Por Altamiro Borges
As emissoras privadas de rádio e tevê, sempre tão seletivas no seu denuncismo, não deram qualquer destaque para uma notícia bombástica desta segunda-feira (16) - na verdade, a maioria dos telejornais sequer informou seus pobres ouvintes. Segundo o repórter Fábio Silveira, do Jornal de Londrina, "foi preso na tarde desta segunda-feira Luiz Abi, primo do governador Beto Richa (PSDB). A prisão foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), motivada por uma suposta fraude no Departamento de Transporte Oficial (Deto) do Governo do Estado. Abi foi detido em Curitiba e está sendo levado para Londrina, onde o Gaeco investiga os casos de exploração sexual de adolescentes e o esquema de corrupção na Receita Estadual".
Na mídia paranaense não controlada pelos censores tucanos, Luiz Abi é tido como um "homem forte" de Beto Richa. Há muito circulam denúncias de que ele está envolvido em vários escândalos, que vão desde a exploração sexual de menores até as extorsões na Receita Estadual. De imediato, o senador Roberto Requião (PMDB) ironizou a prisão do tucano em seu Twitter: "Pedofilia, sexo, chantagem na receita estadual do Paraná? Primo preso?".
Mas a mídia privada nacional sempre garantiu total blindagem para o governador do PSDB, que já chegou a figurar entre os possíveis presidenciáveis da sigla. Até a semana passada, o Paraná viveu dias de intensa comoção social, com greves e protestos diários. Nos telejornais, porém, o Estado quase desapareceu do mapa do Brasil. E ainda tem gente que acha que a mídia "privada" - nos dois sentidos da palavra - é isenta e imparcial. Santa ingenuidade ou burrice!
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