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OEA e a intervenção militar na Venezuela

16 de Setembro de 2018, 12:49 , por Altamiro Borges - | No one following this article yet.
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Do blog Resistência:

O secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro, fez na última sexta-feira (14) gravíssimas afirmações durante visita à Colômbia. Empregando a mesma linguagem agressiva do chefete da Casa Branca, Donald Trump, e outros que agem como sicários e não como governantes e diplomatas, Almagro afirmou: “quanto a uma intervenção militar para derrocar o regime de Maduro, eu creio que não devemos descartar nenhuma opção”.

A declaração de Almagro contém uma gravíssima ameaça de intervenção armada externa na Venezuela, o que é de per si um ataque à autodeterminação e à soberania nacional do povo venezuelano, o que constitui violação aberta ao princípio elementar das normas jurídicas e políticas da convivência internacional.

Não é a primeira vez que o secretário geral da OEA, agindo como lacaio do imperialismo estadunidense e das mais reacionárias oligarquias regionais, faz uso do seu posto para provocar e agredir a Venezuela, país pacífico, fraterno com os demais países e povos, propulsor de uma política de integração, convivência pacífica e solidariedade entre as nações da região latino-americana e caribenha.

Ao ameaçar a Venezuela de intervenção armada estrangeira, Almagro age como boneco de ventríloco de Trump, Mattis e Pompeo, que têm feito incursões na região visando a criar o ambiente político propício a essa intervenção.

O Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – rechaça veementemente tais declarações e intentos e reitera sua indeclinável solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela. Igualmente, reafirma o engajamento nos esforços para que a região da América Latina e Caribe seja efetivamente uma zona de paz, como diz a Proclamação da cúpula da Celac de janeiro de 2014, assinada pelos 33 Estados integrantes. Segundo essa Proclamação, todos esses Estados renunciam ao uso da força para resolver disputas com seus vizinhos.

Para que tal compromisso se efetive, é necessário o estabelecimento de mecanismos democráticos e instituições diplomáticas autênticas, vinculadas às noções de respeito ao direito internacional e à autodeterminação das nações e povos, algo que se torna impossível por meio de uma organização como a OEA, que demonstrou ao longo de sua história ser um instrumento servil ao imperialismo estadunidense, para a realização de planos de desestabilização, intervenções e golpes, o que constitui um real perigo para a paz, a democracia e a soberania nacional.

Não à intervenção militar na Venezuela!
Solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela!

São Paulo, 16 de setembro de 2018

Antonio Barreto, Presidente do Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz.

Fonte: https://altamiroborges.blogspot.com/2018/09/oea-e-intervencao-militar-na-venezuela.html