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Já virou rotina. A criminosa "Veja" publica na sexta-feira os seus famosos factoides para desgastar o governo Dilma. De imediato, os telejornais replicam as denúncias - sem qualquer rigor na apuração - e os jornalões alimentam as especulações. Na edição desta semana, a revista do esgoto acusou dois ministros e vários políticos de receberam doações da empreiteira UTC, alvo do midiático escândalo da Operação Lava-Jato. A "reporcagem" teve como fonte uma "delação premiada" - e premeditada - do empresário corrupto Ricardo Pessoa, que vazou na peneira sempre seletiva da Polícia Federal. De imediato, os "calunistas" da mídia - Merval Pereira, Ricardo Noblat, Reinado Azevedo e outros da mesma estirpe - já afirmam que a capa da "Veja" reabre o debate sobre o impeachment da presidenta.
Segundo a "Veja", o mafioso Ricardo Pessoa, apontado como um dos líderes do cartel das empresas envolvidas no esquema de propinas na Petrobras, afirmou ter doado R$ 7,5 milhões para a campanha de Dilma. A contribuição foi declarada à Justiça Eleitoral, mas a revista garante que ela foi ilegal. De acordo com a "reporcagem", a doação foi tratada diretamente com o tesoureiro da campanha, Edinho Silva, atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. O empresário ainda incluiu outro ministro em sua "delação premiada". Garantiu que bancou a campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010. O delator também descreveu as doações para outros 18 políticos, mas esta denúncia não teve o mesmo destaque na revista do esgoto, nos jornais ou nos telejornais.
Diante dos novos ataques, que sinalizam uma retomada da onda golpista no país, os ministros citados já manifestaram seu repúdio. Edinho Silva foi o mais enfático na crítica aos factoides da "Veja". Ele condenou duramente os vazamentos seletivos das "delações premiadas" e garantiu que processará os envolvidos nos ataques caluniosos. "Como coordenador financeiro da campanha da presidente Dilma, eu agi estritamente dentro da legalidade... Faço questão de ser ouvido nos autos. Caso se confirme as mentiras divulgadas pela imprensa, eu tomarei as medidas judiciais em defesa da minha honra", disse em entrevista coletiva neste sábado (27).
O atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) ainda esclareceu que as contas de campanha da presidente Dilma foram rigorosamente auditadas e aprovadas pelo Superior Tribunal Eleitoral. "Então, me causa indignação que meu nome tenha sido envolvido em uma delação premiada. Me causa indignação o vazamento seletivo desta delação e me causa indignação a tese de criminalização das doações à nossa campanha". Ele lembrou que outros partidos, como o PSDB e o DEM, receberam contribuições financeiras das construtoras agora denunciadas na Lava-Jato.
Já o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, sempre no seu estilo "republicano", evitou criticar os ataques da "Veja" e divulgou uma nota lacônica: "Tendo tomado conhecimento, nesta sexta-feira, por meio de veículos de imprensa, sobre a suposta citação ao meu nome em delação premiada do senhor Ricardo Pessoa, tenho a esclarecer que: 1. Desconheço o teor da delação premiada do senhor Ricardo Pessoa; 2. A empresa UTC, por ocasião da campanha ao governo do Estado de São Paulo, em 2010, fez uma única contribuição, devidamente contabilizada e declarada à Justiça Eleitoral, no valor de R$ 250 mil reais, conforme demonstrado em minha prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral".
A "reporcagem" da revista do esgoto deverá ter forte repercussão nos próximos dias, reanimando a campanha pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os outros citados na "delação premiada" do empresário-bandido Ricardo Pessoa - como o senador Aloysio Nunes, vice na chapa derrotada do cambaleante Aécio Neves - não serão incomodados pela mídia. Pelo andar da carruagem golpista, o clima político vai ferver. Ou o governo sai da defensiva e parte para o ataque, enfrentando os barões da mídia e a rancorosa oposição direitista, ou seus dias estarão contados... e não chegarão a 2018.
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