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Boca vence Cruzeiro em jogo marcado por expulsão e fica perto da semi

20 de Setembro de 2018, 13:42 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O jogo começou bom para a equipe mineira, que quase abriu o placar com menos de um minuto do primeiro tempo. Robinho cobrou escanteio pela esquerda, Thiago Neves se antecipou à marcação e cabeceou na trave.

Por Redação, com EFE – de Buenos Aires

O Boca Juniors deu um passo importante para se colocar entre os quatro melhores da Taça Libertadores ao vencer o Cruzeiro por 2 a 0 no estádio La Bombonera na quarta-feira, em partida na qual foi determinante a polêmica expulsão do zagueiro Dedé.

O Boca Juniors deu um passo importante para se colocar entre os quatro melhores da Taça Libertadores ao vencer o Cruzeiro por 2 a 0

O time da casa, dono de seis títulos da competição continental, saiu à frente no primeiro tempo, com gol de Zárate. Mesmo assim, a partida era equilibrada, até que aconteceu o lance que será discutido no mundo inteiro nos próximos dias.

Após um chuveirinho para a área, o goleiro Andrada saiu do gol para socar a bola e foi atingido por Dedé que já havia se preparado para cabecear. Depois do atendimento ao camisa 1 ‘xeneize’, o árbitro paraguaio Eber Aquino consultou o VAR, reviu o choque e mostrou cartão vermelho para o defensor.

No 11 contra 10, o Boca marcou o segundo com Pérez, em uma jogada aérea, nas quais Dedé costuma ser o salvador cruzeirense. Para piorar, pouco antes da expulsão, a Raposa ficou sem o meia Thiago Neves, que sentiu a coxa esquerda.

Com a derrota, o bicampeão da América precisará vencer por três gols de diferença na volta, em 4 de outubro, no Mineirão, para se classificar, ou então devolver o 2 a 0 e resolver na disputa de pênaltis. Quem passar de fase enfrentará Palmeiras ou Cerro Porteño por uma vaga na decisão.

O Cruzeiro entrou em campo em La Bombonera com um desfalque importante, o meia De Arrascaeta, que sentiu a coxa. Outro meia, Mancuello, machucou o joelho, enquanto os atacantes Sassá e Fred se recuperam de lesões mais graves.

No Boca, o centroavante Ábila, ex-jogador da Raposa, cumpriu suspensão, enquanto o lateral-esquerdo Fabra está no departamento médico. Já o ídolo Tévez, em fase final de carreira, é reserva e foi opção para o técnico Guillermo Barros Schelotto, que o aproveitou no quarto final do confronto.

O jogo começou bom para a equipe mineira, que quase abriu o placar com menos de um minuto do primeiro tempo. Robinho cobrou escanteio pela esquerda, Thiago Neves se antecipou à marcação e cabeceou na trave.

O Boca até tinha mais a bola, mas quase não incomodava o goleiro Fábio. Aos dez minutos, Zárate preparou de cabeça, Barrios arriscou de longe e finalizou à esquerda do alvo. Aos 14, o próprio Zárate tentou, mas foi bloqueado.

Com o passar do tempo, porém, os ‘Xeneizes’ foram criando mais e levando mais perigo. Aos 21, Jara foi acionado nas costas de Egídio e cruzou rasteiro. Pavón ia chegando para completar, mas Edílson dividiu e Dedé afastou. Um minuto depois, Benedetto girou na entrada da área e chutou forte, mas encobriu o travessão.

Benedetto, que chegou a ser convocado para a seleção argentina no ano passado, mas perdeu espaço após uma grave lesão, provava porque merece ser titular e deixar Tévez no banco. Aos 34, ele ajeitou com estilo para Pérez, que bateu com desvio.

De tanto insistir, o hexacampeão continental fez 1 a 0 aos 35 minutos. A defesa cruzeira até afastou em um primeiro momento, mas Pérez recolheu perto da área e enfiou na direita da área para Zárate, que tocou rasteiro na saída de Fábio e abriu o placar.

O Cruzeiro teve duas chances incríveis nos primeiros instantes do segundo tempo, mas o empate não aconteceu. Aos dois minutos, Robinho fez boa jogada e levantou para Thiago Neves, que não conseguiu cabecear. Logo em seguida, aos três, Robinho deu para Rafinha, que deu um leve toque por cima do goleiro Andrada, mas viu Barrios cortar em cima da linha.

Passado o susto, o Boca quase aumentou a diferença aos 12 minutos. Zárate dominou com certo espaço pelo meio, girou e chutou de longe. Fábio caiu atrasado e não alcançou, mas, para sua sorte, a bola beijou a trave direita e não entrou. Na sequência, aos 13, Izquierdoz subiu livre após o escanteio, mas cabeceou para o alto.

Com Thiago Neves pouco inspirado, o Cruzeiro tinha grande dificuldade na criação. Lucas Silva tentou resolver com chute da intermediária, aos 22, mas apenas cedeu tiro de meta.

O jogo

Aos 28, aconteceu o lance que derrubou a Raposa na partida e, talvez, na eliminatória. Edílson levantou da direita, Andrada saiu para afastar de soco e se chocou com Dedé, que já tinha armado o cabeceio. Após o atendimento ao goleiro, o árbitro reviu o lance no monitor à beira do gramado e mostrou cartão vermelho para o zagueiro, entendendo que ele agrediu o adversário.

Não demorou para que o time argentino se beneficiasse da vantagem numérica. Aos 36 minutos, Jara cruzou, Edílson cortou mal, para a o meio da área, Pérez chegou enchendo o pé e marcou o segundo do Boca. Só depois de sofrer o segundo que Mano Menezes recompôs a zaga, em troca de Rafinha por Manoel.

O Cruzeiro ainda poderia ter diminuído, mas Andrada, ainda ensanguentado, salvou os ‘Xeneizes’. Edílson cobrou falta de muito longe, com força, e o camisa deu um tapinha para colocar em escanteio e segurar o 2 a 0.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/boca-cruzeiro-jogo-expulsao-semi/

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