<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>carlos motta's RSS feed</title><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta</link><description>carlos motta's content published at Blogoosfero</description><item><title>Ópera brasileira "Anastácia" ganha formato de fotonovela</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0mbBJ6V8ICD4tpSW-m486W6kf576vKc0qguBeobuq_Dv1XYgMeiaHw5SA4ymZNGi80FS97mVS5xpGgLR6j7SlX0Ra_faR7ShSnPG1cYnrBdDJyMx4WJSdoEsNrRbGJv90hW47WwmiyenWQrbOL4heNyTAq_KJnBvDiA0exEHDbSay3JSTv_X-dpF6KTY/s4624/FOTO%20Anast%C3%A1cia.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="360" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0mbBJ6V8ICD4tpSW-m486W6kf576vKc0qguBeobuq_Dv1XYgMeiaHw5SA4ymZNGi80FS97mVS5xpGgLR6j7SlX0Ra_faR7ShSnPG1cYnrBdDJyMx4WJSdoEsNrRbGJv90hW47WwmiyenWQrbOL4heNyTAq_KJnBvDiA0exEHDbSay3JSTv_X-dpF6KTY/w640-h360/FOTO%20Anast%C3%A1cia.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Estreada em janeiro em Recife, no Teatro Santa Isabel, a ópera “Anastácia” - drama musical do compositor e multiartista pernambucano Armando Lobo, inspirado na obra de Fiódor Dostoiévski – está sendo lançada em um formato inovador no meio da música contemporânea de câmara. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;No formato de &lt;/span&gt;&lt;span&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span&gt;foto-&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span&gt;pera&lt;/span&gt;&lt;span&gt;”, o projeto ganha uma publicação impressa em papel, e tem estilo assemelhado ao das fotonovelas populares no Brasil nos anos 70 e 80. As cenas foram fotografadas em um antigo presídio localizado no centro do Recife, e que hoje abriga a&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Casa da Cultura&lt;/span&gt;&lt;span&gt; da cidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;"Anast&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;á&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;cia"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;segue exatamente o modelo das fotonovelas melodramáticas tradicionais, com fotografias e &lt;/span&gt;&lt;span&gt;bal&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ões de diálogos acompanhando as peripécias do roteiro. A música da foto-ópera pode ser acessada facilmente e gratuitamente por smartphone atravé&lt;/span&gt;&lt;span&gt;s de QR&lt;/span&gt;&lt;span&gt; CODE  impresso na revista. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Na publicação, além da inspiração em fotonovelas, há elementos de histórias em quadrinhos e a presença de páginas de variedades (entrevista, horóscopo, receita culinária etc.), como em um publicação comercial de décadas atrás, voltada ao entretenimento. A revista tem 32 páginas e serve também de libreto impresso para a performance do espetáculo em palco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A ópera é uma tragédia contemporânea inspirada em passagens tocantes de algumas obras de Fiódor Dostoiévski, notadamente “Recordação da Casa dos Mortos”, “Os Demônios” e “Crime e Castigo”. O libreto também possui influência marcante de Georg Büchner, Nelson Rodrigues, e Erich Neumann e citações a Eurípedes, Arthur Rimbaud e William Shakespeare. O espetáculo é uma realização da mesma equipe criativa da “Ópera do Claustro”, que teve temporada de grande sucesso no Recife em 2025, com superlotação e aclamação ruidosa em todas as récitas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O ENREDO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Toda a ação da ópera se passa em uma colônia penal feminina. O enredo mostra uma presidiária, de nome Anastácia, que assassina outra detenta porque ela não lhe devolvera uma Bíblia. O projeto nos propõe uma reflexão catártica sobre questões de patologia, exclusão, vazio, confinamento, culpa e expiação. Com o objetivo de conjugar imaginação poética e dados da realidade social, o projeto realizou entrevistas com ex-detentas, de onde foram extraídos elementos concretos que são poetizados na encenação, que também apresenta situações fantásticas e elementos da cultura popular nordestina. Há também uma inusitada ciranda - dançada e cantada não à "beira-mar", mas ao redor de um cadáver -, e a abordagem de temas cruéis como perversão sexual, canibalismo e auto-imolação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A OBRA MUSICAL&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Anastácia” combina elementos da ópera erudita contemporânea, ópera-rock e teatro contemporâneo, em uma abordagem dramatúrgica que se aproxima do naturalismo fantástico. Na obra, recitativos operísticos são evit&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ados em favor de diálogos teatrais que facilitam o entendimento da trama. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Todo o conteúdo harmônico e melódico da música é derivado da escala do blues e de modos da escala nordestina. Esse conteúdo recebe um tratamento orquestral que remete a texturas da música contemporânea de concerto. Há também passagens com programações eletrônicas feitas a partir da sonoridade de um berimbau, somado a vozes fantasmagóricas processadas. Um trio de metais (trompete, trompa e trombone) faz a metáfora sonora do meio marcial/policialesco; violoncelo, guitarra elétrica, bateria e berimbau completam a sonoridade agressiva e muito brasileira da música.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:53:34 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/opera-brasileira-anastacia-ganha-formato-de-fotonovela</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/opera-brasileira-anastacia-ganha-formato-de-fotonovela</guid></item><item><title>Maestro Isaac Karabtchevsky assume Cadeira nº1 da Academia Brasileira de Música</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjT2iJtr3o22du0nciFRjPu5VNf0uJBDev_QwHBRnygxW_Pr4xpygQRaIJsncDY5-reJsxGYlJG2bO8_ACBuGk-cUoY4iSuRShgXnQuvEjL5lOr89c3YwVdBol9i8DZqEoGc7dluyVykdOt-pJ4-twFpzxUKUh06ehBMgF4vK6fwuLcATCcBH2P5Bp6O_c/s1200/maestro-Isaac-Karabtchevsky.png"&gt;&lt;img border="0" height="390" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjT2iJtr3o22du0nciFRjPu5VNf0uJBDev_QwHBRnygxW_Pr4xpygQRaIJsncDY5-reJsxGYlJG2bO8_ACBuGk-cUoY4iSuRShgXnQuvEjL5lOr89c3YwVdBol9i8DZqEoGc7dluyVykdOt-pJ4-twFpzxUKUh06ehBMgF4vK6fwuLcATCcBH2P5Bp6O_c/w640-h390/maestro-Isaac-Karabtchevsky.png" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A Academia Brasileira de Música (ABM) realiza, na sexta-feira, 24 de abril, às 18 horas, a cerimônia de posse do maestro Isaac Karabtchevsky.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Um dos nomes mais expressivos da regência mundial, Karabtchevsky passará a ocupar a Cadeira nº 1, fundada por Heitor Villa-Lobos e anteriormente ocupada pelo compositor Marlos Nobre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Somente para convidados, o evento solene será realizado no Polo Cultural Italiano - Casa d'Italia, no centro do Rio de Janeiro. A saudação oficial ao novo acadêmico será proferida pelo também acadêmico e compositor João Guilherme Ripper.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;A cerimônia contará com uma homenagem musical de alto nível: o Quarteto de Cordas da Orquestra Petrobras Sinfônica executará obras de Villa-Lobos (patrono da cadeira) e de Marlos Nobre, celebrando a continuidade do legado artístico da instituição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;span&gt;&lt;span&gt;Isaac Karabtchevsky &lt;/span&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span&gt;niciou sua carreira como regente do Madrigal Renascentista, de Belo Horizonte. A&lt;/span&gt;&lt;span&gt;tuou como diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileia, de &lt;/span&gt;&lt;span&gt;1969 a 1994, do  Teatro La Fenice&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, em  Veneza,&lt;/span&gt;&lt;span&gt; entre 1995 e 2001, da Orquestra Tonkunstler, em Viena, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;entre os anos de 1988 e 1994, da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, de &lt;/span&gt;&lt;span&gt;2003 a 2010&lt;/span&gt;&lt;span&gt; e atualmente é o diretor artístico e regente principal da Orquestra Petrobras Sinfônica.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Além disso, foi diretor musical da Orchestre National des Pays de la Loire&lt;/span&gt;&lt;span&gt; entre os anos de 2004 a 2009.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É ainda diretor artístico do Instituto Baccarelli, em São Paulo, projeto social na Comunidade de Heliópolis&lt;/span&gt;, que reúne 1.500 estudantes distribuídos entre cinco orquestras sinfônicas
e 17 corais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:53:33 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/maestro-isaac-karabtchevsky-assume-cadeira-no1-da-academia-brasileira-de-musica</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/maestro-isaac-karabtchevsky-assume-cadeira-no1-da-academia-brasileira-de-musica</guid></item><item><title>Sylvia Thereza e Orquestra Sinfônica Municipal levam Beethoven ao Municipal de SP</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjR7JfqfBY_aFCIF9y8An4Dt0Yz0lvfy84nVZ3G7QllpLda2ETPwUFfovB2nu_-xPlITsVRUQjtcOC2gwfhtbH4jErDUD724neyqEmHI4HKCXYVm_5J4BqvlwQOOvEctyXrFPEt8fKVhdVUQ_I3YAzjLRE0TggsuhhIAyly1k1158JQxGqohArNo9u6_pc/s3504/foto%20sylvia%20thereza4%20-%20creditos%20celso%20filho.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjR7JfqfBY_aFCIF9y8An4Dt0Yz0lvfy84nVZ3G7QllpLda2ETPwUFfovB2nu_-xPlITsVRUQjtcOC2gwfhtbH4jErDUD724neyqEmHI4HKCXYVm_5J4BqvlwQOOvEctyXrFPEt8fKVhdVUQ_I3YAzjLRE0TggsuhhIAyly1k1158JQxGqohArNo9u6_pc/w640-h426/foto%20sylvia%20thereza4%20-%20creditos%20celso%20filho.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O Theatro Municipal de São Paulo será palco, nos dias 10 e 11 de abril, sexta-feira e sábado, de um encontro entre a Orquestra Sinfônica Municipal, o maestro Roberto Minczuk e a pianista brasileira Sylvia Thereza, que irá interpretar o “Concerto para Piano nº 4, Op. 58”, de Ludwig van Beethoven, uma das obras mais emblemáticas da história da música — símbolo de uma arte que nasce da experiência humana e se transforma em linguagem universal. A orquestra apresentará ainda “Nirai”, de Misato Mochizuki; “Francesca da Rimini”, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky; e “Der Zorn Gottes”, de Sofia Gubaidulina, com ingressos que variam de R$ 13 a R$ 100.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O concerto marca um momento significativo na trajetória de Sylvia Thereza, que se consolidou como uma das principais pianistas brasileiras da atualidade, com presença regular na Europa e crescente projeção internacional. Reconhecida por sua intensidade interpretativa e por uma trajetória construída com rigor e independência artística, Sylvia Thereza pertence a uma linhagem musical que valoriza a escuta, a integridade e a fidelidade ao sentido profundo da música.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Sua formação está diretamente ligada a dois dos maiores nomes do piano contemporâneo: a pianista Maria João Pires, que a convidou para atuar como sua assistente em projetos artísticos e pedagógicos internacionais durante mais de uma década, e o pianista Nelson Freire, cuja confiança precoce e generosidade artística foram decisivas no início de sua carreira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Essa herança artística — marcada pela exigência musical e pela liberdade interior — consolidou uma identidade reconhecida internacionalmente. Hoje, Sylvia atua em todo o mundo, apresentando-se em importantes salas e festivais internacionais e desenvolvendo uma carreira que integra concertos, formação de jovens talentos e projetos culturais e sociais de impacto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Entre os marcos recentes de sua trajetória está a participação, a convite do violinista Daniel Hope, em CD lançado pela prestigiosa Deutsche Grammophon, consolidando sua presença no circuito internacional. Gravações para a importante TV Europeia - Arte - executando Villa Lobos, duos com Sting e outros músicos do mainstream internacional, e gravação de obras de Beethoven para a NPR TV (USA) realizada na Beethoven Haus em Bonn, cidade Natal de Beethoven na Alemanha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A trajetória de Sylvia Thereza também se insere em um movimento de renovação no cenário da música clássica, marcado pelo surgimento de mulheres que não apenas interpretam, mas constroem projetos, lideram iniciativas e formam novas gerações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Beethoven como medida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;de uma vida artística&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O Concerto nº 4 de Beethoven não é apenas uma obra central do repertório pianístico. É uma afirmação de maturidade — artística e humana. Escrita em um momento de intensa transformação interior, a obra inaugura uma nova maneira de estar no mundo: menos baseada na exibição, mais na escuta; menos na conquista exterior, mais na fidelidade a uma convicção profunda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Na trajetória de Sylvia Thereza, Beethoven ocupa esse lugar de referência essencial e sua interpretação desse mestre tem recebido elogios da crítica e músicos referentes na Europa - na Noruega, o Harstad Tidende descreveu sua interpretação de Beethoven como um “deleite” e o Belga Le Soir se referiu à artista como “a pianista com o temperamento de fogo”, destacando a intensidade e forças expressivas de suas interpretações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Há, nessa música, uma ideia silenciosa e exigente: a de que a beleza não nasce da facilidade, mas da integridade”, afirma Sylvia. “É essa ideia que orienta sua leitura, uma interpretação que não busca efeito imediato, mas sentido duradouro....Que entende a arte não como espetáculo, mas como forma de consciência. Porque Beethoven, no fundo, nos lembra de algo simples — e radical: a verdadeira grandeza não está em vencer o mundo, mas em permanecer fiel ao que se é”, conclui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Formação de talentos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;e inovação cultural&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Paralelamente à carreira de concertista, Sylvia Thereza tem desenvolvido iniciativas culturais que ampliam o alcance da música para além do palco. Fundadora da Uaná – Association for the Arts, a pianista lidera projetos que unem excelência artística e responsabilidade cultural, promovendo formação musical, intercâmbio internacional e acesso à música de qualidade para jovens de diferentes contextos sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nos últimos anos, vem atuando na criação de um selo fonográfico beneficente com modelo inovador de financiamento cultural; na realização de concertos, festivais e residências artísticas na Bélgica; em programas de formação e intercâmbio para jovens músicos de comunidades com acesso limitado à educação musical; e em iniciativas internacionais que conectam instituições europeias e novos talentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 01:53:33 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/sylvia-thereza-e-orquestra-sinfonica-municipal-levam-beethoven-ao-municipal-de-sp</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/sylvia-thereza-e-orquestra-sinfonica-municipal-levam-beethoven-ao-municipal-de-sp</guid></item><item><title>Baterista Alfredo Dias Gomes lança álbum ao vivo exaltando o jazz fusion</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUMFGx1S-cOYY7w7LkexBYRSfWJaHiWEeLfe4mPzmLbB9Ax-58ygIT4_nSmlijxOOPetyTf1imkyFzp-aH2g20HZjFvi_68AVIuVz0-yFXHYS-oCaiYVez70vB-IC-5LhQ6jz9301bEI_8uOVN95jZWZTCDlXqBPiHuwFY-XvtWAMbj1Fp1XTtaJDEPqM/s2000/IMG_2434%20-%20web.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUMFGx1S-cOYY7w7LkexBYRSfWJaHiWEeLfe4mPzmLbB9Ax-58ygIT4_nSmlijxOOPetyTf1imkyFzp-aH2g20HZjFvi_68AVIuVz0-yFXHYS-oCaiYVez70vB-IC-5LhQ6jz9301bEI_8uOVN95jZWZTCDlXqBPiHuwFY-XvtWAMbj1Fp1XTtaJDEPqM/w640-h640/IMG_2434%20-%20web.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O músico &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Alfredo+Dias+Gomes&amp;amp;bbid=3156945539242844896&amp;amp;bpid=5752005024980289691" target="_blank"&gt;Alfredo Dias Gomes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; tem novo trabalho na praça: o álbum &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Ao Vivo", g&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;ravado em abril de 2025, é o registro fiel de uma noite onde a música e a arte cinematográfica caminharam juntas. O cenário não poderia ser mais emblemático: um cinema em Copacabana, durante a noite de lançamento do seu premiado filme de animação, “A Escritora”, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;que recebeu a indicação de Melhor Filme de Inteligência Artificial (Best AI Film) no World Film Festival, em Cannes, e venceu na mesma categoria no Swedish Film Festival. O álbum chega às plataformas digitais dia 6 de março, sexta-feira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Com uma carreira sólida que atravessa décadas — tendo colaborado com ícones como &lt;a href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Hermeto+Pascoal+music&amp;amp;bbid=3156945539242844896&amp;amp;bpid=5752005024980289691" target="_blank"&gt;Hermeto Pascoal&lt;/a&gt; e Ivan Lins, além de integrar a formação original do grupo Heróis da Resistência — Alfredo vive um momento de efervescência criativa. Nos últimos anos, sua inquietude o levou para o audiovisual, acumulando prêmios internacionais em festivais de prestígio como Cannes e Nova York.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; O curta “Saudade” (2021) foi o grande abre-alas, arrebatando prêmios de melhor animação no Cannes Indie Festival e no New York Independent Cinema Awards.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O álbum &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Ao Vivo”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; reflete essa versatilidade. Se nos curtas “Saudade” e “A Escritora” Alfredo explorou a memória afetiva e o legado familiar - ele é filho dos dramaturgos &lt;a href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Dias+Gomes+e+Janete+Clair+playwrights&amp;amp;bbid=3156945539242844896&amp;amp;bpid=5752005024980289691" target="_blank"&gt;Dias Gomes e Janete Clair&lt;/a&gt; -, neste novo disco ele reafirma sua virtuosidade na bateria,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;unindo a tradição do &lt;a href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=define+Jazz+fusion&amp;amp;bbid=3156945539242844896&amp;amp;bpid=5752005024980289691" target="_blank"&gt;Jazz&lt;/a&gt; à vanguarda tecnológica de suas produções visuais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Com o quinteto formado ainda por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Widor Santiago&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; (sax), &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Yuval Ben Lior&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; (guitarra), &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Berval Moraes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; (baixo) e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Renan Francioni&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; (teclados), o álbum traz interpretações de clássicos do jazz fusion e temas que marcaram a história do gênero, abrindo com a explosiva &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Some Skunk Funk” (&lt;a href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Brecker+Brothers+music&amp;amp;bbid=3156945539242844896&amp;amp;bpid=5752005024980289691" target="_blank"&gt;Brecker Brothers&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;, pura eletricidade, com o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;quinteto encarando um dos temas mais desafiadores do fusion com precisão cirúrgica. Em seguida, um dos clássicos do gênero, “Red Baron” (&lt;a href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Billy+Cobham+drummer&amp;amp;bbid=3156945539242844896&amp;amp;bpid=5752005024980289691" target="_blank"&gt;Billy Cobham&lt;/a&gt;) traz um groove hipnótico que ganha novas texturas, fôlego e frescor com o quinteto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Momento lírico e contemplativo da noite, “A Remark You Made” (&lt;a href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&amp;amp;q=Joe+Zawinul+music&amp;amp;bbid=3156945539242844896&amp;amp;bpid=5752005024980289691" target="_blank"&gt;Joe Zawinul&lt;/a&gt;) ganha uma interpretação carregada de emoção, destacando a sensibilidade melódica do grupo. A música evoca imagens cinematográficas, conectando-se diretamente com o momento premiado de Alfredo no audiovisual. A faixa seguinte, “Funky Waltz” (Alphonse Mouzon) é uma aula de balanço em 3/4. Como o nome sugere, é uma "valsa funky" onde a banda explora a métrica ternária com um suingue raro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A balada “Shoreline”, composição de Joachim Kühn gravada por Alphonse Mouzon, é um exercício de sensibilidade, repleta de pausas estratégicas e uma dinâmica cuidadosa. Encerrando em alta voltagem, “Quadrant 4” (Billy Cobham) une velocidade e técnica extrema que culmina em um solo de bateria apoteótico de Alfredo Dias Gomes. É o momento em que o artista reafirma sua posição como um dos grandes mestres do instrumento, fechando a noite em Copacabana de forma monumental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nascido no Rio de Janeiro, Alfredo Dias Gomes estreou profissionalmente na música instrumental aos 18 anos, tocando na banda de Hermeto Pascoal, com quem gravou o disco “Cérebro Magnético" e participou de inúmeros shows, com destaque para o "II Festival Internacional de Jazz de São Paulo/Montreux". Também tocou e gravou com Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Arthur Maia, Nico Assumpção, Ivan Lins e muitos outros, além de participar da primeira formação do grupo Heróis da Resistência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em sua discografia, Alfredo lançou os álbuns: “Tributo a Elvin Jones” (2024), “Metrópole” (2021), “Jazz Standards” (2020), “Solar” (2019), “JAM” (2018), “Tributo to Don Alias” (2017), “Pulse” (2016), “Looking Back” (2015), “Corona Borealis” (2010), “Groove” (2005), “ECOS” (2000), “Atmosfera” (1996) e “Alfredo Dias Gomes” (1991). E os singles: “Clair de Lune In Jazz” (2025), “Quadrant 4” (2024), “A Lenda” (2023) e “Serviço Secreto” (1985).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Link álbum:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://alfredodiasgomes.hearnow.com/ao-vivo"&gt;https://alfredodiasgomes.hearnow.com/ao-vivo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 03 Mar 2026 12:03:13 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/baterista-alfredo-dias-gomes-lanca-album-ao-vivo-exaltando-o-jazz-fusion</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/baterista-alfredo-dias-gomes-lanca-album-ao-vivo-exaltando-o-jazz-fusion</guid></item><item><title>Denise Emmer navega entre a prosa e a poesia em seu novo livro</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoVipF9x0CxXn2NgocnhFR7ioF5d6q9eYdG9DPShqvcXk8rgV5ZmZb-obCYrm8IQd1OVhYz7m1gSa0PCEs0IJfAlk4xNDaX1sHr1pSUfNx05kYV-h7suufjhgtqorynJsV7QQkGu26_t8QBxyu2TYD0XWvNePp_fMypRCSinoGqh4wTxnoBaKY1ILfOEg/s736/Foto%20Denise%20teatro%203%20-%20creditos%20Nem%20Queiroz.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="552" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoVipF9x0CxXn2NgocnhFR7ioF5d6q9eYdG9DPShqvcXk8rgV5ZmZb-obCYrm8IQd1OVhYz7m1gSa0PCEs0IJfAlk4xNDaX1sHr1pSUfNx05kYV-h7suufjhgtqorynJsV7QQkGu26_t8QBxyu2TYD0XWvNePp_fMypRCSinoGqh4wTxnoBaKY1ILfOEg/w640-h552/Foto%20Denise%20teatro%203%20-%20creditos%20Nem%20Queiroz.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;D&lt;/span&gt;&lt;span&gt;enise Emmer, escritora de múltiplas expressões e um dos grandes nomes da poesia brasileira contemporânea, acaba de lançar o livro “Só os loucos batem palmas para o céu” (Editora Cavalo Azul), mais uma vez diluindo as fronteiras entre
prosa e poesia para compor um mosaico de narrativas que soam como partituras, sonatas e visões. O livro não apenas continua o diálogo com obras ficcionais anteriores —   "O cavalo cantor" e "O barulho do fim do mundo" —, mas aprofunda a vertente estética da autora, que flerta com o realismo mágico, e lhe confere uma densidade rara.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Ao longo dos 17 contos reunidos em seu novo livro, a solidão emerge como eixo magnético, um sentimento que não se apresenta como
ausência, mas como território existencial a ser percorrido. Não à toa, Denise escolhe para epígrafe um fragmento de "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez: “Ele
realmente tinha passado pela morte, mas retornou porque não suportava a solidão.” Essa frase é a chave do livro. Cada conto mostra personagens que, de algum modo, retornam — da morte, do esquecimento,
da infância, do nunca — para viver a solidão da existência. São órfãos, náufragos, criaturas suspensas entre mundos, cujos gestos se inscrevem no palco íntimo do
leitor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;"Sou uma poeta, que, por vezes, resolve sair da sua métrica para viver algumas aventuras”, comenta Denise. “Ao escrever estas histórias,
eu as vivo intensamente. Sou, ou parte do enredo, ou a observadora que narra os acontecimentos sem entrar nas polêmicas. Para mim, escrever contos é uma forma de viajar sem sair do quarto", conclui.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdzG1ZfBSRS4VvWdvFzZVc334S8uxDjJuGjT9gWSdq4PjS7lXjsC77rRD3pgJGape2IVB0mWF39z83oivNfzPM3JK3AfG-7AUNTNOJ9o4A90rwktROb2jv6idseQU59DZgkhc1M6la1ekxJC0ASdIrEVrc1x2cJpvKKUAzXPQR6SxKnXubBD_bK0lKgbA/s1225/capa.jpeg"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdzG1ZfBSRS4VvWdvFzZVc334S8uxDjJuGjT9gWSdq4PjS7lXjsC77rRD3pgJGape2IVB0mWF39z83oivNfzPM3JK3AfG-7AUNTNOJ9o4A90rwktROb2jv6idseQU59DZgkhc1M6la1ekxJC0ASdIrEVrc1x2cJpvKKUAzXPQR6SxKnXubBD_bK0lKgbA/s320/capa.jpeg" width="214"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A vocação para a música sempre se fez presente nas expressões artísticas de Denise. Inicialmente bacharela em física,
buscou a formação, logo em seguida, no bacharelado em música (violoncelo), despontando, no início dos anos 80, como compositora e cantora. Com vários CDs gravados, também integra,
como violoncelista, orquestras e grupos de câmera. Apesar da versátil personalidade, a essência de sua criação, é, fundamentalmente, a poesia, conquistando importantes títulos,
como o Prêmio ABL de poesia 2009 (Academia Brasileira de Letras), o Prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), o Prêmio José Martí (UNESCO) e Prêmio Olavo
Bilac (ABL), dentre muitos outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Enquanto poeta, participou de relevantes antologias da poesia brasileira, tais como “41 poetas do Rio” (org. Moacyr Félix, Minc), “Antologia
da Nova Poesia Brasileira”(org. Olga Savary, Ed Hipocampo), “Poesia Sempre” (Fundação Biblioteca Nacional), bem como das revistas Califórnia College of the at Eleven (EUA), Newspaper
Surreal Poets, (EUA), Revista da Poesia (Metin Cengiz -Turquia), Revista Crear in Salamanca (Espanha) - traduzida pelo poeta Alfredo Pérez Alencart. Participou do XXVI Encuentro de Poetas Ibero-Americanos 2021 (Salamanca
- Espanha) e da Brazilian Poems” edição e tradução Abay K. Da Antologia Selvagem Ed. Cavalo Azul, organização Alexandre Bonafim, Histórias brasileiras de cavalos
Ed. Maralto, organização Ricardo Ramos e Antologia Ponte de Versos, Ed Ibis Libris, organização Thereza Roque da Motta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Livro “Só os loucos batem palmas para o céu” – Denise Emmer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Comprar online:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="https://editoracavaloazul.lojavirtuolpro.com/so-os-loucos-batem-palmas-para-o-ceu-frete-gratis-campanha-de-pre-lancamento/p"&gt;&lt;span&gt;https://editoracavaloazul.lojavirtuolpro.com/so-os-loucos-batem-palmas-para-o-ceu-frete-gratis-campanha-de-pre-lancamento/p&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sat, 13 Dec 2025 20:27:48 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/denise-emmer-navega-entre-a-prosa-e-a-poesia-em-seu-novo-livro</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/denise-emmer-navega-entre-a-prosa-e-a-poesia-em-seu-novo-livro</guid></item><item><title>E-book gratuito reúne pequenos contos sobre a maldade cotidiana</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQqfdQBqtxFmDvp1JMOKCTTD1WbwkO6XcAJ5_wUtl5p2YF2ajt9_A-Tryqw2_V_qutQgdb61beme-szGtDDpL8Hl2NN2j-wfUJtWJUXHuq5QgtZLj-_zUXL7TIVHOnWArYDZuIfNeu2MtYw8UkJIE1qixxlJ_f8YGnga_i_-UmqFzFnsmFILI6YJU6qNg/s505/capalivromaldades.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQqfdQBqtxFmDvp1JMOKCTTD1WbwkO6XcAJ5_wUtl5p2YF2ajt9_A-Tryqw2_V_qutQgdb61beme-szGtDDpL8Hl2NN2j-wfUJtWJUXHuq5QgtZLj-_zUXL7TIVHOnWArYDZuIfNeu2MtYw8UkJIE1qixxlJ_f8YGnga_i_-UmqFzFnsmFILI6YJU6qNg/w402-h640/capalivromaldades.jpg" width="402"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O jornalista Carlos Motta está lançando seu quarto e-book, “O Livro das Pequenas Maldades”, com 30 contos e minicontos, que segundo ele falam “sobre pessoas que vemos todos os dias e não imaginamos que são capazes de fazer mal aos outros”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span&gt; download do livro é gratuito e pode ser feito no endereço:&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1SKrHFwiEegBrtVwPxJmYx1Uti_oltYja/view" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;https://drive.google.com/file/d/1SKrHFwiEegBrtVwPxJmYx1Uti_oltYja/view&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Carlos Motta é jornalista profissional diplomado (ex-Estadão, Jornal da Tarde e Valor Econômico), editor do site Viva! Serra Negra e autor dos e-books “O Riso Frouxo do Homem Insignificante”, “País Calmoso e Hereditário” e “Condomínio Feliz Cidade”/”A Vitalidade dos Seres Inofensivos”.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O download dos e-books está disponível em&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://livrosdomotta.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;https://Livrosdomotta.blogspot.com&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;À exceção de “País Calmoso e Hereditário”, que reúne 132 crônicas sobre vários temas do cotidiano brasileiro, os outros e-books de Carlos Motta são formados por narrativas que podem ser classificadas de pequenos contos. Além de reunidas em e-books, estão também disponíveis ao público no blog Contos do Motta (&lt;a href="http://contosdomotta.blogspot.com/"&gt;contosdomotta.blogspot.com&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Procuro nos meus textos de ficção falar sobre pessoas comuns e situações aparentemente banais que revelam emoções e sentimentos que distinguem o ser humano das outras espécies”, diz Motta. “Procuro fazer isso de maneira bem humorada, quase sempre, e até poética, outras vezes”, completa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 05 Aug 2025 18:33:53 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/e-book-gratuito-reune-pequenos-contos-sobre-a-maldade-cotidiana</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/e-book-gratuito-reune-pequenos-contos-sobre-a-maldade-cotidiana</guid></item><item><title>Aos 89 anos, Clara Sverner lança disco com 12 valsas</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNugN3jIwOgfsnLRXDP6b7-NOaWRI9ZxAgtvyN6Lu53bqB22cvHI7qZcu2MYVG9rEjMGu24DHCtKxILaEBRLEJuDMy5_C9O5gHM2SVDbfJ2FABI8UnEyuJPhLUj89S1dKI84AlcuP2SNsyI5fGj-MWerwsTwnekA5Iz098eVF64grjeWswJK8MWggAjho/s7360/CLARA%20SVERNER%204%20-%20foto%20de%20Camilla%20Maia.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="428" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNugN3jIwOgfsnLRXDP6b7-NOaWRI9ZxAgtvyN6Lu53bqB22cvHI7qZcu2MYVG9rEjMGu24DHCtKxILaEBRLEJuDMy5_C9O5gHM2SVDbfJ2FABI8UnEyuJPhLUj89S1dKI84AlcuP2SNsyI5fGj-MWerwsTwnekA5Iz098eVF64grjeWswJK8MWggAjho/w640-h428/CLARA%20SVERNER%204%20-%20foto%20de%20Camilla%20Maia.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Duas vezes indicada ao Grammy Latino e vencedora de diversos prêmios internacionais e no Brasil, a pianista Clara Sverner&lt;i&gt; (foto)&lt;/i&gt; consolidou sua formação
musical estudando no Conservatório de Genebra, na Suíça, e no &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Mannes College of Music&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, em Nova York, nos Estados Unidos. Sua trajetória sempre esteve marcada pela dedicação e criteriosa abordagem estética sobre repertórios internacionais e brasileiros. Artista
completa, com trânsito fluente na música clássica, a pianista lançou álbuns emblemáticos de música popular brasileira ao longo das últimas décadas e, desta vez, aos 89 anos, imprime seu estilo lírico e introspectivo em seu mais novo álbum, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;“&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;12 Waltzes&lt;/span&gt;&lt;span&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span&gt; que chega às plataformas digitais no dia 1º de agosto, sexta-feira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Reunindo peças de diferentes compositores e períodos, “12 Waltzes”
apresenta uma síntese de seu legado &lt;/span&gt;&lt;span&gt;pianístico, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;revela&lt;/span&gt;&lt;span&gt;m sua&lt;/span&gt;&lt;span&gt; técnica precisa e uma impressionante coesão narrativa. Inspirada por essa sensação, selecionou composições que compartilhassem esse
sentimento, em diferentes perspectivas. Trouxe à luz interpretações únicas de "&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Valse Triste"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, de Sibelius, "&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;La plus que lente"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, de Debussy, três "&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Choro Waltzes"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, de Francisco Mignone, "&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Morena"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, de Crist&lt;/span&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span&gt;vão Bastos, "&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Valsa Só", &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;de Ronaldo Miranda, e valsas de Chopin.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVtJI7F0QgnjfzxGc7sOfhvbpmBuZawVHaNAwi8acvdIkQikxZGKTtjNIb8RNFfVLIbG8eByUsgLjaSBG0c8aCZw8beZOyr2mMr9BBiDznN5gD2__K3RoRl5jkZCt73Ou6RL16QNEfrDtXSURg0w-KJ1N0aFgI13mSQxXuqxr9lZc1bZPxyE-vyfS1JCM/s320/Twelve%20Waltzes_Clara%20Sverner%20_capa%20de%20Muti%20Randolph.jpg" width="320"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;“Eu estava tocando a 'Valsa n&lt;/span&gt;&lt;span&gt;º&lt;/span&gt;&lt;span&gt; 7' de Chopin e sentia uma certa melancolia entremeada ao ritmo de valsa. Percebi que era o que mais me tocava e importava”, revela Clara. “Neste momento me veio
a ideia de gravar valsas, com esse fio condutor. E fui à procura! As encontrei em algumas valsas de Chopin, 'Valsa Triste', de Sibelius , 'Valsas Choros', de Mignonne, 'La plus que lente', de Debussy, Ronaldo Miranda, e 'Morena', de
Cristovão Bastos. Entreguei minha alma ao &lt;/span&gt;&lt;span&gt;interpretá-las&lt;/span&gt;&lt;span&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A capa do álbum foi criada pelo seu filho, Muti Randolph, artista visual brasileiro
reconhecido internacionalmente, que desenvolveu uma imagem fluída em movimentos e transparência, em inspirada alusão a valsa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Clara Sverner, mais uma vez, presenteia o público com uma antologia de temas interpretados com alma e sensibilidade únicas. Algo que somente,
os grandes intérpretes podem fazer, com imaculada autoridade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Clara Sverner, pianista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Uma das maiores pianistas brasileiras, Clara Sverner iniciou sua formação
musical em São Paulo com o professor José Kliass. Aperfeiçoou-se mais tarde nos centros musicais mais avançados, como o Conservatório de Genebra, onde recebeu uma medalha de ouro, e no Mannes
College of Music, de Nova York. Premiada no Concurso Internacional Wilhelm Backhaus, ainda adolescente iniciou a vitoriosa carreira que a tornou uma das mais prestigiadas virtuoses brasileiras. Seu grande mestre foi o notável
Koellreuter, que a ajudou sempre a pensar na liberdade e no aperfeiçoamento do artista. Aos 18 fez a estreia tocando uma peça de Aram Khachaturian com o maestro Eleazar de Carvalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Privilegiando, antes de tudo, a qualidade estética, o arrojo da invenção e a carga expressiva das músicas que executa, Clara
Sverner é uma artista inquieta que não se cansa de se aperfeiçoar, pesquisar e ousar. No domínio da música clássica brasileira, foi a principal responsável pela redescoberta
das obras de Glauco Velásquez e Chiquinha Gonzaga, a quem dedicou várias gravações. Em 1980, saiu o primeiro álbum com algumas obras para piano da maestrina. O sucesso foi imenso e, em 1981,
gravou o segundo LP com outras obras de piano dessa fecunda compositora. Em 1999, o CD “Chiquinha Gonzaga por Clara Sverner” foi utilizado na minissérie da Rede Globo intitulada “Chiquinha Gonzaga”.
