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Assessores de Bolsonaro ainda tentam reduzir danos na crise com Bebianno

18 de Fevereiro de 2019, 14:55 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Aumentou, nesta segunda-feira, o volume das versões que apontam para uma saída traumática do ministro.

 

Por Redação – de Brasília

 

Na tentativa de cerrar uma cortina de fumaça no escândalo de fraude nas candidaturas do PSL, nas últimas eleições, tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, alongaram por mais 24 horas o último capítulo da novela que se estende há uma semana. Nos bastidores, porém, a situação ainda é “uma batata quente, pelando”, segundo afirmou à reportagem do Correio do Brasil um dos assessores do ministro demissionário, em condição de anonimato.

Bebianno iniciou o expediente, nesta segunda-feira, ainda no cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da RepúblicaBebianno iniciou o expediente, nesta segunda-feira, ainda no cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

— O que tem ocorrido junto aos pelotões de bombeiros que atuam na crise entre Bolsonaro e Bebianno é uma tentativa de deixar a situação menos ruim. Sim, porque já chegou a um ponto sem volta entre os dois. Se ficar mais quente, vai às vias de fato — disse.

Sem que o decreto com a demissão de Bebianno se concretizasse, nas páginas do Diário Oficial da União desta segunda-feira, apesar dos rumores de que já estaria assinado por Bolsonaro, aumentou o volume das versões que apontam para uma saída traumática do ministro. A amigos, segundo nota de uma colunista do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, o ex-coordenador da campanha presidencial estaria recebendo ameaças de morte, por meio de seu número de WhatsApp.

Na contramão

As mensagens, diz a jornalista Mônica Bergamo, começaram na véspera, promovidas por seguidores do ‘Mito’, como Bolsonaro é tratado junto a um pequeno grupo de radicais de extrema direita. Assim que teve início a crise, na semana passada, o número de telefone do ministro foi divulgado em grupos de redes sociais.

“Um dos interlocutores de Bebianno diz acreditar que 99% das ameaças são ‘bravatas’ de ‘bolsominions’, como são chamados os apoiadores mais radicais do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nos meios de oposição. Apesar disso, ele está sendo aconselhado a cuidar de sua integridade física. No domingo, depois que diversos meios de comunicação publicaram que ele poderia cair atirando em Jair Bolsonaro, Bebianno disse à coluna que não pensava em atacar o presidente”, escreveu a colunista.

Na contramão de quem esperava um ataque direto do ministro ao presidente da República, Bebianno recuou, na noite passada, ao afirmar que não pretende atacar Jair Bolsonaro.

— Eu não vou sair com pecha de bandido, de patrocinador de laranjais ou de traidor — afirmou Bebianno, a jornalistas.

Laranjas

O ministro, em vias de deixar o governo, no entanto, não negou seu comentário acerca do “ciúme exacerbado” de Carlos Bolsonaro, o filho ‘número 2’ do presidente, que levaria o vereador do Rio de Janeiro (PSL) a deixar em segundo plano a execução de “um projeto para o país”. De acordo com reportagem do outro diário conservador paulistano O Estado de S.Paulo, ao conquistar espaço junto ao pai presidente, Bebianno teria virado alvo de Carlos.

Ainda segundo a reportagem, Bebianno estaria magoado por Carlos o ter chamado publicamente de mentiroso, nos desdobramentos de denúncias de que o PSL, sob comando de Bebianno, montou um esquema de candidaturas laranjas para receber recursos públicos do fundo partidário.

Segundo o jornal, o ministro se refere ao vereador, todo o tempo, com adjetivos que desqualificam sua capacidade intelectual. E ameaça ter “cartas na manga” para expor Carlos, com sérios prejuízos para o Presidente da República.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/assessores-bolsonaro-reduzir-danos-crise-bebianno/

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