia 13 e destacou a importância das mobilizações que acontecerão em todo o país para a garantia da governabilidade nesta segunda gestão presidencial de Dilma Rousseff.

Adilson, qual a dimensão e a importância deste ato no dia 13 de Março?

A CTB se soma à luta pela democracia e em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, em defesa da Petrobras e contra o golpismo de direita, diante do atual curso da luta política nacional e ciente da importância do ciclo iniciado pelo ex-presidente Lula. As forças que advogam a tese do fim do salário mínimo e do fim deste grande e prolongado estágio de geração de emprego e renda foram derrotadas no processo eleitoral.

A gente percebe nesse momento que em decorrência da eleição, o Congresso Nacional, na sua composição social, tornou-se mais conservador. A direita se articula voltada a criar clima de instabilidade e de crise política. Daí a importância da mobilização em defesa da governabilidade, compreendendo que de fato a democracia precisa ser estabelecida porque, na verdade, o que a direita pretende é a quebra da legalidade constitucional. E isso é inadmissível e um retrocesso.

A classe trabalhadora tem consciência da importância de todas as políticas que foram conquistadas, como a política de valorização do salário mínimo e as conquistas sociais, ao longo das quais os trabalhadores conseguiram aumentar sua renda.

Como você avalia esse movimento da direita?

Veja que a direita pregou durante toda a Copa do Mundo que era impossível realizarmos e nós fizemos a Copa das Copas; questionou o processo de integração internacional e constituímos o banco dos BRICS. E, agora, essa mesma direita, derrotada nas urnas, tenta induzir a eleição para um 3º turno e promove uma onda de descrédito do governo federal. As intenções todos sabemos: fazer com que o Brasil retome seu passado sombrio, quando o neoliberalismo aprofundou as desigualdades. Daí a importância da articulação dos movimentos sociais, sindicais e dos partidos de esquerda para que a gente possa enxergar além do limite imposto pela pauta econômica. Nós temos uma guerra a enfrentar: a batalha em defesa dos direitos democráticos para que a presidenta Dilma possa governar o país.

O caso da Petrobras é emblemático. A elite reacionária tenta utilizar aspectos da Operação Lava Jato para atingir seu alvo que é, também, a privatização da Petrobras. Uma das maiores exploradoras de petróleo do mundo, a Petrobras é uma empresa que detém um capital de mais de US$ 8 trilhões. Além disso, como todos sabem, o pré-sal é sim o nosso passaporte para o futuro e 50% dos royalties do petróleo serão destinados para a educação. Substituiu-se o regime de concessão para o regime de partilha, pela qual mais de 90% do controle da exploração fica nas mãos da Petrobras.

Há, portanto, critérios nacionais em jogo e muito interesse estrangeiro, das empresas que querem disputar essa partilha. É fundamental levantarmos a bandeira em Defesa da Petrobras. O pré-sal tem de ser nosso. Não podemos abrir mão disso, sobretudo, sabendo do que a Petrobras representa para o país. A Petrobras é um patrimônio do povo brasileiro. Não podemos nos render a essa onda golpista da direita que se perpetua no país.

Em relação à política de ajuste fiscal do governo, como a CTB se posiciona?

O governo faz opção pela defesa da austeridade monetária e a justifica pela necessidade do ajuste fiscal. Compete a nós nos manifestarmos contra e reclamar com o governo para que seja fortalecida a aliança entre ele e a base trabalhadora. Há caminhos (alternativos), sobretudo taxando as grandes fortunas e efetuando uma reforma progressista, pela qual os ricos paguem mais e os pobres paguem menos. Fazendo com que, de fato, seja rompido o conservadorismo do tripé econômico, com seus juros altos e superávit primário. E que tenhamos um novo ímpeto na política industrial do país para que, de fato, sejamos uma nação poderosa e competitiva, com inovação, fortalecendo os investimentos em infraestrutura. Lutamos para que o Brasil encontre a verdadeira equação.

Defendemos, também, a efetiva reforma política e democrática. É importante destacar que houve uma redução da participação popular e sindical no Parlamento. Eu sempre digo sobre a questão do financiamento privado de campanhas que a empresa não vota, mas financia. Isso leva a uma desigualdade muito grande no resultado eleitoral porque enquanto o trabalhador enfrenta dificuldades para disputar um assento no Parlamento, a direita o faz contando com recursos privados. Quais os interesses de um Parlamento privado? Ele serve aos interesses do grande capital, sobretudo do rentismo, do grande latifúndio e das empresas de capital estrangeiro.

Você estará em qual ato no ato dia 13?

Eu estarei em São Paulo. A concentração começa às 15h, na frente do prédio da Petrobras (na avenida Paulista, 901, em frente ao edifício do Objetivo/Fundação Gazeta). A nossa expectativa é juntar 40 mil pessoas e eu estou bastante otimista até porque o dia 13 de Março acontecerá (atos mobilizatórios) em vários Estados brasileiros. Estão todos convidados a defender com as centrais e os movimentos sociais a reforma política, a Petrobras, a democracia e os nossos direitos.

Источник: http://altamiroborges.blogspot.com/2015/03/temos-uma-guerra-enfrentar.html