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Advogados protestam diante truculência contra defensora algemada no Rio

11 de Setembro de 2018, 14:22 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Na próxima segunda-feira, advogados farão um ato de desagravo à defensora algemada e presa no exercício da profissão.

 

Por Redação, com ACS/OAB – do Rio de Janeiro

 

Após a agressão à advogada Valéria Lúcia dos Santos, na véspera, durante uma audiência no Fórum de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, tanto a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro quanto a seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) reagiram, nesta terça-feira, com notas de repúdio ao fato e a adoção das medidas judiciais cabíveis.

A advogada Valéria dos Santos foi algemada no Fórum de Duque de Caxias, na Baixada FluminenseA advogada Valéria dos Santos foi algemada no Fórum de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

Na próxima segunda-feira, OAB/RJ fará um ato de desagravo à advogada algemada e presa no exercício da profissão. Em caráter emergencial, o presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem, Luciano Bandeira, também se pronunciou.

— A Comissão de Prerrogativas da OAB/RJ, em conjunto com a OAB/Duque de Caxias e a OAB Mulher, atuou em mais um caso revoltante nesta segunda-feira dia 10. Uma advogada da subseção de Duque de Caxias foi algemada em pleno exercício profissional. Nada justifica o tratamento dado à colega, que denota somente a crescente criminalização de nossa classe — afirmou Bandeira.

Delegado

A informação foi enviada para o grupo do Plantão de Prerrogativa, em uma rede social. Em seguida, foram juntados vídeos e o advogado Pedro Henrique Nascimento, que testemunhou a cena, colocou-se à disposição para prestar depoimento sobre os fatos ocorridos.

Os procuradores da Comissão de Prerrogativas fizeram contato com a Direção do Fórum de Duque de Caxias, sendo atendidos por funcionários que informaram que “um delegado da Ordem já acompanhava o caso”, tendo sido encaminhados posteriormente para a 59ª Delegacia de Polícia da região.

Após entrarem em contato com a sala da OAB/RJ, do Fórum Regional de Caxias, foram informados de que o delegado Marcelo Vaz havia se deslocado até a sala de audiências do 3º JEC.

Direito de trabalhar

Vaz, enviado pela 2ª Subseção, relatou que a advogada estava algemada e cercada por policiais militares, sendo solicitado aos mesmos que retirassem as algemas diante da flagrante ilegalidade, o que teria sido atendido de pronto.

Segundo os procuradores, “a juíza leiga Ethel de Vasconcelos informou que a advogada estava requerendo a adoção de medidas acerca de audiência finalizada, o que estaria impossibilitado até mesmo pela finalização da ata”.

Nos vídeos que circulam na internet, é possível ver a advogada sentada à mesa de audiências requerendo a presença de delegado da Ordem, sendo confrontada pela juíza leiga, que solicita que aguarde do lado de fora da sala de audiência, o que é negado pela patrona.

A advogada insiste em permanecer sentada até que algum representante da OAB/RJ esteja presente, e a juíza então informa que notificará a polícia para a sua retirada. No último vídeo, a advogada está algemada, sentada no chão da sala de audiências, próxima à porta, cercada por policiais militares, afirmando diversas vezes que só quer exercer “o direito de trabalhar”.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/advogados-protestam-diante-truculencia-contra-defensora-algemada-rio/

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