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Charge: Cacinho |
Em decisão divulgada nesta quinta-feira (28), a Corte de Apelação da Justiça de Roma decidiu que a deputada-pistoleira Carla Zambelli (PL-SP) deverá esperar na prisão, em regime fechado, a tramitação do processo de sua extradição da Itália para o Brasil. O mimimi vitimista da bolsonarista, que chegou a alegar “distúrbios psicológicos” para sair da cadeia, não comoveu e nem convenceu a justiça italiana.
O resultado da perícia médica indicada pelo tribunal concluiu que o estado de saúde de Carla Zambelli é compatível com as condições da penitenciária. Além disso, os juízes justificaram a manutenção da prisão pelo risco de nova fuga de Zambelli. “O colégio [de juízes] entende que não se pode hoje acolher o pedido de liberdade formulado pela interessada, uma vez que a eventual aplicação de medida mais branda que a prisão preventiva não permitiria conter o perigo que a pessoa possa subtrair-se ao presente procedimento de extradição”, sentenciaram os juízes Marco Mancinetti, Fabrizio Suriano e Patrizia Campolo.
Segundo reportagem da Folha, “os juízes argumentaram que a própria conduta da deputada antes de ser detida na Itália, no fim de julho, fornece elementos para a manutenção da prisão. Eles listaram as ‘inúmeras declarações’ de Zambelli sobre a ‘total falta de confiança no sistema judiciário’. ‘[As falas] demonstram inequivocamente a clara intenção da interessada de se eximir da Justiça brasileira e da execução da pena que lhe foi imposta’, diz o tribunal”.
“É inquestionável que a conduta descrita, longe de ser considerada insignificante ou irrelevante, constitui elemento específico e concreto para considerar a existência do mais alto nível do risco de fuga”, concluíram os juízes. A renegada bolsonarista, que se achava “intocável” na Itália – após fugir do Brasil pela Argentina do “El Loco” Milei e pelos EUA do “imperador” Donald Trump – seguirá presa no penitenciária feminina superlotada de Rebibbia, em Roma. A vida é dura!
Só para relembrar, Carla Zambelli fugiu do Brasil logo após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por orquestrar uma invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para emitir mandados falsos de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Na sexta-feira passada (22), a deputada-pistoleira foi condenada a mais cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto por ter sacado e apontado uma arma contra o jovem em São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022.