Por Altamiro Borges
Sob o comando do cambaleante Aécio Neves, o PSDB decidiu utilizar a rede nacional de rádio e tevê para convocar as marchas golpistas de 16 de agosto. A iniciativa, porém, gerou bicadas no ninho. Os governadores da sigla, mais preocupados com a crise nos seus Estados, criticaram a teatral valentia do senador mineiro. As bravatas de Aécio Neves, que sofreu duas derrotas no ano passado - perdeu a disputa presidencial e foi escorraçado de Minas Gerais -, não unificam o tucanato. Elas também não convencem os fascistas mirins que exigem o impeachment de Dilma. Para eles, o cambaleante é um "arregão", que convoca protestos, mas não aparece - preferindo o aconchego do seu lar no Leblon.
A divisão no PSDB é explícita. Aécio Neves está desesperado. Ele sabe que será descartado em breve do ninho tucano e aposta todas as suas fichas no golpe imediato. Já Geraldo Alckmin, com o peso de São Paulo, sabe que dispõe de mais tempo político e prefere "sangrar" Dilma até 2018. No desespero, "Aécio Neves convocou reunião da executiva do partido, em Brasília, para alinhar o tom do discurso sobre impeachment da presidente e para discutir a participação da legenda nos protestos contra o governo agendados para o dia 16 de agosto. O partido tem sido bastante criticado pela hesitação quanto ao tema", relata a revista Época. O esforço, entretanto, não surtiu efeitos.
Os governadores Beto Richa (Paraná), Marconi Perillo (Goiás) e Geraldo Alckmin vieram a público para contestar o uso da rede nacional de rádio e televisão para apoiar as marchas pelo impeachment. O próprio FHC, mentor intelectual dos tucanos, também destoou da retórica raivosa ao afirmar, em entrevista a uma revista alemã, que "Dilma é uma pessoa honrada" e não está envolvida no esquema de corrupção da Petrobras. A reação deixou o "chefe" do PSDB ainda mais cambaleante e pendurado na brocha. Após convocar as marchas na TV, ele mesmo já dá sinais de recuo. "Aécio afirmou que 'possivelmente' irá aos atos. Disse, no entanto, que a sigla continua tratando com cautela temas como o impeachment", relata a Folha. Será que o arregão vai arregar novamente?
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Leia também:
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- O "arregão" Aécio visitará Assange?
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- Aécio Neves, o Lacerda opaco!
- Os golpistas estão chegando
- Conspirações avançam, mas faltam bases
A divisão no PSDB é explícita. Aécio Neves está desesperado. Ele sabe que será descartado em breve do ninho tucano e aposta todas as suas fichas no golpe imediato. Já Geraldo Alckmin, com o peso de São Paulo, sabe que dispõe de mais tempo político e prefere "sangrar" Dilma até 2018. No desespero, "Aécio Neves convocou reunião da executiva do partido, em Brasília, para alinhar o tom do discurso sobre impeachment da presidente e para discutir a participação da legenda nos protestos contra o governo agendados para o dia 16 de agosto. O partido tem sido bastante criticado pela hesitação quanto ao tema", relata a revista Época. O esforço, entretanto, não surtiu efeitos.
Os governadores Beto Richa (Paraná), Marconi Perillo (Goiás) e Geraldo Alckmin vieram a público para contestar o uso da rede nacional de rádio e televisão para apoiar as marchas pelo impeachment. O próprio FHC, mentor intelectual dos tucanos, também destoou da retórica raivosa ao afirmar, em entrevista a uma revista alemã, que "Dilma é uma pessoa honrada" e não está envolvida no esquema de corrupção da Petrobras. A reação deixou o "chefe" do PSDB ainda mais cambaleante e pendurado na brocha. Após convocar as marchas na TV, ele mesmo já dá sinais de recuo. "Aécio afirmou que 'possivelmente' irá aos atos. Disse, no entanto, que a sigla continua tratando com cautela temas como o impeachment", relata a Folha. Será que o arregão vai arregar novamente?
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