Sua discografia, que reflete sua estética apurada e seu espírito de vanguarda, consiste em mais de 29 títulos distribuídos internacionalmente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em sua parceria com o saxofonista Paulo Moura, aboliu fronteiras, abriu-se para outros universos sonoros, explorando um repertório que abrangia desde
os clássicos da nossa música popular. Com Paulo, gravou quatro discos, sendo que o disco “Vou Vivendo” ganhou o Prêmio Villa-Lobos. Gravou a “Íntegra das Sonatas de Mozart”,
onde o primeiro volume de “Mozart Por Clara Sverner” foi finalista do Prêmio TIM. O Vol. 2 ganhou o Prêmio TIM de Melhor Disco Clássico. O Vol. 3 &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;foi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; indicado ao Grammy Latino. O disco “Chopin por Clara Sverner”, lançado em 2011, foi indicado ao Grammy Latino, na categoria de melhor álbum
de música clássica."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Ouvir o álbum “12 Waltzes”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;https://orcd.co/12waltzes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 30 Jul 2025 11:50:03 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/aos-89-anos-clara-sverner-lanca-disco-com-12-valsas</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/aos-89-anos-clara-sverner-lanca-disco-com-12-valsas</guid></item><item><title>Músico celebra centenário da mãe Janete Clair com single e curta-metragem</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioBgdtIkATPM39-NJ2dGIwOfb8F4aAZRcHxynNc75LQp20gD1Zozr17ToAB2TgEfA5CgfUPvOxW3SvbmpKSCIGGA3UcpQxFtFPOa_VXfO6BVf8DLltdu34yD_It1E_xjUDdyhU69wGM6V5CDYnbFcAldvb04PhKtVI7__EImIvODGSeOX4p5qnE0lcVKs/s3000/capa%20single%20Clair%20de%20Lune%20in%20Jazz.JPG"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioBgdtIkATPM39-NJ2dGIwOfb8F4aAZRcHxynNc75LQp20gD1Zozr17ToAB2TgEfA5CgfUPvOxW3SvbmpKSCIGGA3UcpQxFtFPOa_VXfO6BVf8DLltdu34yD_It1E_xjUDdyhU69wGM6V5CDYnbFcAldvb04PhKtVI7__EImIvODGSeOX4p5qnE0lcVKs/w400-h400/capa%20single%20Clair%20de%20Lune%20in%20Jazz.JPG" width="400"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O centenário &lt;/span&gt;&lt;span&gt;de Janete Clair, uma das mais prestigiadas autoras de telenovelas do Brasil, comemorado no dia 25
de abril, vem sendo festejado com diversas homenagens. Dentre elas, seu filho Alfredo Dias Gomes encontrou duas maneiras extremamente especiais para registrar a efeméride: o baterista regravou a música
"Clair de Lune" - obra imortal do compositor Claude Debussy, que deu nome à escritora – e produziu o curta-metragem “A Escritora”, gerado por Inteligência Artificial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;“Minha mãe era apaixonada por música clássica. Ficava horas
na discoteca da rádio onde trabalhava e cantarolando “Clair de Lune” pelos corredores. Por causa disso, o diretor Otávio Gabus Mendes sugeriu que ela adotasse o nome artístico
de “Janete Clair”, revela Alfredo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; A releitura da obra de Debussy ganhou tintas jazzísticas. “Pesquisei
vários arranjos e encontrei uma versão da pianista coreana Jihee Yoon, gravada originalmente pela flautista coreana JiBaek”, comenta. “Através da gravadora, entrei em contato
com a Jihee, que me autorizou a gravar o arranjo”. Alfredo convidou, então, o irmão Guilherme Dias Gomes (flugelhorn), o pianista David Feldman e o baixista Jefferson Lescowich, imprimindo no
arranjo a personalidade do quarteto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A música "Clair de Lune" na versão jazzística começa
com uma introdução de piano e flugelhorn. O baixo acústico e a bateria se juntam, criando um padrão rítmico em 6/8. O tema é apresentado. Depois, ocorrem solos de flugelhorn e piano. Depois dos solos, a composição volta ao tema original, seguida por solos de baixo e bateria, culminando na parte mais intensa da performance.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Baterista e compositor de renome, em carreira solo desde os anos 90, Alfredo
Dias Gomes vem, nos últimos anos, se revelando também um roteirista e produtor audiovisual de talento, produzindo pequenos curtas de animação que vêm despontando em festivais por todo
o mundo. Há quatro anos, em 2021, lançou o curta metragem “Saudade” em homenagem a um irmão falecido, estreando no setor, conquistando prêmios internacionais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Em 2023, foi a vez de “A Lenda”, seu segundo curta-metragem, música que ganhou formato em videoclipe também feito em animação,
desta vez, porém, inspirado na obra dos próprios pais, Dias Gomes e Janete Clair.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Alfredo volta a lançar mão de suas recentes habilidades tecnológicas e acaba de finalizar seu terceiro curta-metragem, “A Escritora”. Diferentemente das duas produções
anteriores, o novo filme foi feito a partir de imagens geradas por Inteligência Artificial, uma nova seara que despertou a curiosidade do baterista pelas inovações do audiovisual. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O filme narra a história de quando Janete Clair teve que escrever, em
duas semanas, um roteiro para substituir a novela “Roque Santeiro”, do seu marido Dias Gomes, pai de Alfredo. A novela foi proibida pela censura por causa de um telefonema de Dias Gomes a um amigo
contando que “Roque Santeiro” era uma adaptação da sua peça de teatro “O Berço do Herói”, na época proibida pela censura. O telefone estava grampeado
pelos militares e, assim, a novela foi proibida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com cerca de 13 minutos de duração, a produção é marcada
também por momentos de ternura e afeto, tendo como pano de fundo o cotidiano da casa, com o personagem Alfredo, de 15 anos, fazendo barulho com sua bateria e enlouquecendo a mãe com sua bagunça. “Fazer
essa homenagem para minha mãe é uma maneira de manter viva em mim a lembrança dela e retribuir todo o amor que recebi durante os 23 anos que convivi com ela”, afirma Alfredo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O single já está nas plataformas digitais e o curta-metragem se encontra
disponível no canal do YouTube do baterista (@alfredodiasgomes).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Assistir “A Escritora”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=hNXYPlImJtQ"&gt;&lt;span&gt;https://www.youtube.com/watch?v=hNXYPlImJtQ&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Ouvir “Clair de Lune” – Alfredo Dias Gomes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="https://tratore.ffm.to/clairdeluneinjazz"&gt;&lt;span&gt;https://tratore.ffm.to/clairdeluneinjazz&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 12 May 2025 11:34:42 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/musico-celebra-centenario-da-mae-janete-clair-com-single-e-curta-metragem</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/musico-celebra-centenario-da-mae-janete-clair-com-single-e-curta-metragem</guid></item><item><title>Léo Martins mescla ritmos em seu primeiro EP solo</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdhPzAEc_h3eDm0X6ARi29wmNwlXN4thUx02B6VAh06dRLO9eJ48LIeFNE1W9TAhsaMyzZN0c17DOe5NfcWbvIBfY3JYsvzABkptO9lGfPy6w-1ukS4zSTJzDv_UNw6ufrT_GgOI1nwbT2BVaKQrEYCcDu8mhQbGZiELDh5FREm6qU1TTZigmG5BKakrM/s1600/leomartins.jpeg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdhPzAEc_h3eDm0X6ARi29wmNwlXN4thUx02B6VAh06dRLO9eJ48LIeFNE1W9TAhsaMyzZN0c17DOe5NfcWbvIBfY3JYsvzABkptO9lGfPy6w-1ukS4zSTJzDv_UNw6ufrT_GgOI1nwbT2BVaKQrEYCcDu8mhQbGZiELDh5FREm6qU1TTZigmG5BKakrM/w640-h426/leomartins.jpeg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Depois de lançar, no fim de 2024, os singles “Rabo de Saia” – de autoria dos colegas da Faculdade de Música da Unirio Alexandre
Fróes e Hamilton Fofão – e “É só saudade” – composição de Edu Krieger, outro contemporâneo dos tempos de universidade, nos anos 90  - o compositor,
cantor, violonista/guitarrista e percussionista Léo Martins&lt;/span&gt;&lt;span&gt; lança seu primeiro trabalho solo, o EP “Auto-Retrato” com cinco faixas, disponível nas plataformas a partir do dia 24 de janeiro.  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;A produção musical contou com a assinatura de mais um integrante dessa turma de graduados da Unirio, Carlos Pontual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O EP “Auto-Retato” traz a sonoridade característica da música popular brasileira, mesclando samba, maracatu, funk e elementos
contemporâneos, resultando em um trabalho autêntico e diversificado. A faixa-título, "Auto-Retrato"&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, composta por Rodrigo Maranhão, é um dos destaques do projeto, trazendo uma reflexão íntima sobre o cotidiano e o amor,
marcada por batidas envolventes e a voz de Leo Martins. Cada faixa do EP oferece uma experiência única, desde a crítica social de "Tem Dindim"&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;(Rafael Gemal)&lt;/span&gt;&lt;span&gt; até a intensidade melódica de "Bala Perdida" (Alexandre Froes)&lt;/span&gt;&lt;span&gt;. Em "Limonada"&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;(Rafael Gemal)&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, as influências de samba e MPB se encontram, enquanto "Pavio"&lt;/span&gt;&lt;span&gt; (Alexandre Froes) transporta o ouvinte para as paisagens cariocas.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Músico e dublador carioca, Léo Martins começou nos dois mercados artísticos desde criança e nas últimas produções de sucesso emprestou a voz para
o ator Austin Buttler em "Elvis, o filme", na série "Mestres do Ar" e no longa-metragem "Duna, parte II".&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Integrou a banda Overblues nos anos 90, compondo, tocando guitarra e cantando na cena do blues no Rio, Minas Gerais e Espírito Santo, dividindo o palco em festivais com artistas renomados como Celso
Blues Boy, Zé da Gaita, Blues Etílicos e Buddy Guy. Nesse período, deu aulas de violão para a cantora Zélia Duncan, que participou de várias apresentações com Léo
Martins em canjas e realizando um show em Niterói.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Ainda na mesma década cantou na banda pop Ideia Rara, gravando um CD pela gravadora CID, intitulado "Movimento", tendo algumas músicas veiculadas na rádio Cidade
e três clipes exibidos na MTV e no canal Multishow. A partir dos anos 2000 tocou percussão e cantou no Grupo Sotaque do Mundo, gravando o CD "Conteúdo Brasileiro" e acompanhou na guitarra artistas como Ivo
Meirelles &amp;amp; Funk in Lata, João Estrella (do filme “Meu Nome não é Johnny") e Toni Platão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Também foi mestre de bateria do bloco carnavalesco Bangalafumenga, tendo o privilégio de fazer shows com Criolo, Milton Nascimento, Fernanda Abreu, Roberta Sá,
Davi Moraes, Moraes Moreira, Pretinho da Serrinha, Serjão Loroza e Lucy Alves. Leo Martins é professor de educação musical da rede municipal de ensino da cidade do Rio de Janeiro e acaba de se formar
mestre na mesma disciplina pela UFRJ.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://tratore.ffm.to/leomartins"&gt;&lt;span&gt;http://tratore.ffm.to/leomartins&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="https://www.leomartinsoficial.com.br/"&gt;https://www.leomartinsoficial.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 04 Feb 2025 08:00:37 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/leo-martins-mescla-ritmos-em-seu-primeiro-ep-solo</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/leo-martins-mescla-ritmos-em-seu-primeiro-ep-solo</guid></item><item><title>Neta de Janete Clair e Dias Gomes lança EP com sua banda 2Dias</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFP9jHePoHcDxbbN9toEAqjcprQm0PaGzqvoaxXmbO674xwdiIVKJ0Rlu2di78_YZ_ofEKBX2XuZh3sHrgfw_K8VlQJLhnqZ8RxvyHZKMdKD-B4mR5ZXNRyD6-YsVqDZZ8QOsVDfqhlohrhyWcqpcvhVCO1ltpJrpFCRu6poPcx-pxmnyZIKbfm2i-f1A/s3002/foto%202dias%20-%20creditos%20Fernando%20Dias%20-%203.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFP9jHePoHcDxbbN9toEAqjcprQm0PaGzqvoaxXmbO674xwdiIVKJ0Rlu2di78_YZ_ofEKBX2XuZh3sHrgfw_K8VlQJLhnqZ8RxvyHZKMdKD-B4mR5ZXNRyD6-YsVqDZZ8QOsVDfqhlohrhyWcqpcvhVCO1ltpJrpFCRu6poPcx-pxmnyZIKbfm2i-f1A/w640-h640/foto%202dias%20-%20creditos%20Fernando%20Dias%20-%203.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A curiosidade pela semelhança na grafia dos seus nomes foi o que uniu Tatiana Dias Gomes e Natalia Diaz Gomes e que, tão logo se conheceram, encontraram muita coisa em comum uma na outra, transformando-se em grandes amigas. O projeto 2Dias é o resultado da união das duas artistas, cada qual com seus próprios caminhos musicais e realizações. A coincidência dos sobrenomes reflete a profunda conexão pessoal e artística entre as duas, uma história musical que começou em 2022 e que agora ganha vida com o lançamento do primeiro EP “2Dias”, pelo selo Caravela, já disponível nas plataformas digitais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O EP de estreia da banda 2Dias conta com os arranjos do guitarrista Victor Gonçalves. A faixa “Nós Dois”, lançada em setembro nas plataformas digitais, apresenta as participações especiais de Alfredo Dias Gomes na bateria e Milton Guedes na gaita. A banda também é composta ainda por Dan Ribeiro no baixo e Dave D’Oliveira na bateria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O segundo single ,“Dia Novo”, lançado no último dia 25 de outubro, tem a participação especial do cantor, compositor e multi-instrumentista Léo Martins. Ainda fazem parte do EP a canção "Ela é Dela", que celebra a autonomia e a autoconfiança feminina, e “Com Você é Melhor”, que explora a intensidade da saudade e o desejo de estar com alguém especial. A última faixa do disco, mais tranquila, "Candeia" celebra a presença iluminadora de alguém especial, que clareia a escuridão do coração. Todas as faixas são de autoria da dupla, com exceção de “Candeia”, composta apenas por Natalia Gomes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O novo trabalho oferece uma imersão profunda em temas de autodescoberta, conexão e renovação. Cada faixa explora diferentes aspectos da experiência humana, oferecendo uma visão íntima e reflexiva sobre a vida e os sentimentos, canções que abordam a liberdade de ser autêntico, a complexidade da saudade, o processo de recomeços e a influência iluminadora das conexões profundas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Por meio de letras que falam de abraçar imperfeições, encontrar esperança em novos começos e valorizar as relações importantes, o EP cria uma jornada emocional que ressoa com a experiência de transformação pessoal e a busca por significado. Com uma combinação de introspecção e otimismo, 2Dias entrega um trabalho que é ao mesmo tempo pessoal e universal, refletindo a profundidade e a beleza das emoções humanas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;
&lt;span&gt;Tatiana Dias Gomes e &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span&gt;atalia Diaz Gomes&lt;/span&gt;
&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Tatiana Dias Gomes é cantora, compositora e psicóloga carioca, cuja paixão pela música começou na infância, imersa nos universos artísticos de seus pais, Alfredo Dias Gomes e Neuza Caribé, e inspirada pelos avós, os escritores Dias Gomes e Janete Clair. Com uma carreira que inclui parcerias com artistas renomados como Jorge Simas, Tatiana lançou o EP autoral "Romance" em parceria com seu pai e singles no Spotify, como “Dançando na Lua”, que conta com a produção de Vinicius Rosa e com grandes nomes do cenário musical como Milton Guedes e João Viana. Seus projetos "Tributo para Michael", em 2019, e "Romance", em 2023, destacam uma mistura de MPB com Jazz, este segundo contando com músicos renomados, como Jessé Sadoc e Jefferson Lescowich.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Já Natalia Diaz Gomes é uma talentosa atriz, cantora e compositora que começou sua carreira musical na banda de rock Pessoas Sombra, integrando, posteriormente, o trio de nova MPB "Os Três". Com músicas disponíveis no Spotify, incluindo a marcante “Caso Você Queira”, Natalia tem se destacado por sua versatilidade artística e capacidade de transitar entre diferentes gêneros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Assista ao videoclipe “Nós Dois”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;https://www.youtube.com/watch?feature=shared&amp;amp;v=PUtQvsY3ZSk&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Siga 2Dias nas redes sociais&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;@dois2dias&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;@tatianadiasgomes.cantora&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;@nataliadiazgomes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 02 Dec 2024 11:15:23 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/neta-de-janete-clair-e-dias-gomes-lanca-ep-com-sua-banda-2dias</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/neta-de-janete-clair-e-dias-gomes-lanca-ep-com-sua-banda-2dias</guid></item><item><title>Musicóloga expõe em livro seu rico universo particular</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0rVikzZUFmrsnh-_ot7BlDVeYmS4QlntrwSo8J_qg7dUDvOVy9KIHuLpe5MkYrKXk2pQZzP4MZkr0Q4j6zGxJeOSaM-VNC6ZbptSTQ8Xjew3sp-17nCwDOgYE5tlYbdWDLcXArHy50NttL6Ys5DYXbl4-c4umjRVgKEDvpx5rcsCIEVUmaHP7S9WvgGI/s5760/ermelinda.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0rVikzZUFmrsnh-_ot7BlDVeYmS4QlntrwSo8J_qg7dUDvOVy9KIHuLpe5MkYrKXk2pQZzP4MZkr0Q4j6zGxJeOSaM-VNC6ZbptSTQ8Xjew3sp-17nCwDOgYE5tlYbdWDLcXArHy50NttL6Ys5DYXbl4-c4umjRVgKEDvpx5rcsCIEVUmaHP7S9WvgGI/w640-h426/ermelinda.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com uma vida dedicada ao ensino, pesquisa e educação na área da música, responsável por livros que se tornaram cânones na musicologia brasileira, a musicóloga Ermelinda Paz &lt;i&gt;(foto)&lt;/i&gt; direciona, desta vez, seu olhar para si, convidando o leitor a explorar o seu imenso universo particular. Em “Uma quase biografia em tom e semitom” (Editora Irmãos Vitale), a pesquisadora nos presenteia com uma narrativa que vai além dos detalhes encontrados em sua página na internet e no Lattes, como a infância em Realengo, o amor pela Mocidade, o inusitado convite para ser jurada da Liesa, a entrevista despojada com Tom Jobim e até as recentes alegrias como Vovó Linda, seu alterego responsável pelo resgate e regravações de dezenas de canções infantis do Brasil e do mundo – no terceiro volume do álbum “Cantando e brincando com Vovó Linda”, Ermelinda cantou em 17 idiomas diferentes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Neste seu novo livro “quase autobiográfico”, a autora não apenas descreve sua vida profissional e suas conquistas, mas também conduz o leitor por corredores pouco iluminados, revelando aspectos íntimos e pessoais que muitas vezes permanecem ocultos, até mesmo para aqueles mais próximos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com o seu exemplo de vida e profissional, o livro oferece uma eloquente aula sobre o significado e a importância do magistério e mostra as competências e responsabilidades que envolvem ser professora. A obra se desdobra em partes meticulosamente organizadas, destacando-se a ênfase na vida social, na trajetória profissional detalhada em capítulos específicos e nas 21 Codas, que representam o colorido de ocorrências sociais e profissionais, sutilmente tecendo a tapeçaria de uma vida repleta de experiências marcantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0zhT_DrPJzoIPsELfyR1mAFGoYFXO2mnuNDOcN9ZHkJDSZ7xgxF9znt3alo_nomk55SWqkep_v9NtNwXhLbfZBAqPuYYLNTZMLCRMJLdLttaPbpVNYW-0IHxkzPJaVBSI-M82TykugsPwtlIiCmUaJiMLnFqYgPE_xDf1MdD2t_j1BHY1xDEUImkzmCI/s1365/livro.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0zhT_DrPJzoIPsELfyR1mAFGoYFXO2mnuNDOcN9ZHkJDSZ7xgxF9znt3alo_nomk55SWqkep_v9NtNwXhLbfZBAqPuYYLNTZMLCRMJLdLttaPbpVNYW-0IHxkzPJaVBSI-M82TykugsPwtlIiCmUaJiMLnFqYgPE_xDf1MdD2t_j1BHY1xDEUImkzmCI/s320/livro.jpg" width="225"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Seu longo e detalhado estudo é dividido em duas partes: na primeira, a autora relata e avalia com emoção, sua infância, juventude e formação profissional; na segunda, mergulha nos universos da musicologia e da pedagogia musical dos séculos XX e XXI, em particular a brasileira, detendo-se particularmente nos procedimentos pedagógicos que emprega no campo da percepção musical.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Na área da Musicologia, a pesquisa de Ermelinda, extensa e rica, volta-se para a temática brasileira, com um olhar atento para Villa-Lobos e sua relação música popular/erudita, por ele incansavelmente explorada enquanto compositor e educador. Em diversos capítulos de “Uma quase biografia em tom e semitom”, a autora comenta os inúmeros livros que escreveu, entre eles “Villa-Lobos, Sôdade do Cordão”, “Villa-Lobos e a música popular brasileira” e “500 Canções Brasileiras” que evidenciam, todos, a importância que ela confere às referidas questões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ainda enquanto musicóloga, Ermelinda detém-se particularmente sobre Edino Krieger, personalidade ímpar da música brasileira da atualidade, de quem aborda detalhadamente suas inúmeras facetas de crítico, educador musical, compositor, produtor cultural, produtor de extensa discografia e textual, e inclui exemplos de obras recentes para acordeom, clarineta, piano, violão, violoncelo, canto e piano, câmera, orquestra, além daqueles de um “musical didático”, termo usado pelo próprio compositor, para um musical com roteiro de Conceição Campos, em que narra a história da Ilha de Paquetá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;De sua também extensa carreira de administradora universitária – atividade que exerceu com frequência – destaca-se um evento inusitado na vida de um (a) professor (a) de música: a realização do “Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia”, na Escola Superior de Guerra, motivada por sua busca de embasamento para o exercício de função administrativa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Para o historiador e autor Ricardo Cravo Albin, “a professora Ermelinda A. Paz é das mais completas pesquisadoras da música do Brasil, gravitando com igual desenvoltura pelas músicas popular, folclórica e erudita”. Livre Docente em Percepção Musical pela Unirio, Ermelinda é atualmente líder de pesquisa do grupo Música e Educação Brasileira (UFRJ-CNPq). Continua a desenvolver até hoje intensas atividades em sua especialidade, tendo sido laureada nos mais qualificados concursos de monografia, conquistando títulos como Prêmio Sílvio Romero, Prêmio Carioca de Pesquisa Monográfica, Prêmio Grandes Educadores Brasileiros e Prêmio Lúcio Rangel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Escrever a respeito de si mesmo é sempre um risco de nos tornarmos enfadonhos e desinteressantes... mas esse risco, Ermelinda não corre e, ao contrário, consegue nos deliciar, pela maneira pitoresca com que relata episódios de sua infância e juventude”, revela Marisa Trench de Oliveira Fonterrada, professora e pesquisadora da Unesp. “É surpreendente como ela encara com naturalidade e bom humor todos os eventos pelos quais passou, dos alegres e engraçados, a outros, de diferente natureza, por mais difíceis que tenham sido, por mais sombrios e preocupantes. Isso, porque Ermelinda tem uma luz interna que não se apaga e transforma caminhos escuros em doce penumbra”, concluiu com ternura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O livro será lançado d&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ia 25 de outubro, sexta-feira, às 19 horas, na &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Livraria da Travessa, em Ipanema (&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Rua Visconde de Pirajá, 572, Rio de Janeiro).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 11 Oct 2024 09:23:30 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/musicologa-expoe-em-livro-seu-rico-universo-particular</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/musicologa-expoe-em-livro-seu-rico-universo-particular</guid></item><item><title>Rodrigo Marconi mostra seus outros "eus" em novo álbum</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRUFPSnzotfepDkxSrBSVYplkRfT-jby9NKySZQYtaYmnUTBOqS5HwhSsiievGfGaPmODmN95fG2ncdjAve-i9_Q5eqpIJMd6nP-dXNdIlAJIRyZP0bnA5pj6aUIJQz52p8gWKCxIa8U4QsO0kXZrRbmuGwSp12baOb60SE2KiZfgtBBm-2nLCzOTGrX8/s3000/Rodrigo_1_landscape-1.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="500" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRUFPSnzotfepDkxSrBSVYplkRfT-jby9NKySZQYtaYmnUTBOqS5HwhSsiievGfGaPmODmN95fG2ncdjAve-i9_Q5eqpIJMd6nP-dXNdIlAJIRyZP0bnA5pj6aUIJQz52p8gWKCxIa8U4QsO0kXZrRbmuGwSp12baOb60SE2KiZfgtBBm-2nLCzOTGrX8/w640-h500/Rodrigo_1_landscape-1.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Rodrigo Marconi &lt;i&gt;(foto)&lt;/i&gt;, cujas obras já foram apresentadas em edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, nos Panoramas da Música Brasileira Atual (UFRJ) e no Festival Música Nova Gilberto Mendes, além de executadas em diversos outros festivais por intérpretes de prestígio, como Duo Santoro, Quinteto Lorenzo Fernandez, Madrigal Contemporâneo, Fabio Adour e Pauxy Gentil Nunes, investe novamente em suas composições em seu novo álbum, “Outros Eus”, disponível em todas as plataformas de streaming.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em seu novo trabalho, Marconi usa elementos diversos e díspares, salpicando referências impregnadas de diálogos que só a arte é capaz de promover - a produção poética de Cruz e Souza na faixa de abertura O Assinalado, e Arthur Rimbaud, na composição Canção da Mais Alta Torre, as leituras de mundo de  Paul Valéry na obra Para os Olhos...a Nuca é um Mistério!, são alguns desses momentos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfEKsFkf5JG1vrcTbuwzuJxu2estxq4TseC3locGQXe9RNa-RlhXgx0ZctLDRo6oTfhrHl1Q8smV1BNlXoe3zkDf8czdfX20DfPstJTxChiy0CyxcFZyfETqaVMn5pLcXzJB9y6CYCOtY5rCR_QGC33sGRRzCkKDhXnkjrbpaimZFVaRJ-oEeHCrJYBvI/s3000/Outros%20Eus%20-%20Rodrigo%20Marconi-menor.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfEKsFkf5JG1vrcTbuwzuJxu2estxq4TseC3locGQXe9RNa-RlhXgx0ZctLDRo6oTfhrHl1Q8smV1BNlXoe3zkDf8czdfX20DfPstJTxChiy0CyxcFZyfETqaVMn5pLcXzJB9y6CYCOtY5rCR_QGC33sGRRzCkKDhXnkjrbpaimZFVaRJ-oEeHCrJYBvI/s320/Outros%20Eus%20-%20Rodrigo%20Marconi-menor.jpg" width="320"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Marconi também faz referência a artistas surrealistas como André Breton, Luis Buñuel e Salvador Dali em O Lado Mágico das Coisas, à Nietzsche e às tragédias gregas com a obra Apolo e Dionísio no Templo das Musas, às conversas semanais com a flautista Odette Ernest Dias em Eram Dias Grávidos de Sons e Poesia, à criação estética dos compositores da Segunda Escola de Viena, em Os Três Rapazes de Viena, e às outras formas de expressão artística como a fotografia, na última faixa do álbum, Polaroids.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Bacharel em composição musical pela Universidade Estácio de Sá, onde teve a oportunidade de ser orientado pelos compositores Guilherme Bauer, João Guilherme Ripper e Tato Taborda, Rodrigo Marconi é licenciado em Educação Artística com habilitação em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música e mestre em Musicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro com a pesquisa “Tradição e Vanguarda nos Arranjos de Rogério Duprat para a Tropicália”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 2018, lançou seu primeiro CD, “Correspondências” com parte de sua produção composicional. Atualmente, é professor de música e diretor da Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 26 Aug 2024 12:54:18 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/rodrigo-marconi-mostra-seus-outros-eus-em-novo-album</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/rodrigo-marconi-mostra-seus-outros-eus-em-novo-album</guid></item><item><title>Jazz Cigano invade novamente Piracicaba</title><description>&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiM2BsLu62AWm9nC4nOR3cHPYG6zjGKfHHIcmZazooVhsd5JB0-7hvd1n8Lu1QSEF8rGSvxmq3qPYvsnvqwzNmAxD6BfxgCK61OZURHcf3cRB7yfQu0SjwPm_d49Hr-qwigHy6c6s523e-9FDQLQz9GO9NtGb5dZoXSu2OWA_ZiNIr3ypWlBHItMdqXVcc/w594-h640/manouche.jpg" width="594"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;José Fernando, criador do festival, e Paulus Schafer, uma das atrações &lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiM2BsLu62AWm9nC4nOR3cHPYG6zjGKfHHIcmZazooVhsd5JB0-7hvd1n8Lu1QSEF8rGSvxmq3qPYvsnvqwzNmAxD6BfxgCK61OZURHcf3cRB7yfQu0SjwPm_d49Hr-qwigHy6c6s523e-9FDQLQz9GO9NtGb5dZoXSu2OWA_ZiNIr3ypWlBHItMdqXVcc/s1551/manouche.jpg"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Um dos mais originais e importantes eventos musicais do país, o Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, terá início nesta sexta-feira, 9 de agosto. Ele chega à sua 10ª edição, levando ao público artistas brasileiros e estrangeiros que se dedicam a perpetuar o gênero musical que ficou conhecido no mundo todo graças à genialidade do guitarrista belga Django Reinhardt. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O estilo surgiu em Paris no começo do século passado, quando o cigano Django e o violinista francês Stéphane Grappelli se juntaram no quinteto do Hot Club de France, consagrando uma parceria que se tornaria icônica e definidora de uma nova linguagem no mundo do jazz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Diferentemente da instrumentação tradicional americana, que usava metais e bateria, o jazz manouche se caracterizou sobretudo pelo uso de instrumentos de cordas, como o violão e o violino, assim como o acordeão. Da junção do swing americano e a improvisação jazzística com o fraseado cigano nasceu o jazz manouche ou gypsy jazz – estilo que conta hoje com grupos praticantes em todas as partes do mundo, quase sempre nomeados como "Hot Clubs" em referência à formação original francesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O Festival de Jazz Manouche de Piracicaba foi criado pelo juiz de Direito José Fernando Seifarth de Freitas, que tem a música como hobby e é um apaixonado pelo jazz cigano. A semente do festival foi plantada em 2010, ano do centenário do nascimento de Django Reinhardt, quando Piracicaba reuniu, de forma inédita, músicos praticantes do manouche no Teatro Dr. Losso Neto, no espetáculo "100 anos de Django Reinhardt".  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Desse evento surgiu o festival, que teve sua primeira edição em 2013. Ele &lt;/span&gt;&lt;span&gt;começou a chamar a atenção também no exterior, e já na sua segunda edição, em 2014, houve a primeira participação de artistas estrangeiros - Richard Smith (Reino Unido) e Dario Napoli (Itália). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Criou-se, a partir de então, um intercâmbio musical entre artistas brasileiros e estrangeiros, tendo participado do festival, entre outros, músicos de renome no cenário internacional, como Robin Nolan (Inglaterra), Jon Larsen (Noruega), Eva Scholten (Holanda), Paul Mehling (EUA), Tcha Badjo (Canadá), Walter Coronda, Ricardo Pellican, Roque Monsalve, Fran Seglie (Argentina), Florian Cristea (Romênia), Rudy Bado (Irlanda), e nacional, como Bina Coquet, Mauro Albert, Sandro Haick, Marcelo Modesto, Alessandro Penezi, Yuval Bem Lior, Vinícius Araújo, Benoit Decharneux, Marcelo Cigano, Thadeu Romano, Jazz Cigano Quinteto, Gypsy Jazz Club, Hot Club do Brasil, Roda Romani, Gadje Roma, Hot Jazz Club, Outro Gato, Alma Nouche, além do anfitrião Hot Club de Piracicaba.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A sequência de eventos dedicados ao gênero fez com que Piracicaba fosse batizada pela prestigiada revista “Guitar Player” (edição brasileira) como “a capital do jazz manouche no Brasil”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O festival foi interrompido somente durante a pandemia de covid-19, sendo retomada, numa edição menor, em 2022. &lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 2023, o festival foi incluído no Calendário Oficial de Eventos de Piracicaba, conforme a lei municipal nº 9.936, nascida de projeto de autoria da vereadora Silvia Morales, do mandato coletivo “A Cidade é Sua”. E aí, voltou a realizar sua programação costumeira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nesta ano, em sua 10ª edição, contará com os músicos holandeses Paulus Schafer, Tim Kliphuis e Simon Planting, além de, pela primeira vez, mostrar a arte de músicos asiáticos, representados por &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Yen-Hua Wang (Taiwan),  Yumi  Tsubouchi e Daiki Yamamoto (Japão).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Além deles, o público assistirá a apresentações dos argentinos Walter Coronda, Roque Monsalve e Ricardo Pellican e do venezuelano Rafael Marrero.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Pellican é o organizador do Django Festival Argentina e um dos músicos mais emblemáticos do jazz manouche na América do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O festival apresentará também um importante encontro entre dois dos mais prestigiados músicos brasileiros, o multi-instrumentista Sandro Haick e o violinista romeno Florian Cristea, radicado no Brasil e integrante da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Recentemente, os dois gravaram um álbum em homenagem a Django Reinhardt e Stéphane Grappelli.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Para esta edição do festival foram ainda convidados a participar músicos e grupos brasileiros que têm tocado este estilo há bastante tempo e que constituem o movimento nacional do gyspsy jazz: Bina Coquet (São Paulo), Mauro Albert (Florianópolis), Jazz Cigano Quinteto (Curitiba), Gypsy Jazz Club (Brasília) e o quinteto do Hot Club de Piracicaba (Piracicaba).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O Festival de Jazz Manouche de Piracicaba tem parceria com o Festival Manouche de Curitiba. E os artistas convidados para Piracicaba irão para  o Paraná, onde se apresentarão em 14 de agosto, às 19h30, no Teatro Paiol, juntamente com  integrantes do Hot Club de Piracicaba e do Jazz Cigano Quinteto, no show “Jazz Manouche Ásia-Brasil”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O festival conta com apoio da Drogal, Prefeitura de Piracicaba, Secretaria Municipal da Ação Cultural (Semac), Consulado da Holanda, Hot Club de Piracicaba, Tutta Birra, iPu Va’e, Neurônio Adicional, Jovem Pan FM, Primo Luiz, New Life, Casaretto, Lupac e Tempo D Comunicação e Cultura. A produção é da Empório Produções.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Programação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;9 de agosto: Teatro Erotides de Campos (evento gratuito)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;19:30- Florian Cristea (Romênia/Brasil), Sandro Haick e Danilo Vianna (São Paulo), com os convidados Ricardo Pellican (Argentina) e Fernando Seifarth (Piracicaba).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;20:30- Paulus Schafer, Tim Kliphuis &amp;amp; Simon Planting (Holanda)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Jam session - A Tutta Birra, com Vitrola Manouche e convidados &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;10 de agosto: Engenho Central (evento gratuito).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;14:00 - Exposição de fotos Eloy Porto Neto, por Antônio Trivelin&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;14:30 - Abertura com o Hot Club de Piracicaba e Pa Moreno. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;15:00 - Jazz Cigano Quinteto, com André Ribas (Curitiba)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;16:00 - Yen-Hua Wang (Taiwan) e quinteto do Hot Club de Piracicaba (Brasil)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;17:00 - Yumi  Tsubouchi e Daiki Yamamoto (Japão), com Thadeu Romano e Danilo Vianna (São Paulo). Convidados: Vinicius Araújo (Curitiba) e Fernando Seifarth (Piracicaba)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;18:00- Gypsy Jazz Club (Brasília)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;19:00 - Ricardo Pellican e  Walter Coronda (Argentina), com Danilo Vianna, Marcelo Cigano (São Paulo) e Mauro Albert (Florianópolis).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;20:00 - Roque Monsalve (Argentina), Bina Coquet (São Paulo), Rafael Marrero (Venezuela), Nando Vicencio (São Paulo). