Por Altamiro Borges
Na semana passada, o Banco Central divulgou um estudo que mostra que a taxa de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo subiu, em valores médios, para 423,5% ao ano em abril. É o maior patamar desde dezembro de 2023, quando ela chegou a 442,1% ao ano. Ainda de acordo com o BC, as concessões de novos empréstimos no rotativo aumentaram no mês passado. Em abril, foram contratados R$ 30,5 bilhões nessa modalidade. O volume ficou acima da média de 2023, de R$ 30 bilhões ao ano.
O rotativo é uma linha de crédito pré-aprovada no cartão. Ele é acionado por quem não paga o valor total da fatura no vencimento. Em caso de inadimplência, o banco deve a parcelar o saldo devedor ou oferecer outra forma mais vantajoso para quitar a dívida. Pela norma fixada pelo Conselho Monetário Nacional em janeiro, os juros das operações no rotativo não poderiam superar 100% do valor original da dívida. Mas o que impera no Brasil é a ditadura dos banqueiros e os juros bateram nos pornográficos 423,5%.
Já nas outras modalidades de empréstimos, as taxas também seguem muito elevadas. Segundo o estudo, nas operações com pessoas físicas ela atingiu 40,4% ao ano em 2023 – com um tímido recuo de 0,1 ponto percentual em abril e 4,3% em doze meses. Já nas operações com empresas, a taxa média foi de 21,3% ao ano, com alta de 0,4 ponto percentual no mês e redução de 2,2 pontos em doze meses.
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