Por João Guilherme Vargas Netto
Não chega a ser a carnificina que as forças armadas de Israel estão praticando em Gaza, mas seus números também são aterradores.
Refiro-me às mortes, mutilações, ferimentos, acidentes e adoecimentos no trabalho.
Volta e meia o silêncio sobre este terror é quebrado, quando o karoshi ataca no Japão, quando há uma epidemia de suicídios de telefônicos na França, quando há o soterramento de mineiros no Chile ou quando há mortes em Osasco por desabamento.
O movimento sindical brasileiro tem sido pouco atuante sobre a gravidade do assunto e não o tem enfrentado de modo permanente, persistente e eficiente.
Para alertar o movimento sindical e a sociedade sobre o drama, ativistas abnegados têm tomado uma série de iniciativas que culminarão em ato no dia 28 de abril para valorizar o Dia Internacional em Memória das vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Esta data, que precede de pouco o 1º Maio, pode representar um lembrete para os dirigentes refletirem sobre o assunto e fazer com que esta preocupação apareça na pauta unificada das comemorações do Dia do Trabalhador.
O evento mais recente deste grupo de abnegados ocorreu ontem, quarta-feira, na sede do sindicato dos Engenheiros de São Paulo que reuniu representantes de sindicatos, das centrais sindicais e da Fundacentro com artistas, jornalistas, educadores, engenheiros e médicos do trabalho e muitas outras pessoas sensibilizadas, preocupadas e comovidas pelo drama das mortes, mutilações, ferimentos, acidentes e adoecimentos no trabalho.
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