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;16 de agosto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Jam session  "Ásia-Brasil” no Primo Luís, com Yumi Tsubouchi, Daiki Yamamoto, Yen-hua Wang, Fernando Seifarth,  Renato Borghi e convidados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Workshop com os artistas asiáticos no Instituto Formar, 14hs30.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 05 Aug 2024 11:58:34 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/jazz-cigano-invade-novamente-piracicaba</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/jazz-cigano-invade-novamente-piracicaba</guid></item><item><title>Danilo Caymmi e Cláudio Nucci abrem Festival de Artes e Saberes das Águas</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGFilW1RisGkA6M_5ZXVqT7_hKsrFkjW9Qa-s1kkxJrqeBSBv5nzxP9eqGFSHhCtan25DZiRtyLFOoWWPSSiu5XYnJUulxHjMzmuYyzUlBA3zpFygLA6mklGEhH71fS-60wMAR9Ji08V0Sh6ChGllNtV6SBqzRxCWWGfFILn_1evgEOF6cByfR8VVJECw/s6912/festival.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGFilW1RisGkA6M_5ZXVqT7_hKsrFkjW9Qa-s1kkxJrqeBSBv5nzxP9eqGFSHhCtan25DZiRtyLFOoWWPSSiu5XYnJUulxHjMzmuYyzUlBA3zpFygLA6mklGEhH71fS-60wMAR9Ji08V0Sh6ChGllNtV6SBqzRxCWWGfFILn_1evgEOF6cByfR8VVJECw/w640-h426/festival.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;De julho a setembro, a primeira edição do Fasa - Festival de Artes e Saberes das Águas vai celebrar o valor cultural, social e os costumes em torno desse elemento vital em seis municípios de São Paulo, representantes da diversidade hidrográfica do Estado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com direção artística de Pablo Castellar e patrocínio da Sabesp, por meio da Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, o Fasa apresentará espetáculos com renomados nomes da música nacional e artistas locais, palestras e visitas guiadas  às águas de cada território, além de diversos conteúdos virtuais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A abertura será no dia 14 de julho, homenageando o mar e os rios de Ilhabela, com a participação de diversos artistas locais, entre os quais fotógrafos, músicos e artistas plásticos, além da apresentação de Danilo Caymmi e Claudio Nucci &lt;i&gt;(foto)&lt;/i&gt; no Teatro de Vermelhos, uma parceria do Fasa com o Instituto Baía dos Vermelhos, encerrando o Festival Vermelhos 2024 - Música e Artes Cênicas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Durante o dia, o Fasa vai oferecer uma grande variedade de atividades e atrações que prestigiam a produção artística local. Na parte da manhã, estão previstos os Passeios Fasa na Trilha da Água Branca, tendo como guia Danilo Taino, criador do portal Arquipélago Ilhabela. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Já no início da tarde, no Instituto Baía dos Vermelhos, o Fasa da Casa trará uma exposição de fotos de dois nomes de relevância da fotografia brasileira. Maristela Colucci e Luciano Candisani, ambos residentes de Ilhabela, vão apresentar suas fotografias em telas no foyer do Teatro dos Vermelhos, com obras inspiradas no tema das águas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Especialista em ilustrações botânicas e design, a artista plástica Patti Silva vai pintar um quadro ao vivo, ao longo do dia, celebrando a riqueza hídrica local, que será posteriormente doado a uma instituição social de Ilhabela. Artista local em constante atividade, Patti trabalha com desenho e pintura em paredes na cidade e adjacências, atuando também como professora e oficineira em diferentes projetos locais, além de expositora em diversas feiras de arte da região.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A produtora cultural, artista visual e arte-educadora Naiara Novazzi vai oferecer uma oficina de Lettering e Poesia Visual, convidando o público de toda a família a participar de um grande painel colaborativo. A artista utiliza oficinas como ações catalisadoras na reinvenção do cotidiano e, no Fasa, vai explorar a poesia em suas variadas formas e estilos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Também à tarde, no Reflexões Fasa, está prevista uma palestra com Carlos Nunes, co-fundador do Instituto Ilhabela Sustentável e criador do Observatório dos ODS do Litoral Norte de São Paulo. De intensa atuação no monitoramento e gestão do ecossistema local, o Instituto é uma importante organização não governamental e sem fins lucrativos que busca promover a participação na sociedade por meio do planejamento, implementação e monitoramento de ações para o desenvolvimento sustentável de Ilhabela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Antes do show de Danilo Caymmi e Claudio Nucci, o grupo Ciribaí fará a apresentação de abertura. O trio instrumental, formado pelos músicos locais Paulio Celé (guitarra), Sá Reston (piano) e Junior Chiaparini (baixo elétrico), possui um repertório repleto de referências à cultura popular, composições e arranjos autorais influenciados pela Música Universal de Hermeto Pascoal. Após a apresentação de Claudio Nucci e Danilo Caymmi, o Fasa encerra suas atividades em Ilhabela com um cortejo do grupo Marabantu, levando o público a ocupar o Instituto Baía dos Vermelhos, celebrando a relação das águas com o ritmo do Maracatu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Programação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Depois de Ilhabela, o Fasa vai percorrer, até setembro, outras cinco cidades paulistas sempre com participações de artistas renomados nacionais e regionais. O violonista Fábio Zanon e o flautista Marcelo Barboza celebrarão as cavernas e rios subterrâneos de Iporanga com um repertório que incluirá as peças "Mitologia de las Águas", de Leo Brouwer, e "Toward the Sea", de Tōru Takemitsu, entre outras. O concerto será no dia 4 de agosto no Petar - Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No dia 8 de setembro será a vez de São Bernardo do Campo. O trio de Hamilton de Holanda realizará um espetáculo celebrando as águas no Parque Engenheiro Salvador Arena. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Na semana seguinte, no dia 15 setembro, a soprano Marília Vargas, a harpista Liuba Klevtsova e a violoncelista Vana Bock se apresentarão em Nazaré Paulista, dando continuidade ao trabalho que vêm realizando em torno da obra de mulheres compositoras, desta vez trazendo obras musicais que exploram a temática das águas. Entre as compositoras brasileiras, obras de Babi de Oliveira, Diva Ponse e Helza Camêu, além das europeias Fanny Mendelssohn, Clara Schumann e Nadia Boulanger. O concerto abordará temas comuns entre os continentes como as sereias, o mar, os rios e riachos, e também representações femininas claramente regionais, nas formas de Janaína ou Lorelei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Campos do Jordão, com seus lagos e nascentes e Santos com seus rios, mangues e mar também estarão no circuito com uma programação que em breve será anunciada. Ao todo, o Fasa contará com seis concertos e diversas atividades que poderão ser conferida no site &lt;a href="http://fasa.art.br"&gt;fasa.art.br&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Além dos concertos, o Fasa Reflexões convidará artistas, pesquisadores, historiadores, cientistas e personalidades comprometidas com as questões ambientais ligadas à água, programando palestras que antecederão os concertos, pensadas para dialogar com a história das águas e as peculiaridades hidrográficas de cada cidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Outras ações e atividades também estão programadas, como os "Passeios Fasa” que promovem visitas guiadas, para que o público possa conhecer mais sobre os rios, represas, lagos e outros atrativos de cada cidade mencionada, aprendendo sobre a importância da preservação de suas águas.  Já o Fasa da Casa, abrirá espaço no festival para que artistas locais possam apresentar trabalhos que tangenciam a temática das águas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O projeto também vai lançar o Fasa Digital, um espaço para o público de todo o Brasil vivenciar a experiência proposta pelo festival de forma gratuita por meio das suas mídias digitais. Os conteúdos incluem a websérie “Água na Boca", que antecipa o que será apresentado nos concertos, levando aos espectadores a um entendimento mais claro sobre as escolhas das obras musicais apresentadas em cada local; a série O Caminho das Águas, que faz um registro audiovisual dos Passeios Fasa, incluindo imagens exclusivas feitas para trazer toda a diversidade das águas de cada local; o podcast Água com História, que celebra nossa complexa ligação com as águas; e os Concertos Virtuais, todos filmados em alta definição trazendo registros das apresentações musicais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O festival ainda conta com ações educacionais, como o Fasa Aulas Magnas, que vi oferecer master classes em três cidades do circuito, com a participação de músicos convidados do festival, e o Fasa na Escola, uma ação educacional que será realizada em uma das cidades visitadas e que terá como objetivo sensibilizar crianças e jovens, estimulando novos caminhos para compreensão da importância e preservação das águas por meio de ações que estimulem o entendimento do seu valor social e cultural. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 10 Jul 2024 11:05:05 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/danilo-caymmi-e-claudio-nucci-abrem-festival-de-artes-e-saberes-das-aguas</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/danilo-caymmi-e-claudio-nucci-abrem-festival-de-artes-e-saberes-das-aguas</guid></item><item><title>Leandro Bertolo lança novo álbum com produção de Kleiton Ramil</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiV2bEQ2IaSM0KDQMhDrEa8ECBJfaWyLwJwQH4EHcEiHP-DjUoFQIwuHIMuSZtyOIZyl0ACB1Hkv0_o5Htpt-SADRR3YUSzys58F8KHNYGcweZ7nP9Vg8cR-MGjIjAmfmTTUCiwioKQrhGWvtSCtVYtEHLs_gBNJR1X5DxZgpSSsxsrT7PvFZ_hMofP1k8/s8000/leandro%20bertolo%20-%20Fot%C3%B3grafo%20Renan%20Caumo%206-menor.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="332" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiV2bEQ2IaSM0KDQMhDrEa8ECBJfaWyLwJwQH4EHcEiHP-DjUoFQIwuHIMuSZtyOIZyl0ACB1Hkv0_o5Htpt-SADRR3YUSzys58F8KHNYGcweZ7nP9Vg8cR-MGjIjAmfmTTUCiwioKQrhGWvtSCtVYtEHLs_gBNJR1X5DxZgpSSsxsrT7PvFZ_hMofP1k8/w640-h332/leandro%20bertolo%20-%20Fot%C3%B3grafo%20Renan%20Caumo%206-menor.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;Foto: Renan Caumo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Compositor, cantor, intérprete e violonista, o gaúcho Leandro Bertolo &lt;/span&gt;&lt;i&gt;(foto)&lt;/i&gt;&lt;span&gt; está de volta ao mercado fonográfico com seu mais novo álbum, “Almamaneira”, já disponível nas plataformas digitais. O novo trabalho volta a ganhar produção refinada – “A Flor do Som”, álbum lançado em 2021, contou com apresentação do renomado produtor Arnaldo de Souteiro –, desta vez abençoado por um dos maiores representantes da música gaúcha, Kleiton Ramil, que ajudou a construir a história da MPB nas ultimas quatro décadas ao lado do irmão Kledir.&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Apaixonado por música de qualidade com um (bom) traço obsessivo pela perfeição de resultados, Leandro me convidou para ser o produtor artístico de seu novo álbum. Fiquei contente com o convite e acredito, pela nossa convivência, que este título peculiar e muito inspirado, define o artista, o homem que sai do seu cotidiano, do seu casulo, de suas personas e se apresenta de coração aberto, em doze belíssimas canções, revelando-se uma caixa de surpresas com inusitadas nuances”, revela Kleiton, que assina a produção e apresentação do novo projeto de Leandro Bertolo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O álbum “Almamaneira” conta com um seleto elenco de profissionais na técnica de gravação, mixagem, masterização, talentosos arranjadores, e músicos do primeiro time da MPB. Com arranjos de Dudu Trentin, Luis Henrique New e Elias Barboza, saltam aos olhos um luxuoso time de instrumentistas: além do próprio Kleiton Ramil (vocalizes), Marcelo Martins (sax), Jessé Sadoc (trompete), Kiko Freitas (bateria), Gilberto Oliveira (guitarra), João Baptista (baixo), André Siqueira (percussão), e o cantor Marcio Celli são alguns dos que emprestaram seus talentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Esse grande elenco refina ainda mais as delicadezas nas harmonias e letras. “Compositor de soluções harmônicas invejáveis, melodias originais e insinuantes, apenas acompanhadas por seu violão de toque precioso, já seria suficiente para arrebatar muitos admiradores”, encanta-se Kleiton. “Mas esse trabalho cresce e muito com suas irretocáveis interpretações vocais e nas letras bem construídas sobretudo por White Hill, sua parceria na maior parte das músicas, que além do rico conteúdo, apresenta uma prosódia correta, casamento perfeito com as lindas melodias de Leandro.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O álbum “Almamaneira” chega ao mundo no triste momento em que o estado do Rio Grande do Sul está passando. Não por menos, Leandro Bertolo se sensibiliza profundamente e busca redesenhar sentidos. “O ano de 2024 está castigando severamente o nosso Estado através de uma enchente devastadora. A solidariedade aflorada num inesgotável empenho para os resgates e doações demonstra que o amor não encontra limites de atuação. O poder está no amor, o poder é o amor”, comove-se. “Além da contribuição materializada em doções aos irmãos e irmãs desabrigados, dedico minha arte através das canções do novo álbum, que podem oferecer um pouco de conforto, reflexão e consolo em dias tão difíceis.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Ouvir - &lt;a href="https://tratore.ffm.to/almamaneira_o_disco"&gt;https://tratore.ffm.to/almamaneira_o_disco&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 05 Jun 2024 11:12:42 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/leandro-bertolo-lanca-novo-album-com-producao-de-kleiton-ramil</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/leandro-bertolo-lanca-novo-album-com-producao-de-kleiton-ramil</guid></item><item><title>Um piano versátil. E uma homenagem a Tom Jobim</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYFAL26cXwd84o0UV9qQZGkSWBgrhdkzeNQ-MVNuiHbqQfPV27Hu2oohGsTbSVS3idULaGUSN5oO2mHEPdNrvsVwDsk8UvJB7NvtZidVBMSlj1-d20ETlaD7mfEhXRLqHwJ7W7R51D-Lxs8OUYYdA8h8UbW3sGoXC3DFz47EuW9cbom72h9C_vRR9ijlI/s4987/adriano.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYFAL26cXwd84o0UV9qQZGkSWBgrhdkzeNQ-MVNuiHbqQfPV27Hu2oohGsTbSVS3idULaGUSN5oO2mHEPdNrvsVwDsk8UvJB7NvtZidVBMSlj1-d20ETlaD7mfEhXRLqHwJ7W7R51D-Lxs8OUYYdA8h8UbW3sGoXC3DFz47EuW9cbom72h9C_vRR9ijlI/w640-h426/adriano.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Inspiração para músicos e arranjadores do mundo todo, Tom Jobim permanece vivo na produção musical dos dias de hoje. Em memória aos 30 anos de seu falecimento – o maestro morreu no dia 8 de dezembro de 1994 – o pianista Adriano Souza &lt;i&gt;(foto)&lt;/i&gt; celebra a sua genialidade e importância em seu novo álbum “Adriano Souza plays Jobim”, que chega às plataformas digitais no dia 26 de abril, além de também ganhar formato físico em CD. O álbum foi produzido em parceria com a casa de espetáculos Soberano, em Itaipava, Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Integrante da banda de Paulinho da Viola e do quarteto do saxofonista Mauro Senise, além de se apresentar regularmente com Roberto Menescal, com quem trabalha há 20 anos, Adriano Souza contou com a participação, no álbum, do baterista Rafael Barata e do contrabaixista Guto Wirtti. Em “Adriano Souza plays Jobim”, o pianista reuniu oito músicas do maestro, tendo o piano como  protagonista em meio a diferentes formações, desde a clássica formação jazzística de trio (piano, baixo e bateria) a outras como piano solo, piano e percussão, piano e sopros, além da inserção de outros instrumentos de teclado como o órgão Hammond e o piano elétrico Fender Rhodes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No repertório estão alguns temas conhecidos e outros não tão explorados na música instrumental. Evidencia-se o encontro do Tom mais "clássico", presente em músicas como Modinha, Estrada Branca e Olha Maria - dando ênfase à riqueza melódico-harmônica - com o Tom do samba e das harmonias mais simples, sobressaindo mais o aspecto rítmico, como em Lamento no Morro e Captain Bacardi. “Suas melodias e harmonias são de uma riqueza imensurável e oferecem muitas possibilidades para arranjos e improvisos”, destaca Souza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Capixaba, de Cachoeiro de Itapemirim, Adriano Souza mudou-se para Macaé, interior do Estado do Rio de Janeiro, ainda bem pequeno, e lá começou seu interesse pela música, tocando na igreja. Em 1992 decidiu estudar música na cidade do Rio de Janeiro, e em 1997 já estava morando definitivamente na capital. Desde então, tem atuado na cena musical carioca. Formado em harmonia pelo CIgam, onde estudou com Ian Guest e Rafael Vernet, bacharel em piano pela Unirio, na classe da professora Lúcia Barrenechea, também estudou piano com Maria Alice de Mendonça e Ronal Silveira. Entre shows e gravações, já atuou ao lado de artistas como J.T. Meirelles, Edu Neves, Leny Andrade, Emílio Santiago, Durval Ferreira, Carlos Lyra, Jaques Morelenbaum, Bibi Ferreira, Paula Morelenbaum e Beth Carvalho, entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;De 2002 a 2004 fez parte da banda da cantora Leila Pinheiro, fazendo shows pelo Brasil, Portugal e Inglaterra. Em setembro de 2008 participou do show "50 years of Bossa Nova" em Singapura e Austrália, onde se apresentou no Teatro Opera House, em Sidney, ao lado de Roberto Menescal, com quem trabalha há mais de 20 anos. Em dezembro de 2023 participou do show "Afeto", um tributo aos 90 anos de Carlos Lyra, onde, além de tocar, atuou como pianista e diretor musical, acompanhando Wanda Sá, Mônica Salmaso, Joyce Moreno e Gilberto Gil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Faz parte da banda do cantor e compositor Paulinho da Viola e atualmente integra o quarteto do saxofonista Mauro Senise. Recentemente lançou o álbum "Em tempo", de piano solo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Ouvir “Adriano Souza plays Jobim” – Lançamento dia 26 de abril&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;https://digitalx.ffm.to/2jp10rn&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 17 Apr 2024 10:28:51 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/um-piano-versatil.-e-uma-homenagem-a-tom-jobim</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/um-piano-versatil.-e-uma-homenagem-a-tom-jobim</guid></item><item><title>Alfredo Dias Gomes presta homenagem ao ídolo Elvin Jones</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_FH6eO0ycASAVTS_w72Txv3nTBqZH20AqxGxsQAR5Gj-WebLw1qMMmYEKP5AisdP1vYgaeDqKE0sk7hH-OZRujHuiYCKiewCBis40F7HLIPNGcvYSDbtA251HwlfiUW9rwFz8GhUbPQ40jSujWdrV4C8nS6jucW_B8m1N7bfQDbKNgV9X8bRKycX6EkQ/s1996/segundocliche.JPG"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_FH6eO0ycASAVTS_w72Txv3nTBqZH20AqxGxsQAR5Gj-WebLw1qMMmYEKP5AisdP1vYgaeDqKE0sk7hH-OZRujHuiYCKiewCBis40F7HLIPNGcvYSDbtA251HwlfiUW9rwFz8GhUbPQ40jSujWdrV4C8nS6jucW_B8m1N7bfQDbKNgV9X8bRKycX6EkQ/w640-h640/segundocliche.JPG" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Acompanhado por um respeitável time de músicos (Jessé Sadoc, trompete e flugelhorn; David Feldman, piano; Jefferson Lescowich, baixo acústico), o baterista carioca Alfredo Dias Gomes comemora três décadas de carreira solo – e mais de uma dezena de discos lançados -  com seu novo álbum “Tributo a Elvin Jones”. Gravado em seu próprio estúdio, na Lagoa, com o engenheiro de som Thiago Kropf, o disco pode ser ouvido nas plataformas digitais - download e streaming na Apple Music, Spotify, Deezer, Amazon e YouTube Music.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“O fascínio pelo estilo de Elvin Jones é antigo”, diz Alfredo. “A primeira vez que o vi tocando foi em uma fita de vídeo VHS, ainda nos anos 80. Ele tocava jazz, mas de uma maneira diferente, com um estilo vigoroso, com uma pegada quase rock. Isso me fascinava, especialmente porque naquela época eu tocava fusion”. Desde então, a vontade de gravar Elvin Jones foi amadurecendo. Ao pesquisar sobre o baterista, Alfredo percebeu que em 2024 faz 20 anos de seu falecimento, ocorrido em 18 de maio de 2004. Foi então que decidiu fazer essa homenagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Durante a gravação, Alfredo Dias Gomes fez ajustes especiais na sua bateria para capturar o estilo único de Elvin Jones. “Mudei toda a afinação, soltei a pele do bumbo e afinei no estilo do som do Elvin.” Essas modificações permitiram que Alfredo reproduzisse o estilo do renomado baterista de jazz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No repertório de "Tributo a Elvin Jones", Alfredo selecionou algumas músicas icônicas do baterista, como "Three Card Molly", "Whatever Possessed Me", "Someone's Rocking My Jazzboat", "October Child" e "Day and Night". Além dessas, o lançamento apresenta uma composição original de Alfredo Dias Gomes, intitulada "Drum Solo &amp;amp; Duo", com a participação do baixista Jefferson Lescowich.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nascido no Rio de Janeiro, Alfredo Dias Gomes estreou profissionalmente na música instrumental aos 18 anos, tocando na banda de Hermeto Pascoal, com quem gravou o disco “Cérebro Magnético" e participou de inúmeros shows, com destaque para o "II Festival Internacional de Jazz de São Paulo". Também tocou e gravou com Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Arthur Maia, Nico Assumpção, Ivan Lins e muitos outros, além de participar da primeira formação do grupo Heróis da Resistência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em sua discografia, Alfredo lançou três singles (“A Lenda”, de 2023, “Vou Deitar e Rolar”, de 2020, e “Serviço Secreto”, de 1985) e os álbuns: “Metrópole” (2021), “Jazz Standards” (2020), “Solar” (2019), “JAM” (2018), “Tributo a Don Alias” (2017), “Pulse” (2016), “Looking Back” (2015), “Corona Borealis” (2010), “Groove” (2005), “ECOS” (2000), “Atmosfera” (1996, com participações de Frank Gambale), “Alfredo Dias Gomes” (1991, com a participação especial de Ivan Lins).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 11 Mar 2024 10:43:43 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/alfredo-dias-gomes-presta-homenagem-ao-idolo-elvin-jones</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/alfredo-dias-gomes-presta-homenagem-ao-idolo-elvin-jones</guid></item><item><title>Luís Martins reúne time de craques em seu novo trabalho autoral</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzitMcqFRgP6-R8dPXtdnOku7NdNKoZpqHuEOS5GMMqhqhR08UYRhYdU9d2hpQW2deEAvBDOnMt5VPw7XiqqmjJnOQxqiMQ3JHP8yabmyuxHBkkkJnM8ymWLWrmR5JqapE6qrhY-Dxrf8G_p2nWaA5BuNGNj6w_-QywBJF_PZombSyJLVH-nsv-QhrEpw/s3000/LUIS%20MARTINS4%20Creditos%20Nelson%20Brito%20Jr.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzitMcqFRgP6-R8dPXtdnOku7NdNKoZpqHuEOS5GMMqhqhR08UYRhYdU9d2hpQW2deEAvBDOnMt5VPw7XiqqmjJnOQxqiMQ3JHP8yabmyuxHBkkkJnM8ymWLWrmR5JqapE6qrhY-Dxrf8G_p2nWaA5BuNGNj6w_-QywBJF_PZombSyJLVH-nsv-QhrEpw/w640-h426/LUIS%20MARTINS4%20Creditos%20Nelson%20Brito%20Jr.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Foto: Nelson Brito Jr.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O cantor e compositor baiano Luís Martins &lt;i&gt;(foto)&lt;/i&gt; está lançando o seu mais novo projeto. Intitulado “Caminhos”, o álbum, já disponível nas plataformas digitais, possui 12 faixas inéditas, compostas pelo artista, e contou com a direção musical e arranjos do maestro Cristovão Bastos, resultando em uma obra que expressa a emoção do cantor ao som do violão, piano, tamborim e outros instrumentos de peso, além de um coro marcante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O renomado jornalista e pesquisador Hugo Sukman assim registra: “Quando sacou a safra de canções que havia feito para o que seria seu quinto disco autoral, o compositor Luís Martins resolveu não fazer por menos. Em respeito às canções e ao seu projeto artístico de trazer a MPB para o difuso mercado musical de hoje, resolveu convidar seu parceiro e amigo Cristovão Bastos, para fazer os arranjos. E Cristovão se mandou do seu Rio para a Bahia de Luís. E se deparou com uma safra mesmo impressionante de canções.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com letras críticas e reflexivas, abordando temas atuais que permeiam a sociedade, “Caminhos” apresenta canções que representam a maturidade trilhada por Luís como músico ao longo da sua carreira iniciada em 2018. Reunindo samba, bolero, jazz e música clássica, o álbum foi produzido pela produtora Arroz de Hauçá, gravado no Rio de Janeiro e em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Neste trabalho, Luís Martins é acompanhado por uma banda formada por grandes nomes da MPB que enriquecem ainda mais “Caminhos”. Jamil Joanes (baixo), Jurim Moreira (bateria), João Lyra (violão), Rui Alvim (clarinete), Armando Marçal (percussão), Dirceu Leite (flauta), Cynara Faria do Quarteto em Cy (coro) e Marcelo Saboia (mixagem) são alguns desses nomes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Este é o quinto álbum da carreira de Luís Martins que já tem lançado “Sou Músico” (2018), “Seis Meses” (2019), “Sonho Live” (2020) e o audiovisual “Projeto Studio Session: Luís Martins” (2023), todos já disponíveis nas plataformas digitais. O primeiro single de “Caminhos”, a canção “Mulher”, foi lançado no início de setembro, junto com o seu videoclipe, também produzido pela Arroz de Hauçá. “Eu acho um álbum muito gostoso. Eu gosto de ‘Caminhos’. Ele trata de temas bem legais, de coisas para chamar a atenção. Tem muita coisa legal ali, a canção bonita, blues bonito, a provocação à vaidade ou o excesso de vaidade. ‘Caminhos’ vem com essa pegada”, destacou Luís.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Lembrando ainda dos versos de sua obra “Sou músico”, Hugo Sukman sintetiza, com perfeita sintonia, a nova empreitada de Luís Martins: “Faltava a Luís Martins a estrada e o violeiro... agora não falta mais... o violeiro ele se tornou, sem dúvida, como se vê. A estrada, está pavimentada aqui. São os “Caminhos” de que falam estas canções.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Natural de Salvador, na Bahia, Luís Martins é empreendedor, músico, cantor, compositor, e apresentador de talk show. Desde que iniciou sua carreira musical em 2018, Luís vem reunindo projetos elogiados pelo público e uma trilha sonora memorável de canções que exalam brasilidade e muita emoção. Como apresentador do Fortuna Crítica, o artista entrevista personalidades de diversos ramos de uma forma leve e descontraída sendo exibido no YouTube.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Ouça “Caminhos”: &lt;a href="https://found.ee/Caminhos-Luis-Martins"&gt;https://found.ee/Caminhos-Luis-Martins&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Clipe “Mulher”: &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=Uz6hk799FJ4"&gt;https://www.youtube.com/watch?v=Uz6hk799FJ4&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 21 Dec 2023 10:34:38 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/luis-martins-reune-time-de-craques-em-seu-novo-trabalho-autoral</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/luis-martins-reune-time-de-craques-em-seu-novo-trabalho-autoral</guid></item><item><title>Menescal comemora 86 anos como gosta: no palco</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiG_M11ht6z846kQWx3vQxjCGdTnnGgwWTeFd2fs0_1cYLi4oYSEFNYneNLWk42V3qtKaNQNy0UcvLL31hO-CAFTGmzqNwehP9uFDxRqg2GLmBh2PffoodHt5iHtzYh7lotdK_RHQG92cUbVKti21IhPnjqIHBGxZxHdHhjDNghm0VDivdtoGhapt7Vudg/s2000/Roberto%20Menescal%20e%20Cris%20Delanno%20(foto%20nelson%20faria)%202.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiG_M11ht6z846kQWx3vQxjCGdTnnGgwWTeFd2fs0_1cYLi4oYSEFNYneNLWk42V3qtKaNQNy0UcvLL31hO-CAFTGmzqNwehP9uFDxRqg2GLmBh2PffoodHt5iHtzYh7lotdK_RHQG92cUbVKti21IhPnjqIHBGxZxHdHhjDNghm0VDivdtoGhapt7Vudg/w640-h426/Roberto%20Menescal%20e%20Cris%20Delanno%20(foto%20nelson%20faria)%202.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Roberto Menescal completa 86 anos nesta quinta-feira, 25 de outubro, e vai comemorar seu aniversário na sexta e sábado, dias 27 e 28 de outubro, da forma que mais gosta: no palco, em show intimista de voz e violão com a cantora Cris Delanno, sua parceira de muitos espetáculos, turnês, DVDs e álbuns, lançados no Brasil e exterior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O repertório foi preparado exclusivamente pelos dois para a Soberano, em Itaipava (RJ), onde nunca se apresentaram juntos. “Será um show intimista de banquinho e violão como tudo começou nas reuniões da casa da minha amiga Nara Leão. Esse formato me deixa muito à vontade e confortável, e com a diva Cris Delanno fica melhor ainda, até um DVD gravamos juntos sozinhos há tempos atrás. No Soberano vamos celebrar a vida, tocando e cantando para as pessoas que apreciam a minha obra, a bossa nova e o jazz, tudo isso regado a  causos que vamos compartilhar com a plateia. Vai ser bom demais!”, diz o violonista, cantor e compositor que está em turnê pelo Brasil com Leila Pinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Cris Delanno ocupa um lugar de destaque na carreira de Roberto Menescal. Considerada pelo mestre uma das maiores vozes do Brasil, o conheceu quando tinha 18 anos. De lá para cá, foram cinco CDs juntos, três DVDs e vários shows e projetos no Brasil e no exterior. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Profissional de voz e técnica apuradíssimas, Cris é  uma das intérpretes mais consistentes da música brasileira. Tem vários CDs gravados - Clássicos de Tom Jobim, Clássicos do Cinema, Filha da Pátria, Caminhos Cruzados – Cris Delanno Canta Newton Mendonça (um resgate da obra deste compositor o primeiro parceiro de Tom), Cris e eu, no formato voz e guitarra, com Roberto Menescal, e Nara - Uma Senhora Opinião, um projeto de destaque na carreira da cantora e na vida de Menescal, sobre Nara Leão, dez anos depois de sua morte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No roteiro do show constam clássicos da bossa nova e do jazz que têm grande influência na carreira de Menescal e Cris e não faltarão homenagens a Nara Leão e Leny Andrade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A programação completa do Soberano e ingressos para os shows que apresenta podem ser encontrados em &lt;a href="http://www.soberanoitaipava.com.br"&gt;www.soberanoitaipava.com.br&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A casa foi idealizada pelo casal Raquel e Sérgio Saraceni, moradores da região de Itaipava, em Petrópolis desde 2014. Foi inaugurada há pouco mais de um ano e tem vários ambientes, que incluem o Espaço Havana, dedicado aos amantes da charutaria, o Espaço Ruy Castro, dedicado à gastronomia e à cultura, em uma varanda externa, além da sala de espetáculos, cujo conforto, acústica e iluminação a faz ser considerada uma dos melhores do país, tendo recebido nomes como Ivan Lins, João Bosco, Edu Lobo, Adriana Calcanhoto, Lenine e Guinga entre tantos outros, além de espetáculos estrelados por Maitê Proença e Clarice Niskier.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 25 Oct 2023 13:18:01 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/menescal-comemora-86-anos-como-gosta-no-palco</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/menescal-comemora-86-anos-como-gosta-no-palco</guid></item><item><title>Saxofonista e flautista Fernando Trocado lança primeiro álbum autoral</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJzky-8zvW__STsUdehh9vlDxYSEgSRF1dS37Ar5vIJOleNfmExwKX1EZaJlgcm5kI9iPRIn8sU46gl9lPgQjptuIF_quPM_1GaK_zcQjMoQGZ9wsFFsBPosec_nGj7vRZ4NR-azL8-JGjHpKQ5tFjjZ3ef75jMES1IVmskCQuGPgC_alh7fiD2oEtDkA/s6000/fernandofoto2Marcos%20Braiko_sem_microfone%20(1)%20-%20menor.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="382" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJzky-8zvW__STsUdehh9vlDxYSEgSRF1dS37Ar5vIJOleNfmExwKX1EZaJlgcm5kI9iPRIn8sU46gl9lPgQjptuIF_quPM_1GaK_zcQjMoQGZ9wsFFsBPosec_nGj7vRZ4NR-azL8-JGjHpKQ5tFjjZ3ef75jMES1IVmskCQuGPgC_alh7fiD2oEtDkA/w640-h382/fernandofoto2Marcos%20Braiko_sem_microfone%20(1)%20-%20menor.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Já faz um bom tempo que o saxofonista, flautista, regente e compositor Fernando Trocado vem desenvolvendo sua carreira como instrumentista, seja em performances e gravações com artistas (Bibi Ferreira, Celso Fonseca, Roberta Sá) ou ao lado de nomes relevantes da música instrumental (Tomás Improta, Alexandre Carvalho, Ronaldo Diamante, Marcos Amorim, Claudio Dauelsberg, Pascoal Meirelles). Isso sem contar com sua intensa participação em grupos e orquestras eruditos e populares, como Gaia Wilmer Big Band, Baixada Jazz Big Band, Orquestra de Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Pé do Ouvido, dentre outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Tendo iniciado no saxofone aos 15 anos de idade e se formado em música – regência e flauta, ambos pela UFRJ - o músico comemora agora sua longa caminhada lançando seu primeiro álbum autoral. “Labirinto” chega às plataformas digitais no dia 25 de agosto, sexta-feira, e festejado com diversos shows de lançamentos no Rio e em Niterói: em agosto, nos dias 23 (Hotel Vila Galé, Centro) e 26 (Estúdio Onze, Niterói); em setembro, nos dias 27 (Audio Rebel, Botafogo) e 28 (Centro da Música Carioca, Tijuca). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1nVvgjCo_6SKKBwCyF2yi3Cwlnk6uOgwTTrBRKBLyD67u4RkpGhOllcouQ4tNpwTzK9u_rJz20DbsCaXhU1ybr9x64JNxsP0OAyZy6YxP9QeI9iyI3jPZib-U_B0JHUQZjxGnp_uNYrR2u2ZgzX3i_khcrEqF4SdojO-dDidyYq1_NMmVX0rmhY3qnm4/s3000/capa%20cd_spotify%20(1)%20-%20menor.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1nVvgjCo_6SKKBwCyF2yi3Cwlnk6uOgwTTrBRKBLyD67u4RkpGhOllcouQ4tNpwTzK9u_rJz20DbsCaXhU1ybr9x64JNxsP0OAyZy6YxP9QeI9iyI3jPZib-U_B0JHUQZjxGnp_uNYrR2u2ZgzX3i_khcrEqF4SdojO-dDidyYq1_NMmVX0rmhY3qnm4/s320/capa%20cd_spotify%20(1)%20-%20menor.jpg" width="320"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Reunindo 11 faixas instrumentais e autorais - com exceção de “Resposta ao tempo”, de Cristovão Bastos e Aldir Blanc – “Labirinto” foi gravado por um quarteto de altíssimo nível. A Fernando Trocado, juntaram-se Natan Gomes, jovem pianista carioca de 28 anos que já se apresentou com nomes consagrados no panorama instrumental brasileiro (Nivaldo Ornellas, Ney Conceição, Maurício Einhorn etc); o baixista Tony Botelho, de formação clássica e popular, que iniciou sua carreira na década de 70 tocando com nomes como Johnny Alf, Lúcio Alves, Tomás Improta, Raul Mascarenhas e Mauro Senise; e o baterista Mac Willian Caetano, que já tocou com Adriana Calcanhoto, Ana Carolina, Banda Black Rio, Cassia Eller, Banda Vitória Regia,  Jorge Benjor, Letieres Leite e muitos outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;As composições de Fernando Trocado que integram o disco são de períodos diversos, mas a maioria é relativamente recente. “O isolamento devido à pandemia foi decisivo para o perfil do álbum e influenciou, inclusive, na escolha do título”, comenta. A faixa de abertura “Simplicidade” é uma bossa nova precedida de uma breve introdução com um toque mais erudito. Em seguida, “Levitando” faz uma saudosa despedida e homenagem ao seu pai, Jorge. Aproximando-se de um choro-canção, “Futuro do Pretérito” reverbera uma visão utópica do que a vida em sociedade poderia ser. Já a faixa-título “Labirinto” é um funk-jazz, um tanto dissonante e misterioso, com muitos espaços para improvisos e diálogos. Trocado recupera suas influências e recordações do início de sua carreira em “Petite Gafieira”, relembrando a época em que tocava em  bailes na Estudantina (RJ), e também remete a dois de seus professores, ambos fundamentais, Paulo Moura e Idriss Boudrioua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Puskás e Pelé” mescla o uso de uma escala menor húngara a uma bossa lenta. Por seguinte, “Os atomistas” é um jazz, com uma seção B muito modulante e sugerindo uma mudança de  compasso quaternário para ternário. “É uma homenagem à razão, à filosofia e ao pensamento científico, embora meus conhecimentos nessas áreas sejam rudimentares”, admite com irreverência. A sensibilidade salta à flor da pele em “Resposta ao Tempo”: “É uma linda canção de Cristovão Bastos e Aldir Blanc, muito sensível, que sempre me impressionou, adorei incluí-la no repertório”. O ijexá “As crianças”, gravado com Trocado no sax soprano, é do tempo em que buscava seus filhos, agora adultos, na creche. A balada “Os apaixonados e o Multiverso” faz ode ao amor, dedicada também a sua esposa, Mônica. Encerrando o disco e com um solo de saxofone na introdução, “Esperança” é uma espécie de habanera. “Acho que tem um pouco do jeitão das composições do João Donato”, admite.