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Aumento generalizados nos preços atinge brasileiros mais pobres

8 de Dezembro de 2021, 15:55 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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A conta de luz ainda deve continuar subindo no ano que vem. Estimativas de uma empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia apontam que as tarifas devem ter um reajuste médio de 19% no país em 2022. No acumulado anual, o indicador chegou a 10,67%, maior valor já registrado desde janeiro de 2016.

Por Redação – de Brasília e Rio de Janeiro

O estouro da meta da inflação por dois anos consecutivos, com as projeções de inflação de 10,18% neste ano e de 5,02% em 2022, pelo BC, atinge fortemente as famílias de baixa renda. Com o aumento dos preços, a camada da população com salários inferiores tem menos condições financeiras para adquirir os itens básicos para a sua sobrevivência.

O preço dos cereais tem subido, dia após dia, e um saco de 5 kg de arroz já custa mais de R$ 50 em alguns supermercadosO preço dos cereais tem subido, dia após dia, e um saco de 5 kg de arroz já custa mais de R$ 50 em alguns supermercados

Diante do aumento nas contas de luz, da desvalorização do real diante do dólar e da instabilidade política, o brasileiro terá um início de ano de 2022 repleto de dificuldades para pagar suas despesas básicas.

A conta de luz ainda deve continuar subindo no ano que vem. Estimativas de uma empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia apontam que as tarifas devem ter um reajuste médio de 19% no país em 2022.

Recessão

No acumulado de 12 meses, até outubro, a faixa com renda familiar menor, de um a três salários mínimos, registrou inflação de 10,63%, indica estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

A inflação também preocupa investidores, que apontam que um ciclo mais duro de alta de juros poderá levar a economia a uma recessão ainda maior. Contudo, não há como trazer a inflação para baixo sem desacelerar a economia ainda mais. Para a decisão do Copom nesta noite, a esmagadora maioria dos analistas espera alta de 1,5 ponto porcentual da taxa Selic, para 9,25%.

Apesar do resultado negativo do PIB, a inflação também atingiu em cheio os chamados “outros serviços”, como bares, restaurantes e hotéis, que tiveram alta de 4,4% no terceiro trimestre em comparação com os três meses anteriores.

Juros altos

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), concluída no início desta noite, a maior alta da taxa básica de juros (Selic) em quase 20 anos estava no radar dos principais economistas brasileiros. A expectativa dos analistas de mercado é de uma alta de 1,5 ponto percentual, chegando a 9,25% ao ano, como forma de conter o avanço da inflação, que deverá fechar o ano acima da marca de dois dígitos.

De acordo com o diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, o aumento acumulado em nove meses deve chegar a 7,25 pontos percentuais, acima do nível inicial de 2%- o mínimo histórico. E, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, chegou a 1,25% em outubro, maior alta desde 2002. 

No acumulado anual, o indicador chegou a 10,67%, maior valor já registrado desde janeiro de 2016. A combinação da tendência de alta inflacionária e o consequente aumento da taxa de juros para tentar conter a escalada do aumento dos preços também afeta as expectativas futuras sobre os dois pontos de economia para 2022 e 2023, o que deve afetar negativamente os investimentos do setor produtivo e o consumo da população.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/aumento-generalizados-precos-atinge-brasileiros-mais-pobres/

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