Por Altamiro Borges
A candidatura presidencial do agrotroglodita Ronaldo Caiado, governador de Goiás, parece que está gorando. O seu partido, o direitista União Brasil, não está muito convencido da viabilidade do projeto eleitoral. Segundo postagem do site Metrópoles, a direção da legenda tenta convencê-lo a suspender o lançamento da pré-candidatura, marcado para 4 de abril em Salvador (BA). A pressão cresceu nos últimos dias e irritou o frágil postulante, que se sente traído.
“A pressão para Caiado suspender o evento, segundo apurou o site, começou na semana passada e aumentou no fim de semana, quando caciques do União Brasil tiveram uma série de conversas. Fontes do partido ouvidas pela coluna afirmam que ao menos dois fatores pesam na pressão. O mais importante deles seria o avanço das negociações para federação entre PP e União Brasil. Outro fator seria o anúncio do cantor Gusttavo Lima de que desistiu de se candidatar à Presidência. O União Brasil contava com o artista para alavancar a candidatura de Caiado”.
Apesar da puxada de tapete da cúpula do partido, o governador goiano garante que manterá o lançamento da sua pré-candidatura. “Segundo pessoas próximas, a primeira-dama Gracinha Caiado já teria, inclusive, viajado a Salvador nos últimos dias para organizar os detalhes da cerimônia. Caciques do União Brasil, por sua vez, dizem já ter avisado que não comparecerão ao evento. Entre eles, até mesmo lideranças do partido na Bahia, onde o evento estava marcado”.
O escândalo do Rei do Lixo
Em entrevista ao site, o prepotente governador ainda esbravejou. “Não tem ninguém que faça pressão em cima de Ronaldo Caiado”. Ele ainda divulgou uma nota garantindo que não cederá às pressões. “Diante de notícias infundadas que circulam nas últimas horas, reafirmo que o evento de lançamento da minha pré-candidatura à Presidência da República está confirmado para o dia 4 de abril, em Salvador (BA)... Sei que minha postura de oposição ao governo do PT incomoda aqueles que estão no poder, mas isso não abala minhas convicções”.
Além da baixa viabilidade eleitoral, outro fator pode explicar a rasteira da sigla nas ambições de Ronaldo Caiado. Desde do final do ano passado, o União Brasil está na mira da Justiça em função de graves denúncias de corrupção e tem evitado maior exposição, fugindo dos holofotes. O caso envolve o empresário Marcos Moura, vulgo “Rei do Lixo”, que é investigado pela Polícia Federal sob a acusação de chefiar um esquema de fraudes licitatórias e lavagem de dinheiro. O ricaço integra a executiva nacional do União Brasil e mantém intimas relações com várias lideranças do partido.
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