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Fernando Trocado&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Graduado em música-regência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995), graduação em música-flauta pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003) e mestrado em música - com ênfase em musicologia histórica - pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006), Fernando Trocado foi professor de saxofone dos Seminários de Música Proarte - foi também um dos diretores musicais e regente da Orquestra de Sopros da Proarte - e atualmente leciona no curso de música da Faetec (Unidades Barreto, Niterói, e Marechal Hermes , Rio de Janeiro).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Ouvir álbum “Labirinto”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://found.ee/album-labirinto"&gt;&lt;span&gt;https://found.ee/album-labirinto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Shows de lançamento do álbum “Labirinto” – Quarteto Fernando Trocado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;23/8, quarta-feira - Hotel Vila Galé&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Horário: 20h&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Endereço: Rua Riachuelo, 124, Centro, Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ingressos: R$ 30,00&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;26/8, sábado -  Estúdio Onze&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Horário: 20h30&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Endereço: Praça Leoni Ramos, 9 - São Domingos, Niterói&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ingressos: R$ 10,00&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;27/9, quarta-feira - Áudio Rebel&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Endereço: R. Visc. de Silva, 55 – Botafogo - Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;28/9 – quinta-feira, Centro da Música Carioca&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824 - Tijuca - Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Aug 2023 10:53:30 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/saxofonista-e-flautista-fernando-trocado-lanca-primeiro-album-autoral</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/saxofonista-e-flautista-fernando-trocado-lanca-primeiro-album-autoral</guid></item><item><title>Neta de Dias Gomes e Janete Clair lança EP autoral</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEdKbobH35dwA0Q4Q4PvobbUbgNoXQFNvbZkwDGCOHZ9NT_7sWXT6NpH42MpZNt6QamnaCdBA6_8JvN6jIEbZC16SwoYEIfc5RWp4X01mcomsUfX5VpaBLdjCUFC_ZZiE6sWzJ5bOGfUIeEqks6gTR8KiGNjuW1Cv_WCt4goMZPdH-LFW5yL_s6w5h/s5390/foto%20tatiana%20dias%20gomes%20-%20creditos%20Fernando%20Dias%20-%202%20(2)menor.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEdKbobH35dwA0Q4Q4PvobbUbgNoXQFNvbZkwDGCOHZ9NT_7sWXT6NpH42MpZNt6QamnaCdBA6_8JvN6jIEbZC16SwoYEIfc5RWp4X01mcomsUfX5VpaBLdjCUFC_ZZiE6sWzJ5bOGfUIeEqks6gTR8KiGNjuW1Cv_WCt4goMZPdH-LFW5yL_s6w5h/w640-h426/foto%20tatiana%20dias%20gomes%20-%20creditos%20Fernando%20Dias%20-%202%20(2)menor.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Foto: Fernando Dias&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Herdeira de um sobrenome dos mais respeitados do país, Tatiana Dias Gomes &lt;i&gt;(foto)&lt;/i&gt; não apenas evoca a literatura e a dramaturgia dos seus avós, Dias Gomes e Janete Clair, como ainda ganhou de bônus as veias artísticas dos filhos dos escritores: seu pai, o baterista Alfredo Dias Gomes, além dos tios  musicistas Guilherme Dias Gomes e Denise Emmer – também um dos grandes nomes da poesia brasileira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A carioca, nascida em 1985 - que desde criança já cantava, chegando, inclusive, a gravar dois jingles, participando, ao lado de cantores como Ivan Lins e Ritchie, da trilha sonora do espetáculo El Toreador, baseado em uma obra de sua avó – lança o EP “Romance” com cinco faixas autorais, já disponível nas plataformas digitais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Crescida assistindo a ensaios, gravações e shows de seu pai e a ensaios e peças de sua mãe - a atriz Neuza Caribé - Tatiana Dias Gomes já se dizia cantora quando muito criança. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Psicóloga em atividade, formada na PUC-Rio (2007) com pós-graduação em psicologia clínica, já participava, na adolescência, como backing vocal da banda de pop rock Simetria. Como cantora, apresentou-se desde nova em palcos como Mistura Fina e Teatro Municipal Paulo Gracindo, realizando parcerias com Daniel Mendonça e Sérgio Naciffe (canção “Dançando na Lua”, 2014), Jorge Simas (“Cantiga Pra Ninar Quem se Ama”, 2008) e Victor Lósso (“Domingo em Casa”, 2022). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com seu pai, lançou em 2019 o EP “Tributo para Michael”. Interpretadas em formato acústico, pai e filha resgataram a genialidade do rei do pop com releituras bem próprias e singulares. Essa foi a primeira parceria dos dois em um mesmo projeto, embora Tatiana tenha cantado com o pai no estúdio e nos palcos ao longo de toda a vida – antes do tributo a Michael Jackson, os dois já haviam registrado a parceria em um CD demo com releituras de clássicos da MPB.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Gravado no estúdio do seu pai na Lagoa, Rio de Janeiro, e masterizado no icônico Abbey Road Studios, “Romance” contou com um time de excelência: além do Alfredo na bateria, participaram Jefferson Lescowich (baixo), Jessé Sadoc (trompete) e Yuval Bem Lior (guitarra). Das cinco faixas – todas assinadas por Alfredo Dias Gomes – duas foram compostas em parceria com Tatiana (“Ver o mar” e “Essa canção”). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://tratore.ffm.to/tatianaromance"&gt;&lt;span&gt;http://tratore.ffm.to/tatianaromance&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Para ouvir:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://on.soundcloud.com/DUvBFXMhVx77dHc49"&gt;&lt;span&gt;https://on.soundcloud.com/DUvBFXMhVx77dHc49&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 06 Apr 2023 12:03:26 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/neta-de-dias-gomes-e-janete-clair-lanca-ep-autoral</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/neta-de-dias-gomes-e-janete-clair-lanca-ep-autoral</guid></item><item><title>Novo álbum do baixista Zuzo Moussawer homenageia a cidade de Santos</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUmfyySzr2zRfhdA4mHSu-bAKk7h4gnMeA_eK5D2B_CkT1_6_-K_W2Ml3-Jn780AUPijPFmyQGbdQIsribBTdLoQXyRqRDZYVKOopTuoPdNRsSmZvC4akAqj3FIqn7IhdAP1ozPnZXE9i_Hpr3BsIxlZs70yamB_ADsAUB-Yho3wdQAkRFsWdGgxJY/s1080/foto%20zuzo%202%20creditos%20Marcelo%20dos%20Santos.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="428" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUmfyySzr2zRfhdA4mHSu-bAKk7h4gnMeA_eK5D2B_CkT1_6_-K_W2Ml3-Jn780AUPijPFmyQGbdQIsribBTdLoQXyRqRDZYVKOopTuoPdNRsSmZvC4akAqj3FIqn7IhdAP1ozPnZXE9i_Hpr3BsIxlZs70yamB_ADsAUB-Yho3wdQAkRFsWdGgxJY/w640-h428/foto%20zuzo%202%20creditos%20Marcelo%20dos%20Santos.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com quase quatro décadas de carreira, formado em Trilha Sonora no Berklee College of Music e com um longo histórico de gravações, álbuns, videoaulas, trilhas sonoras e DVDs, o baixista e compositor Zuzo Moussawer lança nas plataformas digitais seu sexto álbum de carreira, “Canais Musicais”, também disponível em vídeo no YouTube. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Gravado em Santos com o seu quarteto, formado ainda por Mauro Hector (guitarra), André Willian (teclados) e André Carneiro (bateria),  o novo álbum, com sete músicas, é uma homenagem a sua cidade natal, representada pelos sete canais que a cortam: cada faixa é inspirada na região do entorno de cada canal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Totalmente instrumental e autoral, “Canais Musicais" traz muitos improvisos alternando com temas que vão desde o bepop ao choro e ritmos arábicos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Zuzo, baixista desde 1985, iniciou sua carreira tocando heavy metal. Depois de um ano, passou a integrar a banda de blues-rock “Druidas”. Em 1987 entrou na banda de rock instrumental “Mr. Green”, onde permaneceu por cinco anos e gravou um álbum em 1990. Nesse período participava de gravações de jingles, tocava em casas noturnas de Santos e gravava com diversos cantores nacionais, entre eles Eduardo Dusek.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 1994 formou a banda Santa Claus, extinta um ano depois, e a partir daí dedicou-se a sua carreira solo, gravando quatro álbuns, duas videoaulas e um show em DVD. Em 1995, gravou uma videoaula pelo selo Aprenda Música intitulada “Slap &amp;amp; Two-hands Rock”. Lançou, em 1997, seu primeiro CD solo, chamado "Express".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No ano 2000, lançou o CD "Raízes x Influências", com uma proposta totalmente diferente do álbum anterior. Conceitual, o trabalho promoveu a interação da música brasileira e árabe com o Funk, Blues, Jazz e Country, abrangendo o universo acústico e percussivo, contando com a presença de vários músicos, como Robertinho Silva (percussão), Duda Neves, Alexandre Reis, Plínio Romero e Pablo Silva (bateria) e Sami Khouri (alaúde e voz), entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 2002, foram gravadas duas novas videoaulas pelo selo Aprenda Música sobre fundamentos de levadas e solos, que após três anos foram relançadas em um único DVD. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 2005, lançou seu terceiro CD, "Prato da Casa", um álbum com standards de jazz e música brasileira, tocados por um baixo e a bateria de Pablo Silva. A outra metade teve a mesma formação mais os vocais de Zuzo com músicas e letras do próprio baixista. Ainda em 2005, Zuzo foi finalista do concurso internacional de solo de baixo, International Solo Bass Competition, realizado na Carolina do Sul nos Estados Unidos, ficando em segundo lugar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 2007, lançou, novamente pelo selo Aprenda Música, seu primeiro show ao vivo em DVD.  Realizado em São Paulo, o show traz o músico em formações solo, duo com o baterista Fernando Baggio, e em trio com o baterista Pablo Silva e o guitarrista Mauro Hector. Em 2009, Zuzo se graduou na Berklee College of Music nos EUA em Trilha Sonora (Film Scoring). Em 2011, lançou seu quarto CD "Organic Urban World" e, em 2012, voltou para o Brasil. Em 2015, lançou o DVD duplo “Em Casa”, gravado em Santos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No fim de 2018, lançou o CD "Groove de Câmara", propondo, dentro de um universo jazzístico, promover a interação de ritmos brasileiros (Samba, Afoxé, Maracatú e Baião) com o Funk, Soul, Blues, Country e até com a música árabe. Buscando também promover a fusão dessas linguagens com a música erudita, Zuzo gravou o álbum com um quarteto de cordas, formado ainda por dois violinos, viola e violoncelo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Atualmente, Zuzo Moussawer toca em diversos projetos de Jazz, Rock, Soul e música brasileira, além de seu projeto solo, e se dedica a composições, aulas, arranjos e produção musical. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O álbum já está disponível no link https://tratore.ffm.to/canaismusicais  e no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=f1Lf-lwZdCA&amp;amp;t=2071s). Informações sobre os demais CDs autorais podem ser encontradas em  www.zuzo.com.br.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 20 Mar 2023 10:41:30 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/novo-album-do-baixista-zuzo-moussawer-homenageia-a-cidade-de-santos</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/novo-album-do-baixista-zuzo-moussawer-homenageia-a-cidade-de-santos</guid></item><item><title>Festival integra música e arquitetura dos principais palácios brasileiros</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJNQe9oOHZi0xWkOSwlz5yec8UAQ3Sz3y8dWHti0FzlK46RvaWPs9vHLckcHktR6xJYxR12UTmYczsbQMRv3C7BesQwgTlOkRx_6TxrkUsnXbIPDybI808YgUd9hjeGaLpNKk7l3yjleMUr2PuCsPqes36zL3fqHFbTN2IZZyQocnxsWXyj276udRs/s1575/abl%20-%20acervo%20ABL%20-%203.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="428" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJNQe9oOHZi0xWkOSwlz5yec8UAQ3Sz3y8dWHti0FzlK46RvaWPs9vHLckcHktR6xJYxR12UTmYczsbQMRv3C7BesQwgTlOkRx_6TxrkUsnXbIPDybI808YgUd9hjeGaLpNKk7l3yjleMUr2PuCsPqes36zL3fqHFbTN2IZZyQocnxsWXyj276udRs/w640-h428/abl%20-%20acervo%20ABL%20-%203.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em sua segunda edição, o Fima – Festival Interativo de Música e Arquitetura convida o público a viver mais uma experiência que une música e arquitetura, agora em alguns dos mais importantes palácios do Brasil. Além do Rio de Janeiro, o Fima estará presente também nos Estados do Maranhão, Pará e Minas Gerais, com historiadores de arte e arquitetos abrindo caminhos para que músicos brasileiros possam apresentar obras que dialogam com a arquitetura, a arte decorativa e a história de edifícios icônicos, que representam alguns dos mais importantes patrimônios materiais do nosso país. Com patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, todas as apresentações do Fima têm entrada gratuita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O Palacete do Petit Trianon &lt;i&gt;(foto)&lt;/i&gt;, na Academia Brasileira de Letras, e os palácios do Catete e Imperial de Petrópolis, estão entre os locais que receberão os concertos no Estado do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Idealizador e diretor-artístico do evento, o músico e produtor cultural Pablo Castellar revela que nesta segunda edição serão celebrados, em sua maioria, palácios dos períodos colonial e imperial. “Ofereceremos ao público, através de um diálogo cativante e multissensorial entre a música e a arquitetura do Fima, a oportunidade de apreciar, valorizar e construir um sentimento de pertencimento em relação a esses valiosos patrimônios culturais de nossa sociedade que ao longo dos séculos também abrigaram personagens icônicos de nossa história”, afirmou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Concerto de abertura&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A abertura desta nova temporada do Fima será no dia 22 de dezembro, quinta-feira, celebrando os 100 anos da formidável réplica do Petit Trianon de Versailles, que após sediar o pavilhão francês na Exposição Internacional do Centenário da Independência em 1922, foi doado pelo governo da França, no ano seguinte, à Academia Brasileira de Letras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No salão onde tomam posse os imortais da ABL, vão se apresentar o sopranista Bruno de Sá e o virtuoso piano da maestra Priscila Bomfim. O duo será acompanhado dos comentários do arquiteto e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Gustavo Rocha-Peixoto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Considerado “uma voz poderosa com tons de mel (…) uma real descoberta” pela revista brasileira Concerto – na qual, inclusive, estampa a capa da edição deste mês de dezembro - e arrancando elogios do jornal francês Le Monde (“o sopranista brasileiro deixou estupefato o mundo lírico...”), o jovem Bruno de Sá destacou-se ao receber o OPER! Prêmio 2020 na categoria “Melhor Revelação do Ano”. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Como artista exclusivo da Erato/Warner Classics, seu primeiro álbum solo “Roma Travestita” foi lançado em setembro de 2022, recebendo elogios da imprensa e do público em todo o mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Primeira mulher e diretora musical a reger óperas da temporada oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a pianista e maestra Priscila Bomfim já regeu importantes orquestras brasileiras e, em 2022, estreou óperas inéditas dos compositores Mario Ferraro, Armando Lôbo, Arrigo Barnabé e Tim Rescala.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O programa fará uma viagem pela história e pela arquitetura do palacete, desde a sua concepção na França - construído no século XVIII pelo Rei Luís XV para a sua amante, a Madame de Pompadour, passando pelo reinado de Luiz XVI, que o ofereceu à esposa Maria Antonieta - até chegar a esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro, para as celebrações do centenário da Independência e, em seguida, tornar-se a primeira sede própria da Academia Brasileira de Letras. Assim, serão interpretadas obras de compositores dos séculos XVII ao XXI, passando por nomes como Scarlatti, Broschi, Piccinni, Mozart, até chegar aos brasileiros Villa-Lobos, Ovalle, Santoro e Miranda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Programação 2023&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nas semanas dos aniversários dos municípios do Rio de Janeiro e de Petrópolis, o Fima vai celebrar dois importantes palácios destas cidades. No dia 4 de março, o festival estará no Palácio do Catete apresentando a soprano Daniela Carvalho, com os comentários do pesquisador e historiador do museu, Marcus Macri. Já no dia 18 de março, celebrando os 180 anos de Petrópolis, o Fima estará no Palácio Imperial. O coral dos Canarinhos de Petrópolis, que comemora os 80 anos de fundação, vai apresentar, acompanhado ao piano pelo seu maestro Marco Aurelio Licht, um programa de música coral da época do império trazendo obras de Marcos Portugal, Mozart, Verdi, Offenbach e Carlos Gomes, com comentário de Maurício Vicente Ferreia Júnior, diretor do museu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Diferentemente da edição anterior – realizada apenas no Estado do Rio de Janeiro – o II Fima, desta vez, contemplará importantes palácios de outras cidades brasileiras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em de janeiro, o festival embarca para a capital do Pará, onde visitará o Palácio Lauro Sodré, com apresentação da mezzo-soprano Carolina Faria e da pianista Ana Maria Adade, natural de Belém. Os&lt;/span&gt;&lt;span&gt; comentários estarão a cargo do historiador e professor da UFPA, Aldrin Figueiredo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em abril, o FIMA chega ao Palácio dos Leões, em São Luiz (MA), com participação do violinista Paulo Martelli, trazendo obras de Bach, Fernando Sor e Villa-Lobos. Em maio, será a vez de Ouro Petro (MG) receber o Festival em programação a ser anunciada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O Fima também poderá ser assistido virtualmente. Além de toda programação presencial, haverá exibição online dos concertos (filmados em formato tradicional e em 360º), lançamento de websérie com notas de programa sobre os concertos e entrevistas com os convidados, e um podcast com os músicos e palestrantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;As realizações do festival contemplam, também, aulas magnas de música gratuitas, presenciais ou remotas, com artistas convidados para o evento e o "Fima na Escola’’. Esta última é uma ação educacional para alunos da rede pública do município do Rio de Janeiro, com o objetivo de sensibilizar crianças, estimulando novos caminhos de valorização de suas identidades culturais. Tudo isso para que melhor compreendam a importância do patrimônio histórico de sua comunidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;22/12, quinta-feira – Abertura do II Fima na Academia Brasileira de Letras&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Horário: 18h30&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Local: Teatro R. Magalhães Jr.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Endereço: Rua Presidente Wilson, 203,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Entrada Franca&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Livre&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;As senhas para assistir o concerto deverão ser retiradas gratuitamente na própria Academia Brasileira de Letras (ABL) uma hora antes do espetáculo, sendo solicitado apenas o nome, e-mail e CPF (respeitando as regras da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da LGPD).  A entrada será realizada pelo portão de acesso principal da ABL localizado ao lado direto do Petit Trianon.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:57 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/festival-integra-musica-e-arquitetura-dos-principais-palacios-brasileiros</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/festival-integra-musica-e-arquitetura-dos-principais-palacios-brasileiros</guid></item><item><title>Brasileiro compõe peça para "piano robô"</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivbsNRAWqNKbw-bl1MUf9lAYjDn-x0ALzJe_Ov5_Qvm6ET3GZv4079u5bnIezuN7OdusBtSW5Jog5lb_b6ONoxOos_oxnaB-S9n4qY6KeO8KjcdFmnlIBSLDbp2yQEV3fzrp7DFuoG8z0OZ8Z9lc91LnxdLjNGvx5hiMV3G8eizvXxjD_aORw7brDq/s1444/Casteloes%20-%20Foto%20Dez%202017.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivbsNRAWqNKbw-bl1MUf9lAYjDn-x0ALzJe_Ov5_Qvm6ET3GZv4079u5bnIezuN7OdusBtSW5Jog5lb_b6ONoxOos_oxnaB-S9n4qY6KeO8KjcdFmnlIBSLDbp2yQEV3fzrp7DFuoG8z0OZ8Z9lc91LnxdLjNGvx5hiMV3G8eizvXxjD_aORw7brDq/w640-h640/Casteloes%20-%20Foto%20Dez%202017.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com obras interpretadas por músicos e conjuntos internacionais desde 2003 – grupos de câmara da Europa, Ásia e Américas - o pianista e compositor carioca Luiz Castelões, radicado em Juiz de Fora, se lança em outras fronteiras, mais especificamente as tecnológicas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Doutor em música pela Universidade de Boston e, desde 2009, professor de composição na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o músico estreia, em uma nova colaboração com o produtor juizforano Nando Costa, “Black MIDI” (Midi Negro), uma suíte em quatro movimentos para disklavier, uma espécie de “piano robô” da Yamaha, que vem sendo desenvolvido há 40 anos. No Brasil, além de pouco conhecido, o instrumento carece de repertório mais significativo – há apenas algumas experimentações, porém, sem registro de obras completas escritas para ele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O vídeo registrando o “piano robô” executando a obra acaba de ser lançado no YouTube (&lt;/span&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=EjA-I4sRyMU&amp;amp;fbclid=IwAR1g5uSuIDZz_jU1yOPnunKHnBORZ8jruXJBjmUyVTbw9dhuCmsyiqd8HAk" target="_blank"&gt;https://www.youtube.com/watch?v=EjA-I4sRyMU&lt;/a&gt;&lt;span&gt;) e desperta perplexidade pela desenvoltura, exatidão precisão na interpretação da máquina. A música tem uma longa história de máquinas que tocam sozinhas – por exemplo, o Museu de Utrecht (Holanda) tem uma vasta coleção de caixinhas de música e dispositivos automáticos de séculos atrás – e, no caso do piano, é natural a associação com a pianola, uma espécie de “avô do disklavier que tocava sozinha, lendo rolos perfurados, mas sem as potencialidades da era digital.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A obra de Luiz Castelões é parte de uma série de outras do compositor feitas para serem tocadas por máquinas e sucede ao lançamento de seus “2 Realejos Digitais” para sintetizador solo, estreada em novembro de 2022 pelo pernambucano Henrique Vaz e também disponível no YouTube.  “A utilização de máquinas ou robôs para executar música não tem por objetivo substituir o ser humano”, afirma Castelões, “mas apenas possibilitar que a imaginação musical possa ultrapassar as limitações do corpo humano e, assim, criar música que seria impossível de ser tocada por seres humanos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Assim, a obra inclui velocidades e texturas humanamente impossíveis em sua partitura, mas, sem perder o lirismo. “Estaríamos perante um robô já humanizado, sentimental, musical? A conferir!”, comenta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A música de Luiz Castelões começou a ser executada por artistas estrangeiros, primeiramente, na América Latina, chegando aos Estados Unidos em 2005 e, em seguida, na Europa, em 2013. Já foi estreada e gravada por grupos internacionais como o East Chamber Music (Canadá, 2022), Roadrunner Trio (Holanda, 2020), o Ensemble Linea (França, 2019), o Aleph Gitarrenquartett (Espanha, 2019), o Ecce Ensemble (França, 2018), o Ensemble Mise-En (Coreia, 2018 e 2017), o Quartetto Maurice (Itália, 2016 e 2014) e o Mivos Quartet (Espanha, 2015).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com influências da música popular brasileira, da música de câmara contemporânea e do universo pop, sua obra recebeu prêmios como os do Ibermúsicas (2015), Escola de Música da UFRJ (menção honrosa, 2012), Festival Primeiro Plano (Melhor Som, 2003) e Funarte (Prêmio da XIV bienal de música brasileira contemporânea, 2001).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:56 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/brasileiro-compoe-peca-para-piano-robo</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/brasileiro-compoe-peca-para-piano-robo</guid></item><item><title>Filho de Paulo Leminiski e Salvadores Dali recriam "Dor Elegante"</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiE9VRsV-fgGgPVozmTTDyYSMCICYokK3ezacWkyIHIAnDW9r3L35PvZgyswINrG4qmL2n93bDpBtm6pVG48eyhRHtSixRUanPbACcr1voL-kycJt7F-2Q4yfUXF6JgTvU6ht2sM3bENCR2GYpBiL7B9du6VrD22hwAqImIDqNfBCqla8iK42LPZuuR/s6000/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiE9VRsV-fgGgPVozmTTDyYSMCICYokK3ezacWkyIHIAnDW9r3L35PvZgyswINrG4qmL2n93bDpBtm6pVG48eyhRHtSixRUanPbACcr1voL-kycJt7F-2Q4yfUXF6JgTvU6ht2sM3bENCR2GYpBiL7B9du6VrD22hwAqImIDqNfBCqla8iK42LPZuuR/w640-h426/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A extensa obra literária de Paulo Leminski, frequentemente lembrada e imortalizada em homenagens, teses acadêmicas e produções artísticas diversas, ganha mais um capítulo. Revelado como filho legítimo do autor brasileiro pelo jornalista Toninho Vaz, em 2001, na biografia “O bandido que sabia latim” (Ed. Record) – na época, lançada pela Editora Nossa Cultura e que enfrentou reações da família do poeta paranaense, chegando, inclusive, a ficar fora do mercado por anos – o músico curitibano Paulo Leminski Neto retoma suas verdadeiras origens e, com o grupo carioca Salvadores Dali, lança uma nova versão de “Dor Elegante”, originalmente musicalizada por Itamar Assunção nos anos 90 em cima de letra do poeta, e mais tarde gravada, entre outros, por Zélia Duncan e Chico César.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Para consagrar esse inesperado encontro com o filho do poeta tão popular na década de 1980, os Salvadores produziram um videoclipe musical, filmado na Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio de Janeiro. Para a produção também ser elegante, capturaram influências de alguns clássicos do cinema cult. O clipe conta ainda com a participação da cantora Nay Duarte atuando como modelo. O lançamento será precedido de uma live com o biógrafo que revelou toda a história da paternidade omitida, e a data não poderia deixar de ser o aniversário do poeta, 24 de agosto, quando Leminski faria 78 anos de idade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nos idos da década de 80, o poeta curitibano Paulo Leminski era a maior influência nas letras da banda de adolescentes que mais tarde daria origem aos Salvadores Dali. Mas o grupo carioca nunca imaginaria que, mais de 30 anos depois, uma amizade tão forte dos músicos se formaria com o primogênito do poeta. O fato é que Paulo, depois de voltar de Curitiba, com certidão de nascimento retificada, ele se hospedou no Rio de Janeiro justamente na casa de Nelson Ricardo, compositor dos Salvadores Dali. Desse encontro é claro que rolaria muita música - Paulo foi vocalista de “Robertinho do Recife e Metalmania” e “X-Rated”, abrindo shows do “Faith no More”, “Korn” e “Quiet Riot”. Coincidentemente, os Salvadores justamente naquele momento se encontravam sem vocalista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Assim, imediatamente a interação musical se expandiu para um novo projeto do grupo: refazer "Dor Elegante" como música, abandonando a composição original de Itamar Assunção, propondo nova melodia e harmonia e explorando novos horizontes para a antiga poesia. O toque final seria a inserção de um rap com letra de Leminski Neto, no meio da nova música. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Desse modo, com um pop rock mais contemporâneo, eles conseguiram fazer uma nova subversão, conceito que a banda criou para definir suas versões iradas de composições não autorais. Vamos lembrar que eles já fizeram isso com Noel Rosa, durante o primeiro ano da Pandemia, e depois com “Bella Ciao”, que viralizou em setembro 2021.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Mas dessa vez seria um desafio ainda maior”, diz o guitarrista Marcio Meirelles, “afinal mexer com a conexão melopoética de uma canção já consagrada poderia ser considerado um sacrilégio ainda maior do que apenas fazer um novo arranjo. Além disso saímos de nossa zona de conforto que era o rock dos anos 80 e mergulhamos num som bem mais contemporâneo.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;"O tema da letra também foge completamente do humor registrado no EP de Noel dos Salvadores, ou da rebeldia revolucionária que eles encontraram em ‘Bella Ciao’”, lembra Paulo Leminski Neto, atual vocalista do grupo. “Em 'Dor Elegante', o grupo mudou radicalmente, passou a lidar com um universo denso. É a poesia do gênio adoecido e que, apesar do sofrimento, não renuncia à potência, à sobriedade e ao vitalismo. Não se trata, portando, de esconder a dor, como faz a geração do Instagram, mas apesar da dor, ser capaz de continuar heroicamente seguindo a vida.”&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Assista ao videoclipe:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://segundocliche.blogspot.com//bit.ly/dor_elegante%20" target="_blank"&gt;bit.ly/dor_elegante &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:56 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/filho-de-paulo-leminiski-e-salvadores-dali-recriam-dor-elegante</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/filho-de-paulo-leminiski-e-salvadores-dali-recriam-dor-elegante</guid></item><item><title>Poeta premiada escreve livro para "homem inventado"</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGODt6bZOTKDch4xzw2lsf7BPGCVzGXLROmfRY07xuiV0GYoD4XzRMADsS0o0pAhDCZuSzhZJprKXANRqEjtwGCVa3uryKUq8L7SjEXbh5-ghyHrX6MWMr6rkc70JMvU2lHQJDl7y-HUoZV7U5DIphhE8h6JryN5UzuRftQWTTVpS29pg8P4nh6Z9Y/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGODt6bZOTKDch4xzw2lsf7BPGCVzGXLROmfRY07xuiV0GYoD4XzRMADsS0o0pAhDCZuSzhZJprKXANRqEjtwGCVa3uryKUq8L7SjEXbh5-ghyHrX6MWMr6rkc70JMvU2lHQJDl7y-HUoZV7U5DIphhE8h6JryN5UzuRftQWTTVpS29pg8P4nh6Z9Y/w426-h640/segundo.jpg" width="426"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;Denise Emmer venceu o Prêmio Alceu Amoroso Lima&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Vencedora do Prêmio Alceu Amoroso Lima Poesia e Liberdade 2021, Denise Emmer está lançando o livro “O Amor Imaginário” (Editora 7 Letras, 112 páginas), cuja primeira sessão, um poema único dividido em 12 partes, é dedicada a Arquimedes, um “homem inventado” por quem se apaixonou aos 15 anos. Denise é filha dos consagrados novelistas e escritores Dias Gomes e Janet Clair.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Eu o via caminhar na orla da Lagoa, nas calçadas próximas à minha casa, no ônibus ao voltar da escola, sentado numa das poltronas. O semblante magro, a barba negra, o olhar para lugar nenhum (...) Todas as vezes que tentava lhe falar, ele desaparecia e eu sofria com sua partida, naquela que foi a minha primeira sensação do amor.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Na contracapa, o poeta, ensaísta e tradutor Alexei Bueno realça que o amor imaginário de Denise Emmer alcança, por ser imaginário, “uma superioridade sobre os reais, a de não estar condenado, por não existir, à desaparição pela senectude, pois o amor possui esse estranho e duvidoso privilégio — fora os casos de extinções precoces — de morrer antes da morte”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Para Bueno, o poema que dá nome ao livro “segue e confirma algumas das trilhas líricas características da autora, como a extraordinária, inusitada e muito livre riqueza metafórica, unida a uma rica imagética na qual a presença da natureza e a da paisagem urbana disputam espaço”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No texto de apresentação, outro nome consagrado da poesia brasileira, Álvaro Alves de Faria, comenta os escritos recentes da autora sobre as recordações juvenis, destacando que “a elaboração de um poema exige dor e uma certa tímida alegria que deve existir em algum lugar do mundo”, relacionando com os textos da autora, cujas “palavras são densas, como denso é o poema e mais densa a poesia que envolve todo este universo cada vez mais pungente, mais aberto, assim como se viver fosse mergulhar no desconhecido para sentir o que apenas se imagina”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Na segunda parte do livro, Denise mantém a mesma linguagem delicada e elegante da primeira, trazendo à tona, agora, sua paixão pela música e pelo violoncelo. Com o título “Poemas de cordas &amp;amp; almas”, a autora utiliza os elementos da palavra e da música para “narrar um universo de encantamento construído especialmente com o amor”, comenta Faria, destacando que “a poeta caminha então pela música até chegar aos poemas de amor em que a delicadeza da palavra se torna maior para dizer dessa viagem a que se deixa levar, mas sempre com a música na memória”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A vocação para a música sempre se fez presente em suas expressões artísticas. Inicialmente bacharela em Física, Denise buscou a formação, logo em seguida, no Bacharelado em Música (violoncelo), despontando, no início dos anos 80, como compositora e cantora. Com vários CDs gravados, também integra, como violoncelista, orquestras e grupos de câmera. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span&gt;pesar da versátil personalidade, a essência de sua criação, é, fundamentalmente, a poesia, conquistando importantes títulos, como o Prêmio ABL de poesia 2009 (Academia Brasileira de Letras), o Prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), o Prêmio José Martí (Unesco) e Prêmio Olavo Bilac (ABL), dentre muitos outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Enquanto poeta, participou de relevantes antologias da poesia brasileira, tais como “41 poetas do Rio” (org. Moacyr Félix, Minc), “Antologia da Nova Poesia Brasileira”(org. Olga Savary, Ed Hipocampo), “Poesia Sempre” (Fundação Biblioteca Nacional), bem como das Revistas Califórnia College of the at Eleven (EUA), Newspaper Surreal Poets, (EUA), Revista da Poesia (Metin Cengiz -Turquia), Revista Crear in Salamanca (Espanha) - traduzida pelo poeta Alfredo Pérez Alencart. Participou do XXVI Encuentro de Poetas Ibero-Americanos 2021 (Salamanca - Espanha) e da Antologia “New Brazilian Poems” edição e tradução Abay K.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Comprar online:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://7letras.com.br/livro/o-amor-imaginario/"&gt;https://7letras.com.br/livro/o-amor-imaginario/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:56 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/poeta-premiada-escreve-livro-para-homem-inventado</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/poeta-premiada-escreve-livro-para-homem-inventado</guid></item><item><title>Maria Rita Stumpf canta o Brasil profundo em seu novo álbum</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_g4adapl9V5hqb-l9hlvITV238btcSFme7b7xNX_chtDQOWR5wNNI9R7QQk_DEIhoOaSAe-n2I9Q-jiBjj5unMuA9uK_zg7HC5P4oSWvKV9PtTdLPmewCAJyPk2VEKc8tCJ0dY09YR-rdZhV610PG-fTQUG5TGiKmbS52XwAUj4in61gojTTlR1fW/w640-h426/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;Maria Rita Stumpf: novo álbum é "um e um desafio"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_g4adapl9V5hqb-l9hlvITV238btcSFme7b7xNX_chtDQOWR5wNNI9R7QQk_DEIhoOaSAe-n2I9Q-jiBjj5unMuA9uK_zg7HC5P4oSWvKV9PtTdLPmewCAJyPk2VEKc8tCJ0dY09YR-rdZhV610PG-fTQUG5TGiKmbS52XwAUj4in61gojTTlR1fW/s6192/segundo.jpg"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O canto forte, visceral e presente da gaúcha Maria Rita Stumpf volta a entoar o Brasil mais profundo em seu mais novo álbum “Ver tente”, o quarto da carreira. Disponível nas plataformas digitais, o lançamento reverbera a pluralidade sonora das aldeias indígenas, da serra gaúcha, do caos urbano e da latinidade brasileira. Dois anos depois de seu elogiado álbum “Inkiri Om” –, lançado em 2020 durante a pandemia e no embalo da redescoberta de seu primeiro álbum “Brasileira” (1988) por DJs e produtores de influentes pistas europeias (2017) – Maria Rita Stumpf regrava em dez faixas suas composições autorais e resgata um cancioneiro de grandes nomes da MPB, com a participação de uma constelação de instrumentistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O título do álbum, com as palavras separadas, dá o impulso para a criação, rompendo fronteiras, indo além de algum lugar ou ideia. Nada aparece em vão na obra da artista revelada nos festivais de música do Rio Grande do Sul, que gravou nos anos 80 e 90 ao lado de Luiz Eça, Ricardo Bordini e do grupo mineiro Uaktí. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A faixa de abertura, “Vertente”, em palavra única, sinaliza a transgressão proposta, anunciando também o som de rio fluindo, deixando as águas seguirem com destino ao desconhecido, ao novo – talvez para um lugar de calmaria, talvez para um abismo, - rumo ao incerto. Lançada em 1984 no festival X Vindima da Canção Popular de Flores da Cunha (RS), registrada na época em uma gravação ao vivo, com a própria compositora ao violão, a faixa-título ganha nova gravação, de janeiro de 2022, em arranjo ousado de Danilo Andrade e participações de Kassin Kamal (baixo e guitarra cítara) e Orlando Costa (percussão),  já estabelecendo o conceito do álbum. A mesma música aparece em outra versão, de 1993, no fim do álbum, misturando sons da cidade, do cotidiano e da farra de crianças livres. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A delicada “Melodia de Veludo”, em arranjo de Ricardo Bordini, o mais antigo parceiro da compositora, é desenhada pela harpa de Cristina Braga e o clarinete de José Batista Junior. Os ritmos telúricos e eletrônicos aparecem na forte “Troca de Dono” e no “Cântico brasileiro nº 3”, sua mais conhecida música, aqui em sua primeira gravação, ao vivo no Festival Musicanto de 1984. Com delicadeza, a cantora segue por “Mata Virgem”, lado B da obra de Raul Seixas recriada com arranjo para violão, charango e violoncelo por Lui Coimbra. Outra releitura traz um grande clássico de Dorival Caymmi, “O Vento”, com participação especial na flauta e na voz de Danilo Caymmi e base de Marcos Suzano. Ao toque do teclado de Farlley Derze e do contrabaixo de André Santos, Maria Rita Stumpf mostra novos e agudos caminhos no “Açaí” de Djavan.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“San Vicente”, clássico do Clube da Esquina, celebra os 80 anos de Milton Nascimento, parceiro de Fernando Brant na música. A artista propõe, ao lado do pianista Farlley Derze, uma concepção diferente da canção, que cresce acompanhando o canto, culminando pelos ritmos do bombo leguero e do charango numa grande festa popular. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A icônica “Pavão Mysteriozo”, une gravação de 1993 nos dois primeiros minutos e de 2022 nos dois últimos, ressalta o caráter atemporal da música de Ednardo. A conclusão contemporânea se desenvolve a partir do piano de Danilo Andrade, resgatando a melodia onde havia parado, expandindo-a junto à voz da cantora, que valoriza a poesia e a melodia da música, cuja letra foi inspirada em um cordel chamado "O Romance do Pavão Misterioso".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;"Ver Tente é um convite e um desafio”, diz Maria Rota, que complementa: “O nome do álbum surgiu a partir do título de minha composição "Vertente", que tem como primeira frase 'Calar o som que não verte luz!'  Em tempos de fake news,  barbáries e informação controlada em diferentes níveis, tentar ver é essencial. Depois de retornar aos palcos e estúdio com Inkiri Om, Ver Tente completa um ciclo criativo e de vida”, conclui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Videoclipe&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Simultaneamente, a artista está lançando o videoclipe de uma de suas canções mais icônicas, “Cântico Brasileiro nº3” (Kamaiura), composta por ela em 1978, quando um grave conflito acontecia no noroeste do Rio Grande do Sul, mais precisamente na terra indígena dos Kaingáng, em Nonoai. Gravada pela primeira vez em 1984 no Festival Musicanto (RS), a faixa recebeu, em 1988, arranjo do lendário grupo Uaktí - naquele ano, Maria Rita era indicada como Revelação Feminina no Prêmio Sharp – e está presente no novo álbum “Ver Tente”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Filmado na cidade do Rio de Janeiro e na Aldeia Topepeweke, no Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso, o clipe tem atuação de Kaingángs e Waujas. Direção, roteiro e edição foram realizados a quatro mãos por Henrique Santian, que também foi responsável pela direção de fotografia e captação das imagens, e Maria Rita Stumpf.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Além da artista, participam das filmagens representantes de diferentes povos: Vãngri Kaingáng, ativista, professora, escritora e artista visual, nascida no Rio Grande do Sul e residente no Rio de Janeiro, e Piratá Waurá, professor e documentarista, residente na Aldeia Pyiulaga, no Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso, são presenças marcantes no clipe, ao lado do povo da Aldeia Topepeweke da etnia Wauja, o performer Douglas Peron, que aparece em uma máscara de um Apapaatai, um ser espírito, raptor de almas, comum no Alto Xingu e muito importante na etnia Wauja, que teve seu nome corrompido para Waurá (pela cultura branca).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Maria Rita Stumpf&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Gaúcha de Aparados da Serra, atualmente radicada em São Paulo, Maria Rita Stumpf teve, em 2017, sua carreira redescoberta mundialmente a partir de remixes de música eletrônica, com a consequente reedição de seu álbum “Brasileira” em LP e o lançamento, no exterior, do EP “Brasileira – Remixes”, abrindo caminho para o seu retorno aos palcos e estúdios. O álbum de 1988 foi gravado por Ricardo Bordini, o Grupo Uaktí e Luiz Eça, com quem desenvolveu longa parceria até 1992, quando Eça faleceu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 1993 lançou o CD “Mapa das Nuvens”, com músicos como Marcos Suzano, Danilo Caymmi, Farlley Derze, Lui Coimbra, André Santos e Eduardo Neves, preservando as gravações com Eça e Grupo Uaktí pois o vinil desaparecia, substituído pelo Compact Disc. Porém, a partir de 1993 começou a se dedicar integralmente à atividade de produção frente à Antares, afastando-se dos palcos como artista, mas trazendo ao Brasil e países da América do Sul os mais importantes nomes da cena artística mundial, como Mikhail Baryshnikov, Twyla Tharp, Pilobolus, American Ballet Theatre, Marcel Marceau, Jean Pierre Rampal e Philip Glass, dentre muitos outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Ouvir o álbum &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://tratore.ffm.to/vertente"&gt;&lt;span&gt;https://tratore.ffm.to/vertente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Assistir ao videoclipe&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://youtu.be/Zow8Ytju0zs"&gt;&lt;span&gt;https://youtu.be/Zow8Ytju0zs&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:56 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/maria-rita-stumpf-canta-o-brasil-profundo-em-seu-novo-album</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/maria-rita-stumpf-canta-o-brasil-profundo-em-seu-novo-album</guid></item><item><title>Edvaldo Santana pede mais humanidade em novo single</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1tTzlkrr3cZy8YbsHYkrxWQchwYma02R-dBzRr_dYkJq_W33s1RgTcb0YOXW8U1-u4HhRXv3ix-BMpPm8c5KqS9gujThG0__fgiVXQYiRXC7DGHnmbuG_VT9fG-6fsc4E0amZEQC-rXiDQV-2bp2DKTVBQu32gO_VtiEB1lhrr-IumQ_8FIGoG8Sr/s1280/edvaldo.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1tTzlkrr3cZy8YbsHYkrxWQchwYma02R-dBzRr_dYkJq_W33s1RgTcb0YOXW8U1-u4HhRXv3ix-BMpPm8c5KqS9gujThG0__fgiVXQYiRXC7DGHnmbuG_VT9fG-6fsc4E0amZEQC-rXiDQV-2bp2DKTVBQu32gO_VtiEB1lhrr-IumQ_8FIGoG8Sr/w640-h640/edvaldo.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O cantor e compositor Edvaldo Santana, um dos mais originais artistas da música popular brasileira, lançou o single "Eu Quero é Mais (Humanidade)", que pode ser ouvido nas plataformas de música. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Definido por Edvaldo como um "baião xaxado", que, segundo ele nos remete&lt;/span&gt;&lt;span&gt; "à cultura nordestina, uma de nossas mais importantes manifestações populares, potencializando a beleza estética, cultivada pelos nossos ancestrais", &lt;/span&gt;&lt;span&gt;o single foi gravado e mixado quase que totalmente online: cada músico gravou sua execução musical em seu home studio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A letra, também de Edvaldo Santana, fala, de acordo com o autor, "de um assunto bastante pertinente, que é a humanidade, que precisa ser resgatada em cada de um nós, para que os seres que habitam este planeta desenvolvam sua virtudes, baseadas no amor, na paz, no respeito aos animais, a natureza e as diferenças, promovendo a igualdade racial e social, eliminando o preconceito e a violência".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O single foi produzido no período de pandemia, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;desde a pré-produção dos arranjos, a preparação de cópias de áudios pelos técnicos e a captação instrumental do artista e dos músicos, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;utilizando os recursos tecnológicos que permitem cada trabalhar no local em que se encontra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Participam do single Luiz Waack (guitarra, Piracaia - SP), Reinaldo Chulapa (baixo, Barretos - SP), Leandro Paccagnella (bateria), Adriano Magoo (sanfona), Ricardo Garcia (percussão, São Paulo - SP) e &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Fernando Hernandes, com assistência de mixagem de Marcio Jacovani (Rio Preto - SP) na captação de&lt;/span&gt;&lt;span&gt; voz e violão de Edvaldo Santana, mixagem, edição e finalização. A capa é uma criação de Dennis Vecchionne.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:55 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/edvaldo-santana-pede-mais-humanidade-em-novo-single</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/edvaldo-santana-pede-mais-humanidade-em-novo-single</guid></item><item><title>Caverjets, a banda que toca rock anti-Bolsonaro</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8mTvJgsfa_IICcshqB0aYf40ztk7Yu4Pb_6JiI27BXYWIefJEwQiv5vEhu_0n7A5Y7xTo9CEcNcxfRqAfrtbqd0nT2dFIWxgNd4vMZ_y4i7QA0EQrvQdyCLZeLSbp4euIbuEG0Ay454WGPmqBZsOGRoUl73Owpt5b8N2ZClJF5wWoAvUjTw0Oh7bl/s3574/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8mTvJgsfa_IICcshqB0aYf40ztk7Yu4Pb_6JiI27BXYWIefJEwQiv5vEhu_0n7A5Y7xTo9CEcNcxfRqAfrtbqd0nT2dFIWxgNd4vMZ_y4i7QA0EQrvQdyCLZeLSbp4euIbuEG0Ay454WGPmqBZsOGRoUl73Owpt5b8N2ZClJF5wWoAvUjTw0Oh7bl/w640-h426/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;Foto: Fernando Valle&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O grupo carioca Caverjets chega às plataformas digitais com um álbum de estreia, “Manifesto Caverjético”, abordando a realidade sociopolítica do Brasil e do mundo, com muito humor, buscando a provocação e o debate de temas que estão na ordem do dia, como a legalização da maconha, o poliamor e a história peculiar do vocalista, usuário medicinal de CBD (substrato derivado da maconha) em função de uma dor crônica intratável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Transitando livremente por várias vertentes do rock - blues, rockabilly, ska, punk rock, hardcore e até o hard rock – o disco “Manifesto Caverjético” foi finalizado em 2020, porém foi não lançado devido à pandemia de covid-19. A banda foi formada em 2018 e conta com Xandão do Rock (vocal/baixo), Vitega (bateria/vocal) e Roginho (guitarra/vocal).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com produção musical - e execução dos instrumentos - assinada por Vicente Barroso (ex-baixista e cofundador da banda) e Guilherme Vaz (ex-guitarrista da banda), o álbum foi gravado, mixado e coproduzido por Raphael Dieguez no  estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, com masterização em fita analógica pelo estúdio Forestlab em PetrópolisJ. A gravação das baterias foi feita pelo ex-integrante Livio Medeiros. O design e arte do disco contam com a assinatura do icônico ilustrador Cristiano Suarez, que causou polêmica em 2019 ao criar um pôster para a lendária banda de punk rock americana Dead Kennedys.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ao longo de toda a pandemia, a partir de março de 2020, a banda lançou, porém, singles, também em formato de videoclipes. Em abril de 2020, o single “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios”, que compõe o álbum “Manifesto Caverjético”, aborda a invasão do discurso religioso na política nacional e a  imunidade fiscal sobre todos os impostos e demais tributos para os templos de qualquer culto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 2021, a banda lançou mais três novos singles: o primeiro, "Prato do Dia", apresenta, de forma humorada e ácida, críticas ao posicionamento conturbado da política atual, sobrando provocação à “grande massa” que teria sido manipulada e se tornado “coxinhas reaças”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No mês de abril, foi a vez de “Genocidas”, discorrendo sobre as péssimas opções na presidência e vice-presidência brasileiras. Em seguida, uma versão e adaptação de ''Caminhando e Matando'', abordando de forma extremamente irreverente, mas não menos bélica, o genocídio e escolhas presidenciais que levaram o país a mais de meio milhão de mortos por covid-19: “Ignoro a ciência sem pudor / Sigo negando a vacina / Te empurrando cloroquina / Mato tudo e mato todos onde eu vou”, trecho com explícita referência a Jair Bolsonaro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Último lançamento, “A Grande Mentira”, uma das mais provocativas, foi lançada, juntamente com o videoclipe, no dia 7 de setembro para provocar e contestar a independência do Brasil, atacando a submissão dos políticos ao mercado financeiro, a ligação entre poder e dinheiro, associando o presidente da República ao 666, o famigerado "número da besta", citado no livro Apocalipse da Bíblia. Todos os singles já lançados estão disponíveis nas principais plataformas digitais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Site: www.caverjets.com&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Instagram: @caverjets&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Youtube: Caverjets Oficial&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Facebook: Caverjets&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Tikok: Caverjets&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Spotify, Deezer, Apple Music e demais streamings: Caverjets&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:55 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/caverjets-a-banda-que-toca-rock-anti-bolsonaro</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/caverjets-a-banda-que-toca-rock-anti-bolsonaro</guid></item><item><title>Armando Lobo reinventa a música nordestina</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img border="0" height="424" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjvsVLAxL87qctqV9Vgsxhc6UcCXF5IiKC3-Q3NjnORnshMYyZSNP0Sl3F8lkmcstqqh1jLydPbXKKe4QTYZ9DXohSZBzJE_tKRN1wEtwytrK2tw-L_H7DXpEjUBjPWVG0fRLaOMaTprL50mCwAKpsPFXG6kHNHZDoBCLQMSIfhcshdZuM5YMGCCpPx=w640-h424" width="640"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;Armando Lobo: novo álbum é divido em popular e erudito&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjvsVLAxL87qctqV9Vgsxhc6UcCXF5IiKC3-Q3NjnORnshMYyZSNP0Sl3F8lkmcstqqh1jLydPbXKKe4QTYZ9DXohSZBzJE_tKRN1wEtwytrK2tw-L_H7DXpEjUBjPWVG0fRLaOMaTprL50mCwAKpsPFXG6kHNHZDoBCLQMSIfhcshdZuM5YMGCCpPx=s4928"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O compositor e multiartista pernambucano Armando Lôbo chega ao seu quinto álbum solo desafiando, mais uma vez, ortodoxias de gêneros e estilos musicais. “Veneno Bento” faz uma leitura simbólica e inovadora do sertão nordestino, sua força solar, a religiosidade, a música dos cantadores, das feiras e a vastidão dos espaços. As canções usam estilos regionais como aboio, xote, baião e outros, sempre de maneira ousada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O álbum é dividido em duas playlists, uma popular arrojada e outra com música contemporânea de concerto. A formação instrumental das faixas é bastante inusitada, buscando um espectro sonoro agressivo e brilhante, como um excesso solar. Na parte popular do álbum, as letras das canções escapam da obviedade, usando uma abordagem por vezes filosófica e expressionista, de alta voltagem poética. O material musical de influência popular não é usado de forma previsível em nenhum arranjo, pois a técnica composicional de Armando é bastante diversificada em nuances polifônicas e timbrísticas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A playlist erudita fecha o álbum com quatro peças de formação contrastante, todas fazendo referência ao universo nordestino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Veneno Bento” também está sendo lançado em formato audiovisual, com cenas colhidas na zona rural de Bezerros, no agreste pernambucano, propondo um desfile de arquétipos, tendo como maior ponto de referência a figura humana e estética do vaqueiro. O álbum audiovisual tem um formato inédito contendo videoclipes, lyric videos, videopartituras e uma obra “eletrovisual” (“Alquimia da Zabumba”), cuja edição videográfica segue o modelo especulativo da composição eletroacústica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Na playlist popular, o eletrobaião “Sertão Satori” tem letra que combina simbolismo religioso hindu com uma imagética sertaneja, enquanto “Fera do Sol” traz uma harmonia densa sobre pulsação em compasso 7x8. A letra, um poema de tons expressionistas, é entoada por Luiza Fittipaldi e Armando Lôbo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A faixa-título “Veneno Bento” é uma parceria entre o compositor mineiro Rodrigo Zaidan e Armando Lôbo, marcada por uma harmonia dissonante e letra que revela o sentido poético do álbum. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Clássico do repertório de Luiz Gonzaga, “A Morte do Vaqueiro” ganha versão novíssima e inusitada, com backing vocal de Sue Ramos inspirado no aboio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Já “Abismo”, Armando apresenta um “aboio progressivo psicodélico”, com letra escatológica que é um soneto inspirado na poesia de Ariano Suassuna. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Xote de harmonia sofisticada e letra metrificada à moda dos repentistas, “Disparo” tem a participação de Surama Ramos que divide os vocais principais com Armando. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Canção do escritor e compositor paulista Luciano Garcez, “Incelenças” tem letra que reflete em plano sertanejo o amor cortês medieval.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A playlist de caráter mais erudito abre com “Aboio e Disparada”, dividida em dois momentos: Aboio homenageia a estética micropolifônica do compositor húngaro György Ligeti, e Disparada tem influências de Villa-Lobos e do compositor russo Alfred Schnittke. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Composição imagética para flauta, acordeão, violino e violoncelo, “Tocaia” propõe uma alucinação sonora dos últimos momentos de Lampião e seu bando. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Inspirada na música dos ternos de pífanos, a peça "Hubris Cabocla" foi criada para uma combinação instrumental bastante inédita: dois pífanos, dois violoncelos, trombone baixo e percussão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Já "Alquimia da Zabumba" é uma peça eletroacústica que usa apenas sons extraídos de uma zabumba com baquetas, mãos e bolinhas de gude.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Assistir na íntegra "Veneno Bento"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://youtu.be/fcWjEZg92EY%20" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;https://youtu.be/fcWjEZg92EY &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Ouvir online&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://onerpm.link/337561643650"&gt;&lt;span&gt;https://onerpm.link/337561643650&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://classic.onerpm.com/disco/album?album_number=337561643650"&gt;&lt;span&gt;https://classic.onerpm.com/disco/album?album_number=337561643650&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Mais informações &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.armandolobo.com/veneno-bento%20" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;https://www.armandolobo.com/veneno-bento &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Show de lançamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;17/2, quinta-feira, às 20 horas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:55 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/armando-lobo-reinventa-a-musica-nordestina</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/armando-lobo-reinventa-a-musica-nordestina</guid></item><item><title>Max Riccio revive violão do início do século XX</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhQw7WMEA1KcuredUwEI1xiR3F_oN1TBt5YsIpqCUux7UnyOhf-UKQrqhMYlFKkHM1t33QKDFkOjnaECGUIUDOtuJ0VLoyugZ3k8zBqu9xalBTJzJ3y_zuP3DBxe11lYmy3Zyxy9D6RgRlzCA17k_PVE3r3hS4wQUWHXags6p4-uRe_uDsCP8xczxj1=s5760"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhQw7WMEA1KcuredUwEI1xiR3F_oN1TBt5YsIpqCUux7UnyOhf-UKQrqhMYlFKkHM1t33QKDFkOjnaECGUIUDOtuJ0VLoyugZ3k8zBqu9xalBTJzJ3y_zuP3DBxe11lYmy3Zyxy9D6RgRlzCA17k_PVE3r3hS4wQUWHXags6p4-uRe_uDsCP8xczxj1=w640-h426" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Foi a partir de uma foto, provavelmente de 1916, imortalizando o encontro de três grandes violonistas da época, que o intérprete e educador Max Riccio, se interessou pela obra de Quincas Laranjeiras, João Pernambuco e Agustín Barrios. Em seu novo EP “Retrato Carioca”, uma alusão direta à fotografia tirada na loja Cavaquinho de Ouro, na Rua Uruguaiana, no Centro do Rio de Janeiro, onde se vendiam e se fabricavam instrumentos musicais, Riccio busca eternizar cinco obras desses compositores, usando até mesmo, na gravação, uma réplica do violão Torres, com encordoamento de tripa, o mais usual naquele período. Atuando solo e em música de câmara, o intérprete, natural de Natal (RN), é conhecido por seu  trabalho de pesquisa de repertório e também pela utilização de réplicas de instrumentos históricos, como também os encordoamentos e recursos utilizados em cada período artístico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Do pernambucano Quincas Laranjeiras, Max Riccio gravou “Prelúdio em Ré”, “Valsa para violão” e “Dores d’Alma”. Precursor do ensino de violão por partitura e decisivo na formação dos mais importantes violonistas de sua época, Quincas Laranjeiras, ou melhor, Joaquim Francisco dos Santos, foi decisivo na formação dos mais importantes violonistas da época, como Zé Cavaquinho, Levino Albano da Conceição, Gustavo Ribeiro, Donga e Antônio Rebello, entre outros. Nascido em Olinda (PE), com um ano de idade se mudou com a família para o Rio de Janeiro, em 1874, estabelecendo-se no bairro de Laranjeiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Já de autoria de João Pernambuco, Riccio interpretou “Sons de Carrilhões”. Nascido em 1883, o compositor e violonista mudou-se para o Rio de Janeiro em 1904 e, em poucos meses, passou a morar em uma pensão em que viviam Pixinguinha e Donga, que também era frequentada por músicos e intelectuais, como o violonista e improvisador Sátiro Bilhar e o poeta Catulo da Paixão Cearense. Torna-se rapidamente conhecido nesse círculo e a apresentar-se em residências de famílias de elite, como a casa de Ruy Barbosa e Afonso Arinos. Em 1914, formou o Grupo Caxangá, com sete integrantes, entre eles Pixinguinha e Donga, lançando moda no Rio com sua caracterização sertaneja. Com os dois amigos músicos, integrou também, mais tarde, o conjunto Oito Batutas, excursionando pelo Brasil e exterior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O paraguaio Agustín Barrios, músico que completa a tríade registrada na fotografia da época, é lembrado no EP com sua “Una limosna por el Amor de Dios (El último trémulo)”. Também conhecido pelo apelido de Mangoré, Barrios é o mais reconhecido violonista e compositor paraguaio de música clássica. Iniciou sua carreira pelo violão, o qual tocava desde a infância, chegando a participar da Orchestra Barrios, composta por membros de sua própria família. Alternava o violino com a flauta e a harpa, embora mais tarde tenha escolhido o violão como seu instrumento principal. A partir de 1910, aprimorou o estudo do instrumento e então passou a participar de concertos no México e Cuba, seguindo depois por toda a América Latina e pelo mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEi1JHR4kYBDJzu4yrAPsgQ7pKiJJM6DZSP6hzsdu0002fWY1ph3Xlt91CnRP_cdU3U0cO2P8o2PfGyP2w-HoAUOCBG0ic6oV-ATtZSLyZl1xSgAxPJyknlRkmBLlZ2afUP6KPAXwrkbGkVQEHe8ZCc-byo0O-vH2GWk5TheoLv5FGYsqMY97TxZ7eAa=s1600"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEi1JHR4kYBDJzu4yrAPsgQ7pKiJJM6DZSP6hzsdu0002fWY1ph3Xlt91CnRP_cdU3U0cO2P8o2PfGyP2w-HoAUOCBG0ic6oV-ATtZSLyZl1xSgAxPJyknlRkmBLlZ2afUP6KPAXwrkbGkVQEHe8ZCc-byo0O-vH2GWk5TheoLv5FGYsqMY97TxZ7eAa=s320" width="320"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Doutor em musicologia, com mestrado em práticas interpretativas, o professor de violão da UFRJ e pesquisador da Biblioteca Nacional Humberto Amorim destaca que no EP “Retrato Carioca” todo “o cuidado musicológico se coaduna a interpretações absolutamente envolventes, criativas e fiéis ao estilo interpretativo do repertório, conferindo vida única a páginas musicais de três personagens decisivos na trajetória do instrumento no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Para o pesquisador, “o resultado é um mágico ambiente sonoro que parece nos transportar diretamente para um salão de concerto do século XIX ou décadas iniciais do XX, como se entrássemos em um túnel do tempo que nos leva ciclicamente do presente ao passado e do passado ao presente, em uma espécie de espiral eterna". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Natural de Natal, Max Riccio se formou bacharel em violão pela Escola de Música da UFRJ. É mestre pela Unirio no programa de mestrado profissional, sob a orientação de Nicolas de Souza Barros e Ermelinda Paz Zanini, desenvolvendo o livro “O Violão Entrou na Roda: um Guia Prático para Principiantes”, publicado pela Editora Irmãos Vitale. Ultimamente, no duo The Biedermeiers, que compõe junto com Rubens Küffer, tem tido uma notável presença no cenário da música erudita nacional, com apresentações no programa “Partituras”, da TV Brasil, totalmente dedicado ao duo, e no programa Antena MEC FM, da Rádio MEC FM (Rio de Janeiro).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; Em 2018 e 2020 também atuou junto com a cantora Aline Talon no Duo Iara, atuando em diversas salas de concertos no circuito nacional, transmissão de concerto ao vivo pela Rádio MEC FM e participação na edição 2020 do Festival de Inverno de Petrópolis e Nova Friburgo. Como solista, vem se apresentando regularmente em importantes séries de concerto do Rio de Janeiro e festivais internacionais e nacionais de violão. Também tem participado de diversos programas de rádio e TV, podendo destacar gravações de obras inéditas de Quincas Laranjeiras no programa Violões em Foco da Rádio MEC FM, bem como a participação na trilha sonora de novelas da Rede Globo, como “O Astro” (Remake 2011) e “Gabriela” (Remake 2012). Nesses, toca alaúde árabe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:55 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/max-riccio-revive-violao-do-inicio-do-seculo-xx</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/max-riccio-revive-violao-do-inicio-do-seculo-xx</guid></item><item><title>Festival Levada comemora dez anos com quatro dias de shows</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-VkgadVXrNzw/YbDx2qma7fI/AAAAAAAArj8/qzdM32nGShIfRa50Bh4h9JVLsd3FB47MgCNcBGAsYHQ/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="432" src="https://1.bp.blogspot.com/-VkgadVXrNzw/YbDx2qma7fI/AAAAAAAArj8/qzdM32nGShIfRa50Bh4h9JVLsd3FB47MgCNcBGAsYHQ/w640-h432/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;Carne Doce faz o show de abertura do festival, nesta quarta-feira&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O Festival Levada comemora dez anos de existência com shows de grandes artistas e promessas da música brasileira independente. Entre esta quarta-feira, 8 ao sábado, 11 de dezembro, o festival irá realizar sua primeira etapa no Teatro Rival Refit, no Rio de Janeiro, com ingressos a R$ 20.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;"O Levada completa uma década e se mantém fiel à sua ideia inicial de mostrar o quanto a música brasileira continua pujante e diversa. Mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia, a classe artística teve uma produção rica e, de certa forma, foi responsável por amenizar o sofrimento da sociedade, que se viu obrigada a enfrentar o isolamento social. Para a primeira etapa dessa edição comemorativa, no Rival, teremos quatro apresentações que comprovam o que eu estou dizendo”, explica o curador Jorge Lz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Julio Zucca, sócio da Zucca Produções, é o responsável pela realização  do projeto, que se tornou um dos mais importante festival de música do país, por trazer aos palcos cariocas talentos do Brasil inteiro, antes deles aparecerem de forma mais constante em outros festivais e para a mídia. “Esse, aliás, é um dos pilares do Levada - que desde 2018, se antecipou ao mundo, ao transmitir ao vivo na Internet as suas apresentações. Em 2021, com todos já acostumados às lives que aliviaram o isolamento no auge da pandemia, os dez anos do Levada serão comemorados com doze shows presenciais e uma exposição, tudo com transmissão digital pelo canal do festival no YouTube (www.youtube.com/levadafestival), começando pelos quatro artistas já divulgados para o palco do Teatro Rival Refit”, reforça Julio Zucca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Vanguarda desde o primeiro acorde em 2012, o festival já jogou luz sobre 121 artistas de todas as regiões do país. Foi assim, por exemplo, com o BaianaSystem, que estreou no Rio de Janeiro na edição inaugural do Levada; Letrux, que fez o primeiro show do seu aclamado álbum "Noite de climão"; Cris Braun, que lotou o Teatro Ipanema em pleno período de Rock in Rio; Aíla, que já apresentou dois álbuns com sua onda paraense sob as bênçãos do Levada; e Silva, outro que fez os seus primeiros shows nos palcos cariocas graças ao festival e depois se tornou nacionalmente conhecido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Patrocinado pela Oi através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro (Lei do ISS) e tendo o Oi Futuro como parceiro desde o início, o Levada é importante para a cena musical independente e gera muitas oportunidades para os artistas que passam por ele, além de levar para os mais diversos públicos cultura, música, entretenimento, arte e experiências sonoras. "Graças ao amplo e criterioso garimpo de Jorge Lz e à produção cuidadosa da Zucca Produções, participar do Levada virou sinônimo de chancela dos trabalhos de artistas na nova cena independente brasileira, funcionando como selo de qualidade e mola propulsora das carreiras deles", diz Victor D´Almeida, Gerente de Cultura do Oi Futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O show de abertura do Festival Levada 10 anos ficará sob a batuta da Carne Doce, banda de Goiânia. O primeiro show deles na vida foi criado especialmente para o Levada. E, assim, o casal estreou na edição de 2013 do festival. De lá para cá, quatro discos de estúdio e um ao vivo chegaram, além de singles, e o nome Carne Doce caiu no gosto da crítica especializada e do público.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O show desta quarta-feira vai reunir as composições do álbum "Interior" (2020) nesta que será a primeira apresentação deste show no Rio de Janeiro. A banda virá completa - Salma Jô (letras e voz), Macloys Aquino (guitarra e voz), Aderson Maia (baixo), João Victor Santana (guitarra, sintetizador e programações) e Fred Valle (bateria e percussões) - para mostrar sua universalidade sonora entre dub, reggae, samba e trap.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A cantora, compositora e atriz Juliana Linhares, potiguar radicada no Rio de Janeiro, também vocalista da banda Pietá (atração do Levada em 2019) e do trio feminino Iara Ira, está de volta ao Festival Levada para cantar as músicas do seu “Nordeste Ficção”, primeiro disco solo, imaginado como um roteiro de teatro, um romance de autoficção e uma espécie de docudrama cinematográfico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O álbum ostenta beleza e alegria, remetendo a LPs clássicos de Amelinha, Elba Ramalho, Cátia de França e outros nomes da geração nordestina lançados entre os anos 1970 e 1980. Traz, ainda, a grandeza melódica e poética de compositores como Alceu Valença, Ednardo, Fagner, Belchior e Zé Ramalho, dialogando com os herdeiros deles nos anos 1990: Chico César, Zeca Baleiro, Rita Benneditto e Lenine.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com canção inédita de Tom Zé cantada em dueto com Letrux, o álbum é costurado por parcerias de Juliana com Chico César, Zeca Baleiro, Khrystal, Moyseis Marques, Posada, Mestrinho, entre outros compositores. Uma faixa emblemática é uma releitura do hino nordestino “Tareco e Mariola”, de Petrúcio Amorim. “Nordeste Ficção” foi influenciado pelo livro “A invenção do Nordeste e outras artes”, de Durval Muniz de Albuquerque Jr., e abre espaço para questionamentos sobre o que significa ser nordestina hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Conhecida por misturar afrobeat às manifestações populares brasileiras, a Foli Griô Orquestra é uma banda de dez integrantes que faz um som magnético, sobretudo ao vivo. Eles se apresentam no dia 10 de dezembro, com as músicas dançantes e quase espiritualizadas do álbum "AJO" (2019), o primeirão, já indicado como Melhor Álbum de Música de Raiz em Língua Portuguesa ao Grammy Latino daquele ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Juntos desde 2015, os músicos vêm moldando uma sonoridade potente, que soma os ritmos tradicionais brasileiros a elementos do afrobeat nigeriano, tendo como principal referência Fela Kuti. O projeto mais recente da orquestra é o show “Flutua”, gravado em apenas um take durante o pôr-do-sol, sobre um palco flutuante na Lagoa de Saquarema. Foi um jeito de estar perto do público e fazer um show diferente do formato das lives que pipocou na Internet durante a pandemia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O último show do Festival Levada 10 anos será da incensada banda de rock alternativo Maglore. Será no dia 11 de dezembro, com um roteiro que privilegia os maiores sucessos de seus quatro álbuns de estúdio – “Veroz” (2011), “Vamos pra rua” (2013) e também o consagrado “III” (2015) e “Todas as bandeiras” (2017). No set list da noite, já estão “Mantra” (indicada à categoria Nova Canção do Prêmio Multishow de 2015), “Café com pão”, “Aquela força” e “Motor” - esta ganhou versões nas vozes de Gal Costa e Pitty.