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Bolsonaro manda Guedes calar a boca e cancelar agenda de campanha

21 de Setembro de 2018, 14:29 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O programa de governo do candidato do PSL prevê a criação de “superministério” da economia, a ser ocupado por Guedes, que acaba de ser desautorizado.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Economista e coordenador econômico do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, o banqueiro Paulo Guedes precisou cancelar três aