Por João Guilherme Vargas Netto
E então, estamos conversados. Os eleitores brasileiros nas votações municipais de 2024, confortados por uma conjuntura econômica e social favorável, demonstraram-se conservadores e até mesmo reacionários nos partidos que escolheram para votar. Rejeitaram a polarização, avançaram na normalização da vida nacional e consagraram partidos (muitos dos quais presentes no ministério do presidente Lula) que representarão na “Câmara de Vereadores Nacional” e nas diversas prefeituras a expressão da vontade popular em suas cidades.
Os eventuais segundos turnos eleitorais confirmarão esta configuração geral.
Um acontecimento positivo pelo seu simbolismo foi a derrota das pretensões anárquicas e desorganizadoras do candidato Marçal em São Paulo, apesar do peso avassalador das redes sociais.
Mas quero ressaltar como se saíram mal os candidatos que foram às urnas baseados em suas práticas sindicais. Em geral os resultados foram desanimadores, com raríssimas exceções.
Confirmou-se a verdade de que sindicato e eleições partidárias (em termos de candidaturas) são dois rios cujas águas não se misturam.
Até mesmo se revela a incapacidade das direções sindicais em apresentarem um balanço centralizado dos resultados dessas pretensões, como já o fez, por exemplo, o MST alardeando os seus 133 eleitos em todo país.
Se o presidente Lula e o seu ministério, se as entidades sindicais e seus dirigentes compreenderem corretamente o alcance dos resultados e persistirem em sua estratégia correta de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, poderão se apoiar na conjuntura revelada para avançarem suas propostas e pautas, atentos às motivações e reivindicações dos trabalhadores e das trabalhadoras e de todo o país.
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