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nascida em Salvador em 2009, a Maglore em peso mora hoje em São Paulo. Nessa jornada, artistas como Carlinhos Brown e Wado participaram de seus discos. Em 2015, quando mudaram alguns integrantes, fizeram o terceiro disco, exibindo uma sonoridade mais direta e simples, inventiva e elegante como sempre, com influências de Caetano Veloso à Wilco, do misticismo da Bahia à rotina esmagadora da vida na terra da garoa. O "III" elevou o status da Maglore na cena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Transmissão online:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;www.youtube.com/levadafestival &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;https://www.instagram.com/festivallevada/&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:54 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/festival-levada-comemora-dez-anos-com-quatro-dias-de-shows</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/festival-levada-comemora-dez-anos-com-quatro-dias-de-shows</guid></item><item><title>Fotos de Sil Azevedo eternizam seu universo peculiar</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-kGkBaIT3S-w/YZzkZmHwZ_I/AAAAAAAAra0/g_sBdX6esSYZ4Ucof7GwSNoQtgHx55n5ACLcBGAsYHQ/s1214/segundo.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="330" src="https://1.bp.blogspot.com/-kGkBaIT3S-w/YZzkZmHwZ_I/AAAAAAAAra0/g_sBdX6esSYZ4Ucof7GwSNoQtgHx55n5ACLcBGAsYHQ/w640-h330/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;Filha da Baixada Fluminense, nascida em Japeri, a cineasta, escritora e ativista social Sil Azevedo teve sua história contada há três anos, quando lançou seu livro “Filho de Prostituta”, uma coletânea de 28 textos, selecionados pela autora, que traduzem dores e dificuldades enfrentadas dos 15 aos 42 anos: autonegação, solidão e preconceitos vividos pela jovem negra homossexual. Desta vez, a cineasta de prestígio internacional assume por definitivo uma antiga “paixão platônica”, a fotografia, e lança diversos registros organizados em coleções, disponíveis em seu próprio site, realçando por meio de imagens o seu peculiar olhar para paisagens e personagens, sem fugir da temática social, tão presente em suas criações.&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-9utnme98080/YZzkp99td0I/AAAAAAAAra8/7Epl9vUJvk480xD7PZrvxrYAG3rj3fstgCLcBGAsYHQ/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="299" src="https://1.bp.blogspot.com/-9utnme98080/YZzkp99td0I/AAAAAAAAra8/7Epl9vUJvk480xD7PZrvxrYAG3rj3fstgCLcBGAsYHQ/s320/segundo.jpg" width="320"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Premiada internacionalmente enquanto cineasta de forte cunho social – em 2009, sua produção “Future Filmmakers Project”, sobre quatro meninos confinados em um reformatório para menores, foi premiado em Nova Iorque como melhor documentário, e, em 2011, houve a premiação do seu documentário “The Journey”, sobre imigrantes ilegais durante o governo de Barack Obama – e também de prêmios nacionais - seu curta-metragem “Enquanto Canto” foi vencedor em cinco festivais brasileiros de cinema e duas vezes selecionado para festivais internacionais em 2017 – a multiartista investe agora também no segmento da fotografia para decoração, no ideal de tornar ambientes residenciais mais interessantes e harmoniosos, sintonizados com design de interiores, na linha dos espaços de saúde mental, com utensílios simples e acessíveis a qualquer pessoa: “Um quadro de fotografia que traga um pouco de luz e suavidade ao ambiente, para que qualquer um que trabalhe a semana inteira, tenha um espaço dentro da própria casa em que possa relaxar e se energizar para enfrentar a rotina sem estresse”, explica Sil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A coleção “Território Diaspórico” busca descolonizar o olhar, com fotos de pessoas negras inseridas em paisagens exuberantes, fugindo totalmente da ideia do exótico - ou da maneira que o negro costuma ser apresentado dentro do conceito de beleza artística – e sim com o objetivo de “inserir o negro dentro do que se tem de mais bonito no planeta, como um representante natural da beleza daquele espaço, espaço esse, que nos pertence por direito”, revela a fotógrafa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Minha fotografia é uma representação do mundo que busco, uma porta que me conduz a lugares e sensações que quero eternizar, onde enquadro apenas a minha percepção do que é essencial à vida”, diz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;A paixão pela fotografia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A menina que se encantava sempre ao se deparar com calendários de parede - única forma de "foto para decoração de interiores" possível para uma jovem de comunidade pobre como a de Japeri – percebia que as imagens eram sempre de lugares distantes, belas paisagens de montanhas geladas ou praias paradisíacas. O fascínio também era por imagens encontradas pelo chão, em revistas velhas, panfleto de propaganda ou “embalagens de leite, que traziam desenhos de vaquinhas e flores, as mesmas que muitas vezes faziam a decoração em paredes de algumas cozinhas do bairro”, comenta. Porém, diferentemente da maioria das crianças com quem convivia, seu interesse não era apenas pela beleza, mas também em saber como elas foram criadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-SG_uAlEQdIw/YZzk-vGaWZI/AAAAAAAArbE/M3vRDSwsidQLrseA2T7bOZ4X49UG8JR3ACLcBGAsYHQ/s600/segundo.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="251" src="https://1.bp.blogspot.com/-SG_uAlEQdIw/YZzk-vGaWZI/AAAAAAAArbE/M3vRDSwsidQLrseA2T7bOZ4X49UG8JR3ACLcBGAsYHQ/w400-h251/segundo.jpg" width="400"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A paixão pela fotografia, porém, estava fora da realidade da futura artista, que começou sua vida profissional não muito diferente da grande maioria da população negra e pobre no Brasil, desempenhando funções de atendente, doméstica, garçonete ou camelô. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Aos 20 anos, ao divagar sobre as exposições de fotografia que já visitara na cidade e todo seu conhecimento e apreço pelo assunto, foi indagada por uma psicóloga: "Qual câmera que você usa?". A pergunta que mudaria sua vida, seguida de um longo silêncio e sem resposta, despertou a jovem Sil na busca por um conhecimento mais aprofundado. “Eu nem sequer fazia ideia de que existiam câmeras fotográficas, e talvez essa fosse realmente a questão. Até aquele dia a fotografia para mim se resumia à foto em si, ou seja, acreditava que a ferramenta usada para fazer aquilo eram as mesmas que eu tinha, os olhos, e não uma máquina fotográfica”, explicitando o abismo cultural, científico e tecnológico entre as diferentes camadas sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Naquele mesmo dia, eu subi o famoso edifício Avenida Central, no Largo da Carioca, e me deparei com um mundo maravilhoso (e caro) de equipamentos fotográficos. Eram muitas opções, muitas informações, muitas fotos, minha conexão foi imediata e não havia dúvidas de que meu próximo investimento seria uma câmera. Depois de vários dias de pesquisas, finalmente saí de uma loja do Edifício Avenida Central com minha primeira câmera fotográfica, uma Pentax K1000”, lembra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;De lá pra cá, muitas câmeras passaram pelas mãos de Sil Azevedo, porém o mundo da fotografia ainda não fazia parte da realidade da artista. “Meu único desapontamento com a fotografia foi a dificuldade de identificar meu mundo com ela, de estabelecer conexão com quem fotografava, e com quem era fotografado. Todos os fotógrafos que estudei eram brancos, todos os professores de fotografia que tive eram brancos, todas as pessoas retratadas nas paisagens exuberantes dos quadros decorativos, eram brancos, por isso durante muitos anos eu duvidei da minha capacidade de fazer parte desse mundo, por não me enxergar dentro nele”, destacando um questão social extremamente pertinente no universo da fotografia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“A maturidade me trouxe a consciência de que não estar retratada nesse mundo de beleza das fotografias de paisagem, não é por incompetência minha, nem de ninguém da minha cor, mas que eu posso sim incluir meu mundo, meu olhar e meu povo no universo belo que a natureza nos oferece. Esse é o foco da minha fotografia, retratar e ter retratado a beleza de um mundo onde o povo negro está incluído, seja dentro do quadro ou atrás da câmera”, comenta e completa: “Aquelas fotos de calendário podem até ser dos Alpes suíços, vitórias régias gigantes, ou praias paradisíacas, mas serão feitas pelo olhar de quem até então não se via em tais imagens, nem como parte da paisagem, nem como fotógrafo.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:54 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/fotos-de-sil-azevedo-eternizam-seu-universo-peculiar</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/fotos-de-sil-azevedo-eternizam-seu-universo-peculiar</guid></item><item><title>Esplendor do Cine Metro é recriado em documentário brasileiro inovador</title><description>&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-wfgxrpXFJhY/YYJuTBFtdwI/AAAAAAAArMs/tztbtvyQxJUzqMfhr9Lbhbwj0yuEG9PPwCLcBGAsYHQ/s1280/segundo.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="360" src="https://1.bp.blogspot.com/-wfgxrpXFJhY/YYJuTBFtdwI/AAAAAAAArMs/tztbtvyQxJUzqMfhr9Lbhbwj0yuEG9PPwCLcBGAsYHQ/w640-h360/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Os áureos tempos dos luxuosos cinemas de rua voltaram à realidade. Pelo menos na realidade virtual. Assim se destaca “Cine Metro: Experiência Imersiva”, filme documental em realidade virtual do diretor Eduardo Calvet, que transporta o espectador diretamente para a sessão de estreia do Cine Metro Passeio, realizada com pompa e sofisticação em 1936, no Centro do Rio de Janeiro. O documentário é inovador, uma vez que não há registro, no mundo, de outro filme documental sobre cinemas antigos produzidos em realidade virtual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A viagem no tempo percorre o luxuoso palácio de cinema carioca do século XX, construído pela MGM na Rua do Passeio - o primeiro a dispor de ar-condicionado na época - que funcionou até 1964, sendo substituído pelo Metro-Boa Vista, e que foi desativado em 1997. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com produção da IDEOgraph e apoio do Programa de Pós-Graduação em Mídias Criativas (PPGMC), da UFRJ, depois de percorrer desde abril mostras em Portugal, Suíça, Alemanha, Inglaterra e Colômbia, a produção imersiva de quase 10 minutos foi selecionada para o BIAF, festival internacional de animação na Coreia do Sul. Também participou de festivais na Rússia, Hungria e Porto Rico, fechando a agenda do ano na Inglaterra, em novembro, no Aesthetica Short Film Festival 2021.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A pesquisa realizada pelo diretor Eduardo Calvet baseou-se em uma coleta de vestígios consideravelmente ampla, que incluiu periódicos de grande circulação (Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Diário Carioca, Revista Cine Arte), folhetos de programação, livros, artigos, dissertações e teses acadêmicas, sites e também visitas ao edifício que abrigou o cinema. A pesquisa também se baseou em relatos orais, já que boa parte das informações sobre o interior do prédio – como cores e texturas – veio da memória de frequentadores da época.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A partir de fotografias e modelos originais foi possível reconstruir, com muita fidelidade e apuro técnico, a experiência de se frequentar o Cine Metro Passeio dos anos 30: o contraste das fontes na marquise, as formas decorativas do foyer no estilo D. João V, os refinados traços do mobiliário, a proporção volumétrica e curvatura da grande sala de exibição, os detalhes de iluminação, a distribuição da plateia em níveis, a tonalidade das poltronas e a diferença de ruído entre a rua e a poltrona. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em termos sonoros, o espectador pode ouvir elementos importantes de espacialização com o respectivo cálculo de proximidade e movimento de cabeça do observador: as então inovadoras luzes em neon na parte externa do imponente edifício, o gongo, o som característico dos projetores e os múltiplos elementos de cada ambiente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;As salas de exibição cinematográfica foram os espaços de maior difusão artística e cultural do século XX. De sua origem em 1888 até seu domínio cem anos depois, o cinema evoluiu mobilizando recursos humanos e materiais em proporções inimagináveis ao meio cultural dos anos 1900. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Tão importante quanto o filme projetado era o ambiente físico da exibição: o conforto dos assentos, a plasticidade dos contornos arquitetônicos, o refinamento da decoração, a maciez dos carpetes, o isolamento acústico impecável. Tais requisitos faziam da visita aos cinemas um evento social, uma experiência sensorial que teve seu auge no Brasil no fim dos anos 1930, com espaços como o Cine Metro, conhecidos como “palácios cinematográficos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O filme documental de Calvet busca reproduzir, com a máxima fidelidade nos detalhes, a sessão de estreia deste cinema icônico, em 1936, com o filme “O Grande Motim”, com Clark Gable no elenco. Através de trechos de jornais e revistas da época, foram criados os textos de locução, cuja versão em inglês, inclusive, baseou-se em publicações americanas que noticiaram a inauguração do Cine Metro, como os periódicos Variety e Motion Picture Herald, entre outros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Por conta da escassez de documentos e registros oficiais, a reconstrução tridimensional e todo o cálculo do espaço interno foram formulados a partir de  observação das fotos, geometria das imagens, proporção dos elementos dispostos e a planta baixa, conseguindo alcançar um resultado com a configuração original mais provável. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Os espaços reconstituídos foram modelados em altíssima resolução com mais de 25 milhões de polígonos no modelo 3D, somando os quatro ambientes do cinema: área externa, sala de exibição, antessala e sala de projeção – utilizava-se, na época, quatro projetores, no mínimo, para atender às limitações tecnológicas (os filmes vinham em rolos, havia também a necessidade de um projetor reserva e outro para a exibição dos slides dos anúncios e “trailers” prévios de cada exibição).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Ainda que acontecimentos passados não possam ser revisitados de forma ativa, as ferramentas exploradas em “Cine Metro: Experiência Imersiva” nos transportam para momentos indeléveis da vida social de uma geração: hábitos, costumes e dinâmicas”, comenta Calvet. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:54 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/esplendor-do-cine-metro-e-recriado-em-documentario-brasileiro-inovador</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/esplendor-do-cine-metro-e-recriado-em-documentario-brasileiro-inovador</guid></item><item><title>Obra de Denise Emmer chega às plataformas digitais</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-HpTWadbYBRo/YVxKM0B1mcI/AAAAAAAAq_Q/xsl0gOvEejsxPSEYHzBRlxXd2xV-NHBEACLcBGAsYHQ/s1217/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://1.bp.blogspot.com/-HpTWadbYBRo/YVxKM0B1mcI/AAAAAAAAq_Q/xsl0gOvEejsxPSEYHzBRlxXd2xV-NHBEACLcBGAsYHQ/w574-h640/segundo.jpg" width="574"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Denise Emmer: quatro décadas de produção agora nas plataformas digitais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Há pouco mais de quatro décadas, a poeta, compositora, cantora e instrumentista carioca Denise Emmer conquistou o país com a canção “Alouette”, tema da novela “Pai Herói” (1979), da TV Globo. Tocada em emissoras de rádio de todo o país e lançada no ano seguinte em compacto simples, a canção romântica em francês alcançou a marca de 300 mil cópias vendidas, rendendo um Disco de Ouro e participações na TV, como no programa “Fantástico” (TV Globo). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nascida em uma família de artistas - seus pais são os escritores Janete Clair e Dias Gomes, e seus irmãos, os músicos Alfredo e Guilherme Dias Gomes -, Denise já despontava precocemente, na adolescência, também na literatura com seu primeiro livro “Geração Estrela” (Paz e Terra, 1976), com prefácio de Moacyr Félix e preparando seu sucessor, “Flor do milênio” (Civilização Brasileira, 1981), com texto de orelha assinado também pelo saudoso poeta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Naquele momento, Denise Emmer negou-se a  trilhar o caminho do sucesso imediato - gravadoras, produtores e empresários insistiam na carreira de intérprete em francês nos moldes de “Alouette” – e decidiu criar identidade própria, tanto na música quanto na literatura, publicando, até hoje, 22 livros e lançando uma discografia robusta que chega às plataformas digitais, assim como o single inédito “Setembro Antigo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Os discos “Pelos caminhos da América” (1980) e “Mapa das Horas” (2004) já se encontram nos canais de streaming – até outubro serão lançados ainda seu LP de canções autorais “Canto Lunar” (1983) e o CD "Cinco Movimentos e um Soneto" (1995), com poemas de Ivan Junqueira musicados pela artista. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Além desses, a cantora e instrumentista resgatou um álbum totalmente inédito, gravado em 1992, porém não lançado na época. Musicando seus próprios poemas publicados no livro “Canções de Acender a Noite”, o disco “Cantiga do Verso Avesso”, já disponível nas plataformas, contou com arranjos de Alain Pierre e violoncelo de Jaques Morelenbaum – ambos parceiros constantes em toda a discografia de Denise – além da participação da própria artista na flauta doce, teclado e vocais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com forte influência da música renascentista e ibérica, o disco traz letras autorais e uma faixa escrita no português do século XV: “Aquestas manhãnas frias”, cujo instrumental se destacam a viola da gamba, a flauta doce, o alaúde, violões e vocais que remetem a madrigais. “Ao escutá-lo hoje, tive uma grata surpresa por redescobrir, naquele disco, aquelas canções gravadas há quase três décadas, mas que não perderam o valor melódico e poético”, revela Denise. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Destaque também para as faixas “Casa da Infância”, “Cantiga da Estrela Barca”, “Cantiga da Noite Mágica”, “Canção do Inverno”, “Gira Noite” e “Cavaleiro do Rio Seco”, uma homenagem ao compositor e cantor Elomar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O ímpeto em revisar tantos anos de carreira musical – também integra, desde 2001, como violoncelista, a Orquestra Rio Camerata, bem como quartetos de cordas, trios e outras formações camerísticas – rendeu novos frutos, como o single “Setembro Antigo”, composto a partir do poema de Álvaro A. de Faria. Com a participação dos antigos parceiros Alain Pierre (arranjo, violões, teorba, vocais) e Jaques Morelenbaum (violoncelo), trata-se de uma canção em tom maior, que remete no fim a um grande coro e fala de uma busca por si mesmo. Nas palavras da artista, a música “sugere alguma alegria e esperança em meio a todo esse momento sombrio de tanto desalento e perdas. O setembro como uma metáfora de bonança e jardins, após um grande período de escuridão e descrença.” O single ganhou também versão em videoclipe, já disponível no YouTube, e despertou a artista para novas composições e novos trabalhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Atividade sempre desempenhada em paralelo às canções, a literatura rendeu a Denise Emmer   muitos prêmios e publicações também em Portugal, traduções na Espanha, Turquia e EUA. Seu quarto livro, “A Equação da Noite” é um divisor especial para a poeta, que fala sobre as grandezas maiores do amor e da morte, como consequência de grandes perdas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Seu livro “Invenção para uma Velha Musa” (Ed. José Olympio) lhe rendeu dois importantes prêmios: da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Além desses, ela tem em seu currículo os prêmios José Marti de Literatura (conferido pela Casa Cuba Brasil-Unesco), o Prêmio Nacional de Literatura do Pen Clube do Brasil (Poesia e romance) e o Prêmio ABL de Poesia 2009 com o livro “Lampadário” (Ed. 7Letras), dentre outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Serviço &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ouvir o disco “Cantiga do Verso Avesso”:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://open.spotify.com/album/4fkufMHrxcYsR2YeB6xkh0"&gt;&lt;span&gt;https://open.spotify.com/album/4fkufMHrxcYsR2YeB6xkh0&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Single inédito “Setembro Antigo”:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=dbVHtPLoyEs&amp;amp;feature=youtu.be"&gt;&lt;span&gt;https://www.youtube.com/watch?v=dbVHtPLoyEs&amp;amp;feature=youtu.be&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ouvir discografia de Denise Emmer:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://open.spotify.com/artist/7kMQNGEc6170mKXHJB2QOn"&gt;&lt;span&gt;https://open.spotify.com/artist/7kMQNGEc6170mKXHJB2QOn&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:54 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/obra-de-denise-emmer-chega-as-plataformas-digitais</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/obra-de-denise-emmer-chega-as-plataformas-digitais</guid></item><item><title>Bella Ciao ganha versão em português com a banda Salvadores Dali</title><description>&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-IMRtdeYHFdU/YTu9Ie3rd7I/AAAAAAAAqtA/X88vgvgyxB0nPd0msawpD-wOsdB-UyZhACLcBGAsYHQ/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="522" src="https://1.bp.blogspot.com/-IMRtdeYHFdU/YTu9Ie3rd7I/AAAAAAAAqtA/X88vgvgyxB0nPd0msawpD-wOsdB-UyZhACLcBGAsYHQ/w640-h522/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Depois de lançar seu álbum autoral em 2019 e, em seguida, um EP com versões  de músicas de Noel Rosa no fim de 2020, o grupo carioca Salvadores Dali está de volta com novo trabalho: a canção italiana Bella Ciao. Alçada ao universo pop em todo mundo nos últimos anos com o seriado espanhol La Casa de Papel, a música ganha agora nova vestimenta e chega também em videoclipe, disponível no canal do YouTube da banda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;De origem imprecisa – seus primeiros registros remontam ao século XVI - a canção foi sendo modelada ao longo dos séculos a partir de contribuições anônimas de camponeses, tendo inicialmente como seu tema central o amor. Mas na segunda Guerra Mundial, a canção popular tornou-se um hino antifascista para animar a resistência italiana, os partigiani, contra Mussolini. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A partir daí ela acabou se consagrando de vez na cultura popular, ganhando várias versões, tais como a jazzística de Woody Allen, a melancólica de Tom Waits e a vibrante de Manu Chao. Por conta do seriado espanhol, superou fronteiras inéditas, sendo cantada, inclusive, nas varandas italianas durante a pandemia como um hino de resistência à triste devastação do novo corona vírus na Lombardia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Respeitando o isolamento social, os Salvadores Dali resolveram gravar a canção em português e em sintonia com o trabalho transgressor, sua maior identidade. Com pequenos ajustes na tradução da poesia original já consagrada, a longeva Bella Ciao aporta no nosso Brasil atual, carregada do espírito contestador e crítico em seus novos versos: “Suas mentiras e todo ódio/Ó bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao/Custaram vidas que foram embora/Pela sandice e desamor.” Assim a luta contra o fascismo, ou neofascismo, se une à indignação com relação aos números da covid-19 no país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nessa versão o aspecto rítmico não ficou de fora. Similar às canções populares na Europa do século XIX, a música se inicia de forma melancólica, introduzida apenas pelo piano e baixo acústico. Segundo o baixista Jorge Moraes “a ideia é expressar de fato a angústia que todos sentimos em relação ao momento presente, mas sem também ficarmos presos, todavia, a esse luto musical”. Não por menos, a segunda parte da canção mergulha profundamente no estilo punk dos anos 70.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O videoclipe contou com a participação de vários amigos dos integrantes da banda, como a mezzo-soprano Vivian Fróes, que também é militante de direitos humanos e da causa das pessoas transgêneras; a cantora de brazilian jazz e samba Flávia Enne; o sociólogo Nelson Ricardo (também compositor do grupo carioca); o cantor e poeta Zuza Zapata; a cantora de Jazz e MPB Manni Moritz; o vocalista Xandão, da banda de rock CaverJets; e a participação especial de Marianna Leporace. “A canção foi produzida coletivamente, ao longo de todos esses séculos. Por isso, não faria sentido algum apresentá-la ao público sem a participação de nossos amigos”, diz o guitarrista Marcio Meirelles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Os integrantes do grupo Salvadores Dali que participaram desse projeto são Jorge Moraes (baixo), Marcio Meirelles (Guitarrista e pianista), Robson Batista (saxofonista) e Jorge Casagrande (bateria).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Assistir ao videociipe:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://segundocliche.blogspot.com//www.youtube.com/watch?v=XJlxYJxxEu8%20%20"&gt;www.youtube.com/watch?v=XJlxYJxxEu8  &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:53 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/bella-ciao-ganha-versao-em-portugues-com-a-banda-salvadores-dali</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/bella-ciao-ganha-versao-em-portugues-com-a-banda-salvadores-dali</guid></item><item><title>CD reúne gravações de banda de rock pioneira na produção independente no Brasil</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-SpwS-mYrVas/YSzRWNgsetI/AAAAAAAAqmw/dXIS-rQ41_MPweN3jAYK8ujsdTflQrJkQCLcBGAsYHQ/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://1.bp.blogspot.com/-SpwS-mYrVas/YSzRWNgsetI/AAAAAAAAqmw/dXIS-rQ41_MPweN3jAYK8ujsdTflQrJkQCLcBGAsYHQ/w452-h640/segundo.jpg" width="452"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;A Tropicália Discos, especializada em venda de CDs e LPs, fez sua estreia como selo fonográfico colocando luzes sobre o pioneirismo das gravações independentes no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;As versões mais aceitas dão conta de que o &lt;/span&gt;&lt;span&gt;disco “Feito em Casa” (1977), de Antônio Adolfo, marca o início da produção musical independente no país – o músico vendeu o próprio carro, um órgão eletromecânico e alugou um pequeno estúdio no centro do Rio de Janeiro para, ele próprio, divulgar, distribuir e vender o LP. Mas também há quem diga que essa primazia fica com o LP “Paêbirú”, de Lula Cortes e Zé Ramalho, de 1972, que foi gravado nos estúdios da Rozemblit e lançado pela Abrakadabra Produções Artísticas, em Pernambuco. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A essas duas versões soma-se agora mais uma - e talvez a mais plausível - com o lançamento, pelo novo selo carioca, do CD que reúne cinco compactos produzidos entre os anos de 1969 e 1970 pela banda niteroiense I.W.Company (Instituto Winston Company).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Remasterizado diretamente dos tapes originais, o CD traz as dez faixas lançadas na época, além de duas inéditas e duas gravações acústicas, realizadas em 2016, na loja Tropicália Discos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A história da banda niteroiense está contada por integrantes e pela própria Tropicália em 2017 no documentário “Faixa Escondida: I.W. Company, a história da banda psicodélica brasileira de 1969”, dirigido por Marco Dreer, disponível no YouTube.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O primeiro compacto do grupo de Niterói foi lançado em 1969, ano marcado por produções memoráveis do rock internacional (The Who – “Tommy”, The Beatles – “Abbey Road”, álbuns homônimos de Led Zeppelin e Santana, dentre outros) e da música brasileira, como os LPs “Cérebro Eletrônico” (Gilberto Gil), os álbuns homônimos de Elis Regina e Milton Nascimento, além da fase psicodélica de Gal Gosta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Concebida por Winston, dono do Instituto Winston, um curso de idiomas em Niterói (RJ) da década de 60, a ideia de compor e gravar músicas em inglês tinha o propósito de servir apenas como material didático para os alunos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Apaixonado pelo movimento da contracultura e do rock psicodélico da época – Winston foi um dos poucos brasileiros que estiverem presentes no Festival de Woodstock – , o dono da escola de idiomas se juntou com o amigo e compositor Ruy Buarque (voz) e o guitarrista/baixista/cantor Liszt Ayala, acompanhados do baterista Cláudio Wilson e do percussionista Manoel Ramos, e formou o I. W. Company. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Descobriram o estúdio Philotsom, na Cinelândia, bairro do centro do Rio de Janeiro, que além de realizar gravações, conhecia também os meandros para a prensagem e fabricação de compactos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Sem maiores aspirações, os cinco compactos do I.W. Company lançados entre 1969 e 1970 tiveram uma produção bem limitada e foram doados aos alunos. A repercussão se restringiu ao circuito dos cursos de idiomas, ajudando também na publicidade da instituição, porém sem nenhuma projeção para o grande público, sem a realização de shows e muito menos a execução das faixas em emissoras de rádio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 2005, Bruno Alonso, um dos sócios da Tropicália Discos, caminhando pelo centro do Rio, se deparou com um desses compactos à venda na rua e decidiu compra-lo, pensando no gosto peculiar de um de seus clientes colecionadores. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;A aquisição surpreendeu ambos, comprador e vendedor, que desconheciam tal projeto de rock psicodélico da época. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Dez anos depois, o próprio Winston procurou a loja, visando vender a coleção de vinil de seu falecido irmão. Durante a conversa com os sócios, ligaram o nome do Winston ao compacto e descobriram haver outros quatro. Nascia ali a ideia desse importante resgate, que se deu primeiramente por meio do documentário audiovisual e chega, agora, em CD, com previsão de lançamento em LP para ainda neste ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O documentário sobre a história da banda pode ser visto neste link:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://youtu.be/GXWx_9l5PnE" target="_blank"&gt; https://youtu.be/GXWx_9l5PnE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:53 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/cd-reune-gravacoes-de-banda-de-rock-pioneira-na-producao-independente-no-brasil</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/cd-reune-gravacoes-de-banda-de-rock-pioneira-na-producao-independente-no-brasil</guid></item><item><title>Terceiro CD de Gabi Buarque mescla lirismo com preocupação social</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-uB7R3LDOPvE/YQyUbBhvlKI/AAAAAAAAqVs/TkxaQEd0h3YMZVo-gvBbtPhqWNfbCABfACLcBGAsYHQ/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://1.bp.blogspot.com/-uB7R3LDOPvE/YQyUbBhvlKI/AAAAAAAAqVs/TkxaQEd0h3YMZVo-gvBbtPhqWNfbCABfACLcBGAsYHQ/w480-h640/segundo.jpg" width="480"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A cantora e compositora Gabi Buarque acaba de lançar um novo CD, "Mar de Gente”, condições sociais impostas pela pandemia do covid-19. Ou seja: sem show no teatro nem o abraço dos amigos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“É preciso desprendimento para lançar um disco em meio a uma pandemia. Mas foi justamente pensando neste momento delicado e no meu público, responsável pela realização desse projeto, que resolvi colocar as canções no mundo, vibrando luta e arte - quiçá cura, pra nós que estamos doentes de Brasil”, diz ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Este é o seu terceiro disco. Gabi canta, compõe, toca violão e gosta conceituar as suas criações. Assim nasceu a capa do álbum, pensada em parceria com Marina Sereno, que fala das águas por meio de texturas da pele humana, de diversas etnias. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;E se o mar vem em preto e branco nas poéticas imagens, feitas pela DuHarte Fotografia, cada uma das 13 faixas arranjadas por Luis Barcelos, ostenta uma paleta de cores. “O CD vem como as ondas do mar, num crescente, prezando por uma diversidade rítmica e de temas. Não falo só sobre amor, não canto só samba”, explica a artista carioca. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Mar de Gente” abre com “Samba Rezadeiro”, de Gabi e Roberto Didio, como que pedindo licença para adentrar nessas águas sagradas do cancioneiro popular. Mostra a força ancestral, do violão que já foi tronco de cativeiro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Depois é a vez da balada pop folk “É”, parceria com Socorro Lira, fácil de aprender, boa de cantar junto e realista com charme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Em seguida, a correnteza traz “Se cesse”, também em parceria com Socorro Lira, com versos de “O Amor”, de Fernando Pessoa, uma cantiga de um amor que não pode ser expressado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“A Voz do Vento”, só de Gabi, é emaranhada em saudade e desejo. “Luzia Luzia” , parceria com Marina Sereno, é um xote apaixonado, enfeitado pelo acordeão de Kiko Horta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Já o samba de roda “Morena do Mar”, com participação da parceira Silvia Duffrayer, integrante do Samba que Elas Querem, poderia ter nascido no quintal de Tia Ciata ou nas rodas do Recôncavo Baiano, onde Gabi buscou inspiração para fazer essa homenagem a Iemanjá. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Gente é pedra”, outra parceria com Socorro Lira, flerta com Elomar, enquanto “Pulso aberto” é um poema de Maria Rezende sobre o que é ser mulher no seu íntimo plural. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Em “Os muros”, novamente com Socorro Lira, Gabi abraça, entre outros, Nelson Mandela, Clarice Lispector, Oscar Wilde, Frida Kahlo, Violeta Parra e Fernando Pessoa, para enfrentar os seus temores, antes de entrar na “Concha”, parceria com Angélica Duarte, em dueto com Áurea Martins, tendo Cristóvão Bastos no piano. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Pensei imediatamente em convidar a Áurea para gravar comigo, quando fiz ‘Concha’, com letra melancólica da Angélica. O nome de Cristóvão veio logo depois de um papo com Áurea, porque ela já queria incluir esse samba-canção no repertório do show deles. Cristóvão gravou em cinco minutos, de primeira, e fico impressionada toda vez que ouço pela delicadeza a escolha das notas. Sou muito fã desses dois baobás da música brasileira”, diz ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Quantos”, só de Gabi, outra balada pop, foi feita pensando no período da ditadura e no negacionismo que retorna com força nos tempos atuais. “De que vale a morte dos que lutam / Se o passado não diz nada pra você?”, questiona a letra. “Quantas voltas o mundo dá / Pra voltar ao tempo de esquecer?”, pergunta, repetidas vezes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O disco segue com “Penha”, dedicada ao bairro do subúrbio carioca, onde houve uma das rodas de choro mais fundamentais do século, mas, na canção, aparece como símbolo de resistência e fé. Antes de cantar, Gabi cita uma frase do filósofo Eduardo Marinho. E ainda ecoando esse coletivo, Gabi lidera um sexteto vocal poderoso para fazer a derradeira. Nina Wirtti, Mariana Baltar, Thais Macedo, Áurea Martins e Silvia Duffrayer cantam com firmeza essa faixa-título.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O samba-manifesto “Mar de Gente”, também só de Gabi, foi inspirado nas lutas diárias a favor da democracia e dedicado a autoras negras, como Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus e Maria Firmino dos Reis. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“Este samba também procura dar voz a todas e todos que foram silenciados pelo Estado. Essa luta é nossa. Somos um mar de gente”, defende Gabi Buarque. E os versos ficam entoando ao fundo: “E quem não viu há de ver / O outro lado da história vencer / A verdade não tarda a nascer / Nossa luta vai prevalecer”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:53 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/terceiro-cd-de-gabi-buarque-mescla-lirismo-com-preocupacao-social</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/terceiro-cd-de-gabi-buarque-mescla-lirismo-com-preocupacao-social</guid></item><item><title>Muddora lança clipe e singles e mostra que o rock brasileiro está vivo</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-8Dv1sf_7X6U/YQC5Rhg88sI/AAAAAAAAqMY/1Orq3WHXzY0ikt44vnkCiwKEmPkWFFRdwCLcBGAsYHQ/s1000/segundo.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://1.bp.blogspot.com/-8Dv1sf_7X6U/YQC5Rhg88sI/AAAAAAAAqMY/1Orq3WHXzY0ikt44vnkCiwKEmPkWFFRdwCLcBGAsYHQ/w640-h640/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, é terra de bandas que estão na história do rock carioca, como KMD5, Negril, Cidade Negra, Nocaute, Cabeça de Nego, Ubandu Du Reggae, Força da Gravidade, entre tantas outras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 2018, depois da saída de alguns integrantes da banda N.I.G, cinco amigos de longa data decidiram que não era a hora de acabar de vez. Reuniram-se sob o novo nome, Muddora, que vem a ser a união das palavras mudança e hora, ou seja, decretando a hora de mudança. E agora mostram que a Baixada Fluminense ainda tem muito rock de verdade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em abril assinaram com o selo Astronauta e apresentam ao mercado dois singles: Entre Mim e Você e Mentes e Loucuras, que já estão nas plataformas, assim como o videoclipe de Entre Mim e Você, com roteiro e direção de Letícia Joanni Mattedi e a participação da atriz Carla Nunes (TV Globo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Muddora traz influências de sons pesados, bem construídos, com belos arranjos, letras e melodias. Alter Bridge, Creed; Scott Stapp; e Slashft Miles Kennedy and The Conspirator são algumas das referências.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Formada por Déh (também guitarrista na veterana banda de rap Nocaute), que decidiu montar o seu trabalho e convidou alguns amigos, Muddora só tem apaixonados pelo projeto. Déh é também o compositor das canções e aborda principalmente o cotidiano, buscando nas vivências pela vida as inspirações para criar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ao seu lado, como braço direito de suas composições e arranjos, está o amigo e músico Lionel (guitarra solo). Completam a banda Léo Monteiro (vocal), escolhido por seu alcance vocal alto, sem drives.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Na chamada "cozinha" estão Vini (bateria) e Félix (contrabaixo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“A música Mentes e Loucuras fala do cotidiano, aborda o ser humano atormentado pela dificuldade financeira, psicológica, mental, a perda da fé e o cansaço do corpo.  “Fizemos a música em um estúdio na nossa cidade, Nova Iguaçu. Queríamos a experiência de fazer algo também com qualidade no quintal de casa. Foi então que fizemos contato com um amigo nosso que é produtor é produtor Wellington Rodrigues, do Estúdio MusiClub, aqui na Baixada, e fizemos um excelente trabalho”, diz Déh.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Todas as minhas composições têm como inspiração o que vivenciamos, seja na internet, com as redes sociais e até mesmo no dia a dia. Somos uma banda que fala de amor também. A música Entre Mim e Você fala de algo que muitos casais não conseguem ter, que é a percepção de quando termina um relacionamento", comenta o seu autor, Déh.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“A experiência de gravar, ainda mais em alto nível de produção é sempre muito boa. Gravamos no EME Estúdio com Jorge Guerreiro, Tuta Macedo e Diogo Macedo, com quem já estamos acostumados. E o melhor de tudo: são nossos amigos. Gravar com qualidade, bons arranjos, e sempre com bom direcionamento faz a diferença”, conclui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;O selo Astronauta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Criar e lançar um selo fonográfico como o Astronauta Discos já era cogitado desde o fim de 1996, mas somente em 1999 Leonardo Rivera o montou, depois de se desligar do departamento artístico da Universal Music. Tornou-se uma casa para o artista no início de sua trajetória e um foco de resistência para o talento do futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Astronauta lança álbuns e artistas que não recebem a devida atenção no departamento artístico das grandes gravadoras, acreditando no equilíbrio entre a música e o mercado e respeitando expressões artísticas legítimas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O selo Astronauta Discos permitiu que inúmeros artistas novos e independentes pudessem lançar seus primeiros álbuns – entre eles Luis Capucho, Autoramas, Saara Saara, Mathilda Kovak, O Divã Intergaláctico, Los Bife, Coyote Valvulado, Ju Martins e Senhor Kalota. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em 2019 comemorou 20 anos voltando a distribudir seu conteúdo pela Universal Music e tendo sua editora administrada pela Warner Chappell. Na ocasião, lançou singles de Chico Chico, João Mantuano, Zé Ibarra, Marcela de Sá, Pedra Relógio, Arthus Fochi, Cris Braun e diversos outros talentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O site oficial é da gravadora é &lt;a href="http://www.astronautadiscos.com.br"&gt;www.astronautadiscos.com.br&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Mais informações: 55 21 96488 3817, astronauta.discos@gmail.com.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Assista ao videoclipe "Entre Mim e Você"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=I8XSL01ouzw"&gt;www.youtube.com/watch?v=I8XSL01ouzw&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ouça os dois singles&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://segundocliche.blogspot.com//umusicbrazil.lnk.to/MuddoraPR%20" target="_blank"&gt;umusicbrazil.lnk.to/MuddoraPR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:53 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/muddora-lanca-clipe-e-singles-e-mostra-que-o-rock-brasileiro-esta-vivo</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/muddora-lanca-clipe-e-singles-e-mostra-que-o-rock-brasileiro-esta-vivo</guid></item><item><title>Maestro Levino Ferreira inspira micro-ópera sobre Carnaval e morte</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img border="0" height="360" src="https://1.bp.blogspot.com/-Nigw7WCK8QA/YNXNxg92DjI/AAAAAAAApiA/vjw0k7gZG18IKCCOrT0GCyAW9575FEBHgCLcBGAsYHQ/w640-h360/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;Cena de "Último Dia", uma micro-ópera com referências a vários estilos&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-Nigw7WCK8QA/YNXNxg92DjI/AAAAAAAApiA/vjw0k7gZG18IKCCOrT0GCyAW9575FEBHgCLcBGAsYHQ/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O compositor e multiartista pernambucano Armando Lôbo, conhecido por desenvolver gêneros e estilos musicais diversos, com o uso de matizes experimentais, vai lançar no YouTube (&lt;a href="http://youtube.com/e/Microoperas"&gt;youtube.com/e/Microoperas&lt;/a&gt;), nesta quarta-feira, 30 de junho, seu segundo filme-ópera, intitulado “Último Dia”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Realizada pela CO.MO (Companhia de Micro-Óperas), com recursos da Lei Aldir Blanc por meio da Secretaria Estadual de Cultura de Pernambuco, a obra de 12 minutos é livremente inspirada em um lendário episódio envolvendo um dos maiores compositores pernambucanos de frevo, Levino Ferreira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;De formato bastante multifacetado, unindo teatro, cinema, poesia, performance, música e dança, o filme-ópera também faz referências a Nelson Rodrigues, Freud, Bakhtin, Bergman e Antero de Quental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com música, roteiro/libreto, mixagem, edição e direção do próprio Armando Lôbo, a produção tem todo seu elenco baseado em Recife, destacando a presença do personagem do Zé Pereira, coreografado por Marcelo Sena, e que guarda uma semelhança proposital com a figura da morte, conforme retratada por Ingmar Bergman no clássico “O Sétimo Selo”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O artista pernambucano Walmir Chagas (famoso pelo seu alter-ego “Véio Mangaba”) interpreta Levino Ferreira, e as carpideiras são vividas pelas cantoras líricas Natália Duarte, Virginia Cavalcanti e Surama Ramos. No enredo, três carpideiras, em um mundo paralelo, cantam e choram a morte de um mestre de cultura popular, produzindo um surpreendente efeito catártico, resultando no acordar do defunto, que em verdade sofrera uma crise cataléptica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Quanto à estética sonora, a música da ópera tem características bastante plurais, estabelecendo um diálogo entre técnicas eruditas contemporâneas (instrumentais e eletroacústicas) e a musicalidade popular nordestina, especialmente fazendo referências a frevos de Levino Ferreira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em forma de ópera-poesia, ou “poemópera” audiovisual, “Último Dia” discute o universo da cultura popular, a redenção, a carnavalização da morte. “O poeta é aquele que vive no outro mundo, o mundo verdadeiro. Mas, e se ele é convidado a permanecer neste mundo paralelo em que todos vivem? O propósito é mostrar o carnaval enquanto escatologia trágica e invertê-la numa antitragédia”, afirma o autor, que conclui: “Em verdade, a micro-ópera não é sobre a cultura pernambucana, é uma carnavalização funérea de Bergman.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-gmqy5XPdJc8/YNXN5wydTzI/AAAAAAAApiE/648t5RAHlnUBQ33C2M1rWm9FUdSiPK6RACLcBGAsYHQ/s320/segundo1.JPEG"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;Armando Lobo: multiartista&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-gmqy5XPdJc8/YNXN5wydTzI/AAAAAAAApiE/648t5RAHlnUBQ33C2M1rWm9FUdSiPK6RACLcBGAsYHQ/s2048/segundo1.JPEG"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Compositor e artista multifacetado, Armando Lôbo também desenvolve e participa de projetos de artes combinadas, unindo vídeo, performance, teatro, literatura e música. Como músico, lançou quatro álbuns que receberam cotação máxima da imprensa especializada. Foi contemplado em importantes concursos nacionais e internacionais, vencendo os principais prêmios brasileiros tanto na música popular (Prêmio da Música Brasileira 2010, com o grupo Frevo Diabo) como na música de concerto (Prêmio Funarte de Composição Clássica, em 2012 e em 2016), provando seu ecletismo e abertura a linguagens diversas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Sua obra tem sido executada por importantes grupos no Brasil, Europa e Estados Unidos. Em 2020 criou a CO.MO (Companhia de Micro-Óperas) para produzir projetos audiovisuais com linguagem de ópera radicalmente contemporânea. O primeiro produto da CO.MO foi o curta-metragem "Penélope 19", um filme musical de linguagem experimental que aborda o tema da quarentena da Covid-19.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Armando Lôbo é doutor em composição musical pela Universidade de Edimburgo, Reino Unido e mestre em composição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:52 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/maestro-levino-ferreira-inspira-micro-opera-sobre-carnaval-e-morte</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/maestro-levino-ferreira-inspira-micro-opera-sobre-carnaval-e-morte</guid></item><item><title>Alfredo Dias Gomes mergulha fundo no universo jazzístico</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-lXFqCV_hEWM/YKuclQUyieI/AAAAAAAApHg/wIyna6jjm-E_2LwdhWe3yds195ThZF1pgCLcBGAsYHQ/s2048/serra.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://1.bp.blogspot.com/-lXFqCV_hEWM/YKuclQUyieI/AAAAAAAApHg/wIyna6jjm-E_2LwdhWe3yds195ThZF1pgCLcBGAsYHQ/w640-h426/serra.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;Alfredo Dias Gomes: "Metrópole" é o 13º disco solo do baterista carioca&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Um ano depois de ter lançado “Jazz Standards”, o baterista carioca Alfredo Dias Gomes reaquece a cena instrumental brasileira com seu 13º disco solo,  “Metrópole”. Gravado em seu próprio estúdio, na Lagoa, Rio de Janeiro, com o engenheiro de som Thiago Kropf, o disco já está nas plataformas digitais. “No fim do ano passado comecei a compor para o novo disco e mantive o estilo jazzístico do último trabalho, sendo que em “Metrópole” também toco os teclados, além da bateria”, diz o baterista, que começou a gravar as bases do disco em fevereiro com o baixista Jefferson Lescowitch.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com a piora da pandemia no Brasil, Alfredo optou por gravar os metais remotamente, convidando o trompetista Jessé Sadoc e o saxofonista Widor Santiago, que gravaram de suas casas e enviaram os áudios via internet. A masterização foi realizada no Abbey Road Studios - o icônico estúdio em Londres – e feita pelo engenheiro de som Andy Walter, que já masterizou discos de David Bowie, Jimmy Page, Coldplay, The Who e The Beatles, dentre outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com temas curtos, “Metrópole” traz em sua concepção o enfoque no improviso, que se desenvolve, especialmente, dentro da forma da composição, característica dos discos de jazz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Abrindo o disco, a faixa-título “Metrópole” é classicamente jazzística, com acordes peculiares esquentando os solos de trompete e sax, finaliza com a bateria, o baixo e o trompete em conversação mútua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em compasso 5/4, “Resedá” – uma homenagem à rua onde nasceu - tem uma melodia abrasileirada e tema em uníssono, com a bateria livre costurando a melodia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Dedicada à memória do irmão Marcos (1965-1968), a balada jazzística “Saudade” ressalta uma melodia emotiva, com destaque para os solos de baixo e de flugelhorn.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em compasso 6/4, “Andaluz” traz melodia espanholada em uníssono de baixo e teclado, com solo de Jessé Sadoc. Da surdina ao som aberto, o trompete entrega o solo para Widor Santiago, modulando para um melodioso solo de sax, em clima crescente, até o clímax reunindo todos os instrumentos na melodia final, terminando com intervenções vigorosas da bateria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Expresso do Oriente” é jazzística, com andamento rápido, melodia arábica e acordes característicos que instigam os solos de trompete e sax, com uma bateria condutiva e em diálogo com os solistas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O jazz fusion “Cidade da Meia-Noite” faz prevalecer o suingue, com melodia incisiva de metais e solos de baixo, trompete e sax - este lembrando o lendário saxofonista Michael Brecker. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Já “Grand Prix”, outro jazz fusion, tem andamento rápido e solos vibrantes de trompete e sax, com bateria livre explorando os pratos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/--oSSTFkBHPY/YKudBkLOJMI/AAAAAAAApHo/gdFT-jzQ39I9ywdMxuLU-GR_FkC6g8ymQCLcBGAsYHQ/s2048/alfredodias.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://1.bp.blogspot.com/--oSSTFkBHPY/YKudBkLOJMI/AAAAAAAApHo/gdFT-jzQ39I9ywdMxuLU-GR_FkC6g8ymQCLcBGAsYHQ/w200-h200/alfredodias.jpg" width="200"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nascido no Rio de Janeiro, Alfredo Dias Gomes estreou profissionalmente na música instrumental aos 18 anos, tocando na banda de Hermeto Pascoal, com quem gravou o disco “Cérebro Magnético" e participou de inúmeros shows, com destaque para o "II Festival Internacional de Jazz de São Paulo". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Também tocou e gravou com Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Arthur Maia, Nico Assumpção, Ivan Lins e muitos outros, além de participar da primeira formação do grupo Heróis da Resistência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Completam sua discografia o single “Vou Deitar e Rolar”, de 2020, e os álbuns “Jazz Standards” (2020), “Solar” (2019), “ECOS” (2018), “JAM” (2018), “Tributo a Don Alias” (2017), “Pulse” (2016), “Looking Back” (2015), “Corona Borealis” (2010), “Groove” (2005), “Atmosfera” (1996, com participações de Frank Gambale e Dominic Miller); “Alfredo Dias Gomes” (1991, com a participação especial de Ivan Lins) e “Serviço Secreto”, de 1985.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Para ouvir online:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://alfredodiasgomes.hearnow.com"&gt;&lt;span&gt;https://alfredodiasgomes.hearnow.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:52 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/alfredo-dias-gomes-mergulha-fundo-no-universo-jazzistico</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/alfredo-dias-gomes-mergulha-fundo-no-universo-jazzistico</guid></item><item><title>Composições de brasileiro ganham salas de concerto no Exterior</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-Ce8CsU5eg58/YJvNmRg7tHI/AAAAAAAApDU/RpqVHszUJ-UarWKPLG_E41bpmj2YUJbNwCLcBGAsYHQ/s1444/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://1.bp.blogspot.com/-Ce8CsU5eg58/YJvNmRg7tHI/AAAAAAAApDU/RpqVHszUJ-UarWKPLG_E41bpmj2YUJbNwCLcBGAsYHQ/w640-h640/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;Luiz Castelões: composições vêm sendo tocadas no Exterior&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O pianista e compositor carioca Luiz Castelões, radicado em Juiz de Fora (MG), terá duas de suas peças executadas em estreia mundial por músicos estrangeiros. No formato online, sua peça “4 Estudos sentimentais”, para piano solo (2020), acaba de ser gravada e lançada pela pianista japonesa Aki Fujii, e “2 Historinhas”, para duo de flautas barrocas contralto (2020), terá estreia online, no dia 17 de maio, pela flautista húngara Boglarka Baykov, radicada na Alemanha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Castelões é doutor em música pela Universidade de Boston e, desde 2009, professor de Composição na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com obras interpretadas por músicos e conjuntos internacionais desde 2003, sua composição “6 Temas Pop”, para piano solo (2020), terá estreia dia 14 de maio pelo pianista Donald Berman, do New England Conservatory, de Boston, Estados Unidos, encerrando o programa do seu concerto presencial em Nova York, onde interpretará também Bach, Ives e Epstein. A peça, uma encomenda feita a Luiz Castelões pelo Ecce Ensemble (EUA), que tocou obras de Castelões em 2018 e 2019, será disponibilizada online ainda este mês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Já “4 Apitos”, para quarteto de flautas (2020), terá estreia com as islandesas do Aulos Flute Ensemble, encerrando o concerto programado para o dia 29 de maio no Museu de Arte de Reykjavik (Islândia). A composição foi encomendada a Luiz Castelões pela flautista Pamela De Sensi, líder do quarteto feminino que já se apresentou em todos os principais festivais de música na Islândia, além de apresentações nos EUA e na Itália. Assim como as demais, a obra estará disponível nas plataformas de streaming e, os vídeos, no YouTube.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A música de Luiz Castelões começou a ser executada por artistas estrangeiros, primeiramente, na América Latina, chegando aos Estados Unidos em 2005 e, em seguida, na Europa, em 2013. Já foi  gravada por grupos internacionais como o Roadrunner Trio (Holanda, 2020), Ensemble Linea (França, 2019), Aleph Gitarrenquartett (Espanha, 2019), Ecce Ensemble (França, 2018), Ensemble Mise-En (Coreia, 2018 e 2017), Quartetto Maurice (Itália, 2016 e 2014) e Mivos Quartet (Espanha, 2015).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com influência da música popular brasileira, da música de câmara contemporânea e do universo pop, sua obra recebeu prêmios como os do Ibermúsicas (2015), Escola de Música da UFRJ (menção honrosa, 2012), Festival Primeiro Plano (Melhor Som, 2003) e Funarte (Prêmio da XIV bienal de música brasileira contemporânea, 2001).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:52 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/composicoes-de-brasileiro-ganham-salas-de-concerto-no-exterior</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/composicoes-de-brasileiro-ganham-salas-de-concerto-no-exterior</guid></item><item><title>Alegre, alto astral. Assim é o novo CD de Leandro Bertolo</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-t7CSF02_V6Y/YILHDAkfERI/AAAAAAAAo3U/X8YYEx8wGokT5XfG3j53aGrdH1xli0Q8gCLcBGAsYHQ/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="424" src="https://1.bp.blogspot.com/-t7CSF02_V6Y/YILHDAkfERI/AAAAAAAAo3U/X8YYEx8wGokT5XfG3j53aGrdH1xli0Q8gCLcBGAsYHQ/w640-h424/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Leandro Bertolo: novo CD do cantor e compositor gaúcho passeia por vários ritmos &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Conhecido “músico da noite” em Porto Alegre, o compositor, vocalista e guitarrista Leandro Bertolo chega ao segundo álbum, “A Flor do Som” (independente/distribuição Tratore), investindo em um trabalho autoral, já disponível nas plataformas digitais e com distribuição nacional em formato CD. Influenciado por compositores/cantores consagrados nos anos 1970, notadamente Djavan, João Bosco e Gonzaguinha, Bertolo passa longe da imitação. Apenas parte da admiração pelos citados para alçar seus próprios voos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O dom de "hitmaker" fica logo evidente na faixa-título, “A Flor do Som”, parceria com a esposa Bianca Marini. “Estávamos em Gramado, conversando”, diz. “Bianca trouxe um pequeno vaso de vidro em forma de flor, e colocou dentro o celular conectado a um aplicativo. Na variada playlist estava tocando Mozart naquele momento. Ela disse que aquilo era ‘a flor do som’. Eu apenas complementei: ‘A flor do som é Mozart’, e assim nasceu nosso primeiro pop-jazz Djavaneado”!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Partidário da alegria, Bertolo passeia por samba (“Momentos Felizes” e “Canto Forte”), afoxé (“Rotas do Sonhar”), bolero (“Náufragos de Amar”, “Te Espero Na Canção”), choro-seresta (“Darcy Alves”, tributo ao músico gaúcho) e balada (“Adormecido Coração”), respeitando as tradições sem pregar o conservadorismo. Arrisca até um singular bolero-salsa (“Armadilha”), revive a MPB pop oitentista em dueto com a bela musa Bianca (“Luz do Amor”) e mergulha no frevo-axé baiano (“ATKI”).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Ritmicamente envolvente e repleto de nuances, conduzido pelo canto macio de Bertolo, A Flor do Som é um disco de alto astral, de boas vibrações”, comenta Arnaldo DeSouteiro no texto do encarte. Fiel retrato da alma desse artista sempre tão positivamente emocional e emotivo, que privilegia a felicidade nas temáticas de seus versos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Leandro Bertolo&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nos anos 1980, o músico da noite percorreu duas ou três dezenas de casas noturnas de Porto Alegre que contemplam a história cultural e boêmia da cidade. Integrou a banda Conexão, viajando por todo o Rio Grande do Sul, apresentando-se em bailes e casas noturnas. Montou o grupo Estação Hits, cujo tema eram os sucessos da música pop de todos os tempos nas emissoras de rádio. Com direção musical do maestro, pianista e arranjador Luís Henrique New e as parcerias dos irmãos Amauri e Sérgio Copetti, e do guitarrista Tom Martins, a banda atuou nas boas casas e foi atração do Porto Alegre em Cena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Integrou o Projeto Coisas do Brasil, numa proposta de homenagear os grandes compositores da música popular brasileira, ao lado do baixista Nuno Prestes, do guitarrista Alex Vieira e do baterista Rafa Marques.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O álbum ”Clareza” marca a estreia profissional de Bertolo no cenário da MPB com apresentação do escritor e jornalista Juremir Machado da Silva. O disco foi destaque no ano de 2016 e a aceitação da crítica foi unânime: recebeu quatro indicações para o Prêmio Açorianos de Música 2017 (Melhor Intérprete e Compositor para Leandro Bertolo, Melhor Compositor para Elias Barboza, e Disco do Ano).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Atualmente, é diretor musical do Sarau na Corte, projeto gerenciado pelo Centro de Memórias da Justiça Eleitoral, contemplando datas, eventos e personalidades históricas do contexto eleitoral, com participação de músicos locais, debatedores e palestrantes da literatura e do jornalismo. Em 2017, por solicitação do então Presidente do TRE/RS, Carlos Ciny Marchionatti, Bertolo compôs o hino da Justiça Eleitoral gaúcha, gravado pelo Coral “De vez em Canto” e renomados músicos gaúchos, sob a batuta do maestro Luís André Silva, com arranjo de Luís Henrique New.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Para ouvir online:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://open.spotify.com/album/6Ez4Pw7XSXRk2jhsHgD3lB?si=BruiJDpTSBaeUDw1hjF8fg&amp;amp;nd=1"&gt;&lt;span&gt;https://open.spotify.com/album/6Ez4Pw7XSXRk2jhsHgD3lB?si=BruiJDpTSBaeUDw1hjF8fg&amp;amp;nd=1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:52 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/alegre-alto-astral.-assim-e-o-novo-cd-de-leandro-bertolo</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/alegre-alto-astral.-assim-e-o-novo-cd-de-leandro-bertolo</guid></item><item><title>Andrey Gonçalves mergulha no jazz contemporâneo em seu CD de estreia</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-r146ttHVPQA/YIDWLhDHVFI/AAAAAAAAo2U/CX0I0K0cY6A56X3wfoJHs1A0HObGfKodQCLcBGAsYHQ/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="640" src="https://1.bp.blogspot.com/-r146ttHVPQA/YIDWLhDHVFI/AAAAAAAAo2U/CX0I0K0cY6A56X3wfoJHs1A0HObGfKodQCLcBGAsYHQ/w640-h640/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com uma lista de turnês pela Europa, América do Sul e Estados Unidos, o contrabaixista e compositor capixaba Andrey Gonçalves vem ganhando espaço no cenário do jazz internacional, temperando o jazz contemporâneo com ingredientes brasileiros. Radicado nos Estados Unidos há oito anos, onde cursa doutorado em jazz e educação musical pela Universidade de Illinois, onde ensinou práticas de contrabaixo e big band por três anos, Andrey traz para o Brasil o seu primeiro disco solo, “Nocturnal Geometries”, já disponível nas plataformas digitais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nos oito anos em que está nos Estados Unidos, o músico já acumulou bastante experiência, tendo tocado com Frank Gambale, Chuchito Valdés, Alain Broadbent, Willy Thomas e Denis DiBlasio, entre outros. Em orquestras, atuou com a Orquestra Cívica de Champaign-Urbana, Orquestra Sinfônica de Champaign Urbana, a Orquestra de Sopros Sacred Winds e a Milikin-Decatur Symphony Orchestra, além de ter se apresentado com o violoncelista e cantor pop Ben Sollee e o quarteto de trombones Maniacal 4. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Como músico de estúdio, já gravou em 27 discos, produziu cinco discos e compôs trilhas para três jogos de computador. Atualmente, Andrey é professor de contrabaixo acústico e elétrico na Olivet Nazarene University, ao sul de Chicago, na cidade de Bourbonnais, Illinois.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Nocturnal Geometries”, seu CD de estreia, é composto por músicas que o baixista criou ao longo de um ano sob a orientação de seu professor de composição, Jim Pugh, que já foi trombonista de nomes como Chick Corea e atualmente toca com Steely Dan. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Utilizando técnicas modernas sugeridas por Pugh, a forma de composição conferiu aos temas uma roupagem mais contemporânea. “Nos anos de 2016, eu iniciei meu doutorado em jazz e educação musical na Universidade de Illinois. Eu decidi fazer aulas de composições com o extraordinário trombonista e professor Jim Pugh. Foi um processo de aprendizado muito bonito e pude desenvolver novas formas de comunicar minhas ideias e expandir os caminhos harmônicos e melódicos de minhas músicas”, diz Andrey. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Durante um ano, eu compus todas as semanas, geralmente à noite, no silêncio do meu quarto. Era eu, o piano, o lápis e a partitura. Reparei que as técnicas que estava estudando tinham nomes ou conceitos geométricos: quadrad, pentatonic, ocatonic. Além disso, o silêncio noturno foi um elemento essencial para instigar a minha criatividade enquanto eu lidava com o caos e o estresse do primeiro ano de doutorado”, explica sobre o conceito e o título do álbum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Dois anos depois, cinco músicos fenomenais abraçaram o projeto do meu primeiro álbum e assim iniciei a produção do disco. As sessões no estúdio foram bem rápidas, pois gravamos tudo ao vivo e fazendo leitura à primeira vista. Para gravar tudo ao vivo, foi um desafio colocar seis músicos na sala de gravação. Estávamos tão próximos que podíamos escutar as batidas do coração e a respiração de cada um”, comenta Andrey.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Os arranjos, elaborados em parceria com o trombonista Ethan Evans, deixaram o sexteto livre para promover uma fusão de música brasileira, jazz e ritmos caribenhos. Gravado em janeiro de 2019 com músicos ativos nas cenas jazz de Chicago, Utah, Detroit, West Virginia e Denver, o CD teve seu lançamento suspenso no ano passado por conta da eclosão da pandemia do coronavírus. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Para ouvir&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://open.spotify.com/album/7ejWnYKCidAOZ1Usv9d9Yh"&gt;https://open.spotify.com/album/7ejWnYKCidAOZ1Usv9d9Yh&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:51 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/andrey-goncalves-mergulha-no-jazz-contemporaneo-em-seu-cd-de-estreia</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/andrey-goncalves-mergulha-no-jazz-contemporaneo-em-seu-cd-de-estreia</guid></item><item><title>David Chew e Blas Rivera celebram parceria com shows online</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-5PXvXGHIbvE/YHTZUp4qv3I/AAAAAAAAoyI/nCUZ1yWTPqw7g2YoZmNrfBooOR_vBm0XACLcBGAsYHQ/s960/segundo.jpg"&gt;&lt;span&gt;&lt;img border="0" height="440" src="https://1.bp.blogspot.com/-5PXvXGHIbvE/YHTZUp4qv3I/AAAAAAAAoyI/nCUZ1yWTPqw7g2YoZmNrfBooOR_vBm0XACLcBGAsYHQ/w640-h440/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Amigos no Brasil de longa data, o violoncelista inglês David Chew e o argentino Blas Rivera (saxofonista, pianista, compositor e arranjador) farão em abril oito apresentações, celebrando a parceria, especialmente quando David Chew completa 40 anos morando na cidade do Rio de Janeiro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;De 15 a 18 de abril, e de 22 a 25 de abril - de quinta a domingo – a dupla fará uma série de concertos para contar sua história, com apresentações gratuitas do duo transmitidas no YouTube,com a participação de alguns músicos convidados, como os violinistas Tomaz Soares e Ubiratan Rodrigues, e Bernardo Fantini (viola). No repertório, em sua maioria, composições e arranjos de Blas Rivera. As apresentações ganharão movimento cênico e audiovisual, com a apresentação de bailarinos de Tango (Cecília Gonzalez e Luciano Bastos), e trechos de filmes de Federico Fellini, uma homenagem da dupla aos 100 anos de nascimento do cineasta italiano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Ninguém como Fellini para mostrar a realidade contemporânea. O realismo mágico dele é o que melhor mostrou, não só no cinema se não no conceito, todo o feminino, o masculino, a infância, o poder, a igreja, o amor. Ele mostrou todos de uma forma tão sofisticada, tão mágica e tão realista. Sabendo ou não, todos recebemos a influência dele e, agora, desejamos retribuir com essa homenagem”, comenta Blas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com a produção de Mariana Chew, o governo federal, governo do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, por meio da Lei Aldir Blanc apresentam o projeto “Blas &amp;amp; Chew”, uma série de apresentações que carrega consigo uma oportuna missão, segundo David: “A música tem grandes poderes de curar, e nos dias de hoje pode trazer muita esperança e paz, especialmente para muitos jovens. Com a transmissão pela internet, queremos levar esse espetáculo para instituições como hospitais, enfermarias, espaços de confinamento. A ideia é também atingir socialmente esses lugares como uma forma de cura”, explica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Blas Rivera&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Revelação no Montreux Jazz Festival de 1999, o compositor, saxofonista e pianista segue a herança de grandes músicos como Astor Piazzolla, Gato Barbieri e George Gershwin, entre outros. Nascido em Córdoba, Argentina, formou-se em composição na Universidade de Córdoba e estudou música no conservatório de música de Córdoba. Com a necessidade de mais informações decidiu explorar o mundo. Morando nos Estados Unidos, foi para a Berklee College of Music, em Boston, onde estudou música para cinema e, posteriormente, concluiu seu treinamento no Conservatório de Nova Inglaterra, onde aperfeiçoou seus estudos em jazz, música étnica e contemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Tocou em inúmeras apresentações no Brasil, México, Argentina e vários países do continente americano. Nos últimos anos, começou a mostrar seu trabalho na Europa continental, com apresentações na França, Espanha, Alemanha, Noruega, Islândia, Grécia, Itália, Suíça e outros. Em 2011 viajou pela Ásia e Indonésia. Com diversas gravações de CD, Blas alcançou sua própria linguagem e expressão musical que se encaixam e seguem o mundo contemporâneo em seu estado puro. "Música do nosso tempo, global, local e nômade", como sintetiza o artista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;span&gt;David Chew&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Recentemente condecorado pela Rainha da Inglaterra pelo importante trabalho que vem desenvolvendo na área da música, o violoncelista David Chew fez seus estudos no Guildhall School of Music de Londres com William e Tony Pleeth, com pós-graduação na Universidade de Hull, e terminou seu PhD no Kingston University Londres, onde se especializou em música brasileira. Fundador, diretor- geral e diretor-artístico do Rio Cello, há 27 anos reúne no Rio os maiores nomes do instrumento para concertos, master classes e intercâmbio com alunos e músicos brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Há 40 anos no Brasil, Chew é spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira e do Quarteto da UFF. Fundou a orquestra de câmara Brasil Consort (um LP) e o Rio Cello Ensemble (seis CDs lançados), além de integrar o Rio Strings (cinco CDs lançados), Duo Folia (dois CDs lançados),Trio Carioca, Quarteto com Gilson Peranzzetta, Mauro Senise e Paulo Russo (um CD), apresentando-se pelo Brasil e Europa. Atualmente, depois de 25 anos dando aulas em Curitiba, São Paulo e em várias cidades no Estado do Rio de Janeiro, é convidado para dar master classes nos EUA e Inglaterra. Em 2005 foi indicado ao Grammy Latino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Recebeu os títulos de Honra de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro e Herdeiro do Zumbi em 2003. Foi premiado na Alemanha, França e Inglaterra pela sua interpretação das Bachianas Brasileiras no Hyperion em 1986. Recebeu o título de Ordem do Império Britânico da rainha Elizabeth II. Juntamente com sua ONG (O-Music), David Chew vem trabalhando e contribuindo com outras importantes ONGs, como a “Grota de Surucucu”, Solar Meninos de Luz (Pavão Pavãozinho), e os Projetos Música nas Escolas em Volta Redonda e Barra Mansa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Apresentações online&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Horário: 20 horas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Dias: 15,16,17,18/abril (5ª a domingo) /  22,23,24,25/abril (5ª a domingo)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Canal do YouTube Blas &amp;amp; Chew:- &lt;a href="https://www.youtube.com/channel/UC3p4h8XQOM0htqCBWM6TM4Q"&gt;https://www.youtube.com/channel/UC3p4h8XQOM0htqCBWM6TM4Q&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;(os links de cada apresentação serão divulgados no Instagram @blasechew e no Facebook @blasechew)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:51 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/david-chew-e-blas-rivera-celebram-parceria-com-shows-online</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/david-chew-e-blas-rivera-celebram-parceria-com-shows-online</guid></item><item><title>Hanna faz vídeo com música desconhecida de Gonzaguinha</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-OjBAz5UUin4/YGHTgmqqtrI/AAAAAAAAors/oS6Nd2_dWPg8whJIhcZ7WsXdIA87XIzzACLcBGAsYHQ/s918/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="600" src="https://1.bp.blogspot.com/-OjBAz5UUin4/YGHTgmqqtrI/AAAAAAAAors/oS6Nd2_dWPg8whJIhcZ7WsXdIA87XIzzACLcBGAsYHQ/w640-h600/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Hanna: seis videoclipes desde o começo do ano &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A cantora Hanna, alagoana de Maceió radicada no Rio, em suas quase quatro décadas de carreira, tem se mostrado uma artista não só talentosa, mas inquieta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ela, que gravou em 1981 a trilha sonora do filme “Xavana a ilha do amor”, de Zigmunt Sulistrowski, no qual também atuou como atriz, emplacou música na novela Partido Alto, da Globo em 1984, participou do  Programa do Jô (1999), recebeu o título de Embaixadora de Turismo do Rio de Janeiro (2019), e conseguiu autorização de João Gilberto para regravar seus clássicos “Ho ba la la” e “Bim Bom”, está lançando agora seis videoclipes, disponíveis no Youtube, com produção e direção de Rafael Ferreto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Um deles, traz uma raridade, a música “Vestidinho de Festa”, composta por Gonzaguinha exclusivamente para a cantora, um ano antes o grande compositor e cantor morrer, em 1991. Desconhecida até então, a música foi gravada por Hanna somente dez anos depois, em 2001, no CD “Nós em Nós”, lançado pela Ipanema Records, porém com pouca projeção. A música de Gonzaguinha permaneceu desconhecida, inclusive, para os herdeiros dos direitos autorais do compositor, que só tomaram conhecimento de sua existência neste ano, em fevereiro, quando o álbum se tornou disponível nas plataformas digitais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Eu morava em Paris mas vinha ao Brasil de vez em quando. Em uma dessas vindas, me encontrei com Gonzaguinha, pedi uma música e, por acaso, dei meu telefone. De surpresa, recebi sua ligação dizendo que estava pronta”, relembra a cantora. “Eu não tinha como gravar na época também porque havia uma crise nas gravadoras, então guardei a música, continuei em Paris, fazendo meus shows. Quando voltei pra cá, em 1999, gravei sozinha, em estúdio, com os arranjos do Mario Bastos. A Ipanema Records se interessou, buscou todas as autorizações e decidiu lançar, mas não divulguei. Acabei guardando o CD comigo e somente agora estou colocando nas plataformas digitais”, explica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;O vídeo “Vestidinho de Festa” se junta a outros trabalhos que Hanna desenvolveu desde o início do ano. Do seu último CD “O Amor é Bossa Nova – vol. 2”, lançado em 2019 e dedicado a João Gilberto, a cantora aprontou outros cinco videoclipes: “Menino do Rio”, "Pra quê discutir com Madame”, “Ligia” e “Retrato em Branco e Preto”. Além desses, está lançandomais um videoclipe, “Triste”, outra canção que faz parte do seu último álbum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Veja e escute:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Menino do Rio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=bLuJYcGkA5w"&gt;&lt;span&gt;https://www.youtube.com/watch?v=bLuJYcGkA5w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Vestidinho de Festa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=0q5mynoiPX4" target="_blank"&gt;&lt;span&gt; https://www.youtube.com/watch?v=0q5mynoiPX4&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Pra quê discutir com Madame &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=XNkkXSn64Kw"&gt;&lt;span&gt;https://www.youtube.com/watch?v=XNkkXSn64Kw&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Lígia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://youtu.be/sQ18nk-WZGo"&gt;&lt;span&gt;https://youtu.be/sQ18nk-WZGo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Retrato em Branco e Preto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://youtu.be/_XXylkv6Sp8" target="_blank"&gt;&lt;span&gt; https://youtu.be/_XXylkv6Sp8&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:51 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/hanna-faz-video-com-musica-desconhecida-de-gonzaguinha</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/hanna-faz-video-com-musica-desconhecida-de-gonzaguinha</guid></item><item><title>Opereta brasileira "A Peste" será encenada em teatro</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-JjUYaOHqll0/YF2-wAp-BKI/AAAAAAAAoqk/rzPxbao524ESXr6AbPrww_ysimY6_XylQCLcBGAsYHQ/s2048/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://1.bp.blogspot.com/-JjUYaOHqll0/YF2-wAp-BKI/AAAAAAAAoqk/rzPxbao524ESXr6AbPrww_ysimY6_XylQCLcBGAsYHQ/w640-h426/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Produzida durante a pandemia do covid-19, a opereta “A Peste”, com música e libreto de Cyro Delvizio, um dos mais destacados violonistas, compositores e pesquisadores de sua geração, vai ganhar sua primeira montagem em palco, com estreia confirmada em seis sessões de 28 a 30 de março, às 18 e 21 horas, em Niterói, no Teatro Popular Oscar Niemeyer. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;No ano passado, por conta do rigoroso distanciamento social que uma doença desconhecida impôs ao convívio social, a peça foi lançada em duas partes no YouTube, quando, por iniciativa própria, seis músicos (três cantores e três instrumentistas) se uniram fazer uma montagem completamente remota de uma opereta inédita, cantada em português e com linguagem e estética acessíveis ao grande público. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Agora, por meio da Lei Aldir Blanc, a ópera será encenada em palco, sem a presença do público, com transmissão online e contribuição voluntária (os ingressos variam entre R$ 0, R$5,00 e R$10,00, e poderão ser adquiridos no endereço &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="https://linktr.ee/operetaapeste"&gt;https://linktr.ee/operetaapeste&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;. Previamente às sessões, haverá uma breve explicação do compositor sobre a obra, que, no fim, também estará disponível no chat para conversar com os espectadores. Posteriormente, a opereta “A Peste” será divulgada exclusivamente nas redes sociais do projeto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Reunindo no palco além do próprio Cyro Delvizio (violão), a soprano Manuelai Camargo, o tenor Guilherme Moreira, David Monteiro (narrador e baixo-voz), a flautista Clarissa Bomfim e o violoncelista Paulo Santoro, a narrativa traça paralelos com o momento atual da humanidade, porém ambientada na Síria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Um príncipe está retornando a Damasco após viagem diplomática, cantando sobre sua futura glória quando for coroado sultão. Porém, logo enfrentará um grande dilema: após dar carona a uma velha senhora, ele descobre que ela é a Peste em pessoa justamente quando chegam aos portões de Damasco. A partir daí, o príncipe se vê dividido entre seu instinto de autoproteção e seu sonho de ser o futuro sultão, refletindo também sobre sua consideração por seu povo e sua cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Inspirada na pandemia do coronavírus Cyro Delvizio realizou esforço pessoal não só para concretizar essa “transposição” entre as diferentes épocas, mas para criar uma obra metalinguística que fomentasse reflexões sobre este difícil e singular momento da civilização, atentasse para o zelo sanitário e ainda aproximasse o público leigo da ópera, ao tratar de um tema atual e afeito a sua realidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Em 2020, a montagem online autoproduzida, também graças a vaquinha virtual,  foi pensada inicialmente para esta realidade remota e um pouco para colocar para fora os meus sentimentos durante o isolamento”, diz Cyro Delvízio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Agora, com o apoio da Lei Aldir Blanc, conseguiremos não somente colocar a opereta em palco, mas fazer isso com toda a segurança que o momento exige: a equipe enxuta, poucos ensaios, curta duração do espetáculo (45 minutos) e teatro espaçoso. Até o palco grande propiciará o distanciamento físico dos músicos e cantores, que também farão testes de covid. Temos que nos reinventar e até reinventar o processo habitual de uma montagem desse tipo, com a responsabilidade de mostrar que é possível um retorno gradual de espetáculos como o nosso, mantendo a segurança em primeiro lugar”, conclui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Dec 2022 12:15:50 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/opereta-brasileira-a-peste-sera-encenada-em-teatro</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/opereta-brasileira-a-peste-sera-encenada-em-teatro</guid></item><item><title>Sylvia Thereza volta ao Brasil com seu piano e programa social</title><description>&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-7vvEzyRWo5g/Xl5fMxkwHKI/AAAAAAAAgt0/U1K80JRfUzkVmFw5K_dopDS3LmKwv2-pgCLcBGAsYHQ/s1600/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="358" src="https://1.bp.blogspot.com/-7vvEzyRWo5g/Xl5fMxkwHKI/AAAAAAAAgt0/U1K80JRfUzkVmFw5K_dopDS3LmKwv2-pgCLcBGAsYHQ/s640/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Sylvia Thereza volta a se apresentar no Brasil&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Quase um ano depois do lançamento no Brasil de seu último CD “O Manifesto Romântico", a pianista carioca Sylvia Thereza retorna ao país  com apresentações em quatro capitais brasileiras e, desta vez, com uma bandeira social importante como pano de fundo: a qualificação de milhares de jovens de projetos sociais diversos por meio de um extenso programa de intercâmbio e atividades pedagógicas de excelência. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;As apresentações já começam nesta semana: na quarta-feira, dia 4, Sylvia Thereza se apresenta em Goiânia, no Centro Cultural da UFG, com entrada gratuita; na sexta, dia 6, em Brasília (Casa Thomas Jefferson); em Fortaleza, no sábado, dia 7, com o violoncelista belga Alexandre Debrus (Teatro Celina Queiroz – Unifor); no Rio de Janeiro (dias 12/3, com Alexandre Debrus, na Sala Cecília Meireles; e 22/3, com a Orquestra Petrobrás Sinfônica como solista convidada, na Cidade das Artes); e em São Paulo (dia 15/3, em recital solo no Museu Brasileiro de Escultura - MUBE).&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;A turnê, porém, não será apenas para interpretar obras de Beethoven, Brahms, Schumann etc. Com o apoio e parceria de robustas instituições nacionais e internacionais (entre elas o Instituto Kodaly, da Hungria) e conceituados artistas do cenário internacional,  a pianista está trabalhando para a realização do programa “Mestres em Residência”. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O programa  vai estabelecer um intercâmbio consistente e programático entre renomados músicos, sólidas instituições europeias e inúmeros projetos sócio-artísticos, buscando treinar e qualificar mais de 24 mil jovens, inicialmente, em diversas cidades do país.  Além de beneficiar os alunos, a ide&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ia também é proporcionar aos professores e monitores dos projetos sociais - contemplados com o programa - um intercâmbio visando a evolução de suas habilidades, sensibilidade artística e ampliando suas perspectivas de futuro.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Mas não é de hoje que a pianista do Rio de Janeiro vem atuando na educação e qualificação de crianças e jovens desfavorecidos. Como parte de seu compromisso social e filosofia musical, Sylvia foi coautora, no Rio de Janeiro, de um projeto pioneiro que introduziu a música clássica  para mais de 12.000 crianças oriundas desse extrato social e que teve como madrinha a atriz Malu Mader.  &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Apesar de ter se apresentado nas mais importantes salas do mundo e ensinado, ao lado de Maria João Pires, na mais seletiva escola para solistas internacionais da Europa - a Chapelle Musicale Reine Elisabeth -, Sylvia se mantêm conectada e engajada com nossas crianças. Na Bélgica, é cofundadora e  diretora artística da Associação Uaná - Association for the Arts, instituição que visa reunir artistas para esse fim: o de produzir arte com a missão de colaborar com projetos sociais. Por meio da Uaná, vem proporcionando cultura e rompendo barreiras sociais para crianças necessitadas e deficientes, unindo para isso grandes nomes do mundo artístico e valiosos educadores, através de projetos de  educação musical, concertos, exposições e discos.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Com uma vasta experiência como solista e camerista, tendo estudado com renomados nomes do cenário mundial, Sylvia logrou atingir desde cedo um notável grau de maturidade pianística. Mestres como Maria da Penha, Myrian Dauelsberg, Bella Davidovich, Allan Weiss e Maria João Pires (de quem foi  professora-assistente na Chapelle Musicale Reine Elisabeth, na Bélgica, e em workshops ao redor do mundo) lhe proporcionaram a cultura artística que lhe permitiu despontar no cenário internacional. Já se apresentou em importantes salas de quase todos continentes tendo atuado como solista de importantes orquestras e regentes. Foi premiada na “Edição Martha Argerich” do Concurso Internacional de Piano de Vigo, na Espanha em  2019 que teve Martha Argerich, Nelson Freire, Tamas Vasary e Sergio Tiempo no júri.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Alexandre Debrus&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Nascido na Bélgica, Debrus é filho de músicos, tendo recebido de sua mãe violoncelista as primeiras orientações aos 4 anos de idade. Posteriormente estudou com  mestres do quilate de Rostropovich, Mischa Maisky, Luc Dewez, Marc Drobinsky e YvanMonigheti. Sua discografia compreende 21 CDs como solista e camerista para selos como Pavane Records, EMI Classics, RCA Victor Red Seal (BMG )e Warner Classics. Recentemente gravou sob o selo Pavane Records as 6 Cello Suites de Johann Sebastian Bach para violoncelo solo, bem como os Trios 1 e 2 de Félix Mendelssohn Bartholdy, como  membro do Trio Carlo van Neste.  Além das várias bolsas de estudo que lhe foram conferidas, foi agraciado com diversos prêmios dentre os quais o primeiro prêmio da competição "Mathilde Horlait Dapsens".&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Alexandre foi vencedor da bolsa de 2004 da Fundação Belga de Vocaçãoe recebeu em 2007 o título de cidadão honorário da cidade de Nagakute, no Japão. Entre 1999 e 2006, foi nomeado professor de música de câmara do Conservatório Real de Música de Bruxelas. Tem atuado regularmente como solista e camerista em países como  Bélgica, França, Suíça, Alemanha, Sérvia, Itália, Espanha, Grécia, Estados Unidos, Rússia, Argentina, Japão, China e Israel. Como professor é sempre convidado para dar aulas em diversos festivais em vários países.  Em 2020,  recebeu o Troféu Fuga, concedido uma vez por ano pela União de Compositores Belgas  aos artistas que se dedicam à música contemporânea no País. Apresenta-se com um violoncelo construído por Georges Heynberg em Liège no ano de 1934 denominado de  Pégasus e também com  outro do luthier  Jan Strick (Bruxelas 2004) denominado Alexandre.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Brasília&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; 6/3, sexta-feira – Sylvia Thereza faz recital solo na Casa Thomas Jefferson (CTJ Hall)&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Endereço: SEP-Sul 706/906&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Telefone: (61) 3442-5500&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Horário: 20h&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Programa: Beethoven e Schumann&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Ingressos: Entrada Franca sujeita a lotação do teatro&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Site: https://thomas.org.br&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Programa:&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Beethoven - Sonata op. 23 “Appassionata”&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;R. Schumann - Arabesque op.18&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;R. Schumann - Carnaval op.9&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Fortaleza&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;7/3, sábado – Sylvia Thereza (piano) e Alexandre Debrus (violoncelo) no Teatro Celina Queiroz – Unifor&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Endereço:  Av. Washington Soares, 1321 – Edson Queiroz, Fortaleza&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Telefone: : (85) 3477.3290 (Loja do Campus)&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Horário: 20h&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Programa: Schumann, Brahms, Rachmaninoff e Shostakovich.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Capacidade da sala: 300 pessoas&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Venda online: https://bileto.sympla.com.br/event/64541/d/82604/s/430011&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Programa: &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Schumann – fantasiestucke op. 73&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Brahms – fonata op. 38, em mi menor&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Rachmaninoff – vocalise  op. 34, n.14&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Schostakovich – sonata op. 40&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Rio de Janeiro:&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;12/3, quinta-feira – Sylvia Thereza (piano) e Alexandre Debrus (violoncelo) Sala Cecília Meireles&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Endereço:  Largo da Lapa, 47&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Telefone: 21 2332-9223&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Horário: 19h&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Programa: Schumann, Brahms, Rachmaninoff e Shostakovich.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Locais de venda: Bilheteria da SCM - Segunda a sexta de 13h às 18h ou até início do concerto e ingressorapido.com.br&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Capacidade da sala: 670 lugares&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Site: http://salaceciliameireles.rj.gov.br&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Acessibilidade para deficientes físicos&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Programa;  1h30 com intervalo&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;SCHUMANN – Fantasiestucke op. 73&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;BRAHMS – SONATA op. 38, em Mi menor&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;RACHMANINOFF – VOCALISE  op. 34, n.14&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;SCHOSTAKOVICH – SONATA op. 40&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;São Paulo:&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;15/3, Domingo – Sylvia Thereza faz recital solo no Museu Brasileiro de Escultura - MUBE&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Endereço: Rua Alemanha 221, Jardim Europa&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Telefone: 11-2594 2601&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Horário: 16h&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Programa: Beethoven e Schumann&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Ingressos: 30 inteira e 15 meia (ingressorapido.com e bilheteria)&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Direção: Luiz Guilherme Pozzi&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Site: https://www.mube.space&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Programa:&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Beethoven - Sonata op. 23 “Appassionata”&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;R. Schumann - Arabesque op.18&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;R. Schumann - Carnaval op. 9&lt;/span&gt;</description><pubDate>Sun, 15 Mar 2020 19:51:19 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/sylvia-thereza-volta-ao-brasil-com-seu-piano-e-programa-social</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/sylvia-thereza-volta-ao-brasil-com-seu-piano-e-programa-social</guid></item><item><title>Em livro, o samba tocado numa bateria</title><description>&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-cijfMVJeFxg/XkVCWmHYAiI/AAAAAAAAghw/modMDnCx4Z4-hJOfo1_ePYHKUt8p6ZUhQCLcBGAsYHQ/s1600/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="https://1.bp.blogspot.com/-cijfMVJeFxg/XkVCWmHYAiI/AAAAAAAAghw/modMDnCx4Z4-hJOfo1_ePYHKUt8p6ZUhQCLcBGAsYHQ/s640/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Diego Zangado, um dos autores do livro: samba na bateria&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;A partir de uma ideia de colocar no papel algumas composições rítmicas nascidas de batidas de caixas de escolas de samba os músicos Diego Zangado, carioca, e Fernando Baggio, paulista, decidiram reunir esforços e conceber o livro “Samba de bateria: a linguagem do samba para bateristas e percussionistas” (Editora Tipografia Musical, São Paulo). &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Das caixas das escolas de samba do Rio e de São Paulo foi um pulo para chegar à importância dos surdos de terceira, tamborins, repeniques e tam-tans. Com prefácio do compositor, sambista e pesquisador Nei Lopes, o resultado é um estudo sobre as origens do samba e seus caminhos de adaptação para o kit de bateria (drumset), com base na linguagem particular dos ritmos das escolas e rodas de samba. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Na primeira parte do livro, os autores traçam um panorama das raízes e da evolução do samba e seus principais bateristas brasileiros. Esse panorama serve de contextualização para a segunda parte didático-explicativa do método, em que apresentam uma variedade de ritmos tradicionais do samba, originalmente tocados em diversos instrumentos de percussão (caixa, surdo, tamborim etc), e suas adaptações para o kit de bateria, com exemplos conhecidos e outros por eles desenvolvidos. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O contexto e a pesquisa histórica não se limitaram a uma forma cronológica de acontecimentos (como "a primeira escola de samba"), mas buscam ressaltar o significado social e cultural do samba. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-wwBdhtiFAtM/XkVCGQQzBcI/AAAAAAAAgho/a5q5OFMw8Mw_lOrob3Q2f7Gug5zM2ppyACLcBGAsYHQ/s1600/segundocapa.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-wwBdhtiFAtM/XkVCGQQzBcI/AAAAAAAAgho/a5q5OFMw8Mw_lOrob3Q2f7Gug5zM2ppyACLcBGAsYHQ/s320/segundocapa.jpg" width="226"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;A abordagem nasce a partir da formação das sociedades africanas e transita pela diáspora negra, escravidão, migrações e questões econômicas e políticas das crises da cana-de-açúcar, do café e do ciclo do ouro. Para cada fato histórico abordado, o livro conta a história de determinadas manifestações culturais e agrupamentos que formaram sociedades negras no Brasil, aprofundando as características regionais da formação do samba e seus antecessores. Dessa forma, a pesquisa revela como essas manifestações ocorreram quase que ao mesmo tempo, em paralelo e, praticamente, sem comunicação em todas as regiões do país onde havia concentração de negros escravizados, como no Recôncavo Baiano, Rio de Janeiro e São Paulo, com ênfase no interior do Estado. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Experientes e tarimbados bateristas, percussionistas e educadores musicais, Fernando Baggio e Diego Zangado encontraram, também como importante motivação para esse estudo a ausência de métodos com esse tipo de abordagem escritos exclusivamente por músicos e voltados para músicos. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;As sobre o samba são todas praticamente escritas por historiadores, sociólogos, antropólogos. Por essa razão, os autores procuraram relacionar frequentemente os fatos históricos com o universo dos músicos bateristas, inserindo, por exemplo - e também por uma questão epistemológica - um glossário do samba. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Outra lacuna didático-musical que levou os autores a essa proposta inovadora para métodos de instrumentos foi a constatação da ausência da linguagem tradicional do samba dentro das escolas e faculdades de música, onde o samba é geralmente apresentado pelo viés da bossa nova e do samba-jazz. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Mesmo quando há no repertório algum compositor tradicional, como Cartola, por exemplo, o seu universo não é explorado, e sua música acaba ganhando, dentro desses ambientes, uma interpretação bossanovística ou mais jazzística. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O livro colabora  com a preservação desse gênero musical tão brasileiro, que conta muito da história social do país e também dos próprios autores. Daí a escolha do samba das escolas e das rodas de samba, por conterem elementos preservados das raízes da cultura do samba. E também porque não há estilo de samba que desperte mais curiosidade e fascínio em bateristas e percussionistas do que o samba das escolas e das rodas.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Lançamento em São Paulo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Dia: 18/2/2020, terça-feira, a partir das 20 horas na biblioteca do Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso). Entrada franca.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Programação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;1)  Apresentação prática de adaptações baterísticas com grupo da bateria da Escola de Samba do Tatuapé e autores (kit de bateria – bateria de palco).&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;2)   Mesa de bate-papo sobre a trajetória do samba e da bateria brasileira no samba – com autores e convidados.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;3) Roda de samba e sessão de autógrafos – música com os integrantes da Bateria Qualidade Especial do Acadêmicos do Tatuapé.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Participantes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Nenê - músico, compositor, arranjador, baterista e professor. Já tocou com Hermeto Pascoal, Egberto, Gismonti, Elis Regina, Milton Nascimento e muitos outros. Tem extenso trabalho solo autoral. É autor de diversos livros sobre bateria brasileira. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Celso Almeida - baterista, professor, tem trabalhos com Banda Mantiqueira, Nelson Ayres, Rosa Passos e Fabiana Cozza ,entre outros. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Mestre Higor - mestre de bateria da Acadêmicos do Tatuapé. É bicampeão do Carnaval de São Paulo e seu trabalho à frente da bateria da Acadêmicos do Tatuapé já recebeu diversos prêmios. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Gisahs Silva - musicista, percussionista, trabalha com Gaby Amarantos. Tem longa trajetória no Carnaval em baterias como da Vai Vai e Tom Maior.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Bruno Baronetti - historiador e pesquisador. Tem longa pesquisa sobre o samba paulista e a formação das escolas de samba de São Paulo. É autor dos livros “Transformações na Avenida: a história das escolas de samba da cidade de São Paulo, 1968 a 1996” e “O Cardeal do Samba - memórias de Seu Carlão do Peruche”.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Tadeu Kaçula - músico, compositor, sociólogo e pesquisador. Fundador do Instituto Samba Autêntico, autor do livro “Casa Verde - Uma pequena África Paulistana”.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Compra online:  www.tipografiamusical.com.br  &lt;/span&gt;</description><pubDate>Sun, 15 Mar 2020 19:51:19 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/em-livro-o-samba-tocado-numa-bateria</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/em-livro-o-samba-tocado-numa-bateria</guid></item><item><title>Jazz manouche invade Curitiba antes do Carnaval</title><description>&lt;table align="center"&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="https://1.bp.blogspot.com/-Fr57KY9iqrQ/XjwMxzS8quI/AAAAAAAAgdM/u0hTTtUqHkwDupOEfVSc_9XR0DEaPWBZACLcBGAsYHQ/s1600/segundo.jpg"&gt;&lt;img border="0" height="325" src="https://1.bp.blogspot.com/-Fr57KY9iqrQ/XjwMxzS8quI/AAAAAAAAgdM/u0hTTtUqHkwDupOEfVSc_9XR0DEaPWBZACLcBGAsYHQ/s640/segundo.jpg" width="640"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Mauro Albert e Marcelo Cigano abrem o festival no dia 13&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Gênero musical criado na década de 30 do século passado pelo guitarrista Django Reinhardt, o jazz manouche (cigano) se espalhou nos anos seguintes pelo mundo. No Brasil só recentemente ele veio se fixar e graças, em grande parte, ao festival realizado anualmente em Piracicaba, conseguiu muitos apreciadores, ao mesmo tempo em que cativava vários excelentes músicos. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O festival de Piracicaba foi criado pelo dublê de músico e juiz de direito José Fernando Seifarth de Freitas, que estoicamente vem mantendo-o e ampliando-o. &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Piracicaba é hoje considerada a capital brasileira do jazz cigano, mas pode, a partir deste ano ver o seu título ameaçado por outra cidade, Curitiba, a capital paranaense, que vai realizar, de 13 a 16 de fevereiro, seu 1º Festival de Jazz Manouche.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Na organização do evento está o acordeonista Marcelo Cigano, um dos mais ativos músicos do manouche brasileiro, que informa que a ideia para a realização do festival foi do próprio José Fernando.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;A fórmula do festival curitibano segue, em linhas gerais, a de Piracicaba, com apresentações em diversos locais e ingressos a preços populares. O elenco de músicos é, igualmente, numeroso e de alta qualidade - uma garantia de que o público terá uma excelente amostra do que é o jazz manouche.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Programação &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O festival começa na quinta-feira, 13 de fevereiro, às 15h20, no Vale da Música, localizado na Ópera de Arame, com show da dupla Mauro Albert, um dos principais guitarristas manouche do país, e Marcelo Cigano. Às 21 horas os dois voltam a se apresentar, em companhia de Israel Fogaça, Winicius Luiz e convidados no Dizzy Café Concerto (Rua Treze de Maio, 894). &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Na sequência, é a seguinte a programação do festival:&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Dia 14/2 &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;14h20 &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Bina Coquet &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local:Vale da Música&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;16 horas&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Sebastián Abuter&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local:Vale da Música&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;20 horas&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Mauro Albert&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Live no Instagram @clubegaragem | Workshop-Pocket Show&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local: Garagem Instrumentos Musicais&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Rua Desembargador Westphalen, 604 - Centro&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;b&gt;Dia 15/2&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;10 horas&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Israel Fogaça&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local:Vale da Música&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;12h10&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Sebastián Abuter&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local:Vale da Música&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;13h00&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Mauro Albert, Israel Fogaça e Marcelo Cigano&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local: Full Jazz Bar &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;R. Silveira Peixoto, 1.297 - Batel &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;14h20&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Bina Coquet&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local:Vale da Música&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;16 horas&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Hot Club de Piracicaba&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local:Vale da Música&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;20 horas &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Concerto Oficial&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Bina Coquet e Sebastián Abuter&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Israel Fogaça Quinteto&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Murillo da Rós Trio&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Giu Nogueira&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Mauro Albert e Marcelo Cigano&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Nando Vicêncio&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Danilo Vianna &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Winicius Luiz&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;23:30&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Quinteto Jazz Cigano e Hot Club de Piracicaba&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local: Purple Reis&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;R. Trajano Reis, 277 - São Francisco&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;Dia 16/2&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;12h00&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Django Jam&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local: Full Jazz Bar &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;R. Silveira Peixoto, 1.297 - Batel &lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;14h10&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Israel Fogaça&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local:Vale da Música&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;19h30&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Encerramento do festival&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Marcelo Cigano Trio&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Local: Don Max&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Rua Tenente Max Wolf Filho, 37 - Água Verde&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O 1º Festival de Jazz Cigano de Curitiba conta com o apoio do Grand Rayon Hotel, Fogazza Cosméticos, Garagem Instrumentos Musicais, AZS Captações, Batel Grill, Spring, Família Farinha, Riffs, Aliança Francesa, A Empreendedora e Human Design.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Sun, 15 Mar 2020 19:51:19 -0300</pubDate><link>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/jazz-manouche-invade-curitiba-antes-do-carnaval</link><guid>http://blogoosfero.cc/carlosmotta/segundo-cliche/jazz-manouche-invade-curitiba-antes-do-carnaval</guid></item></channel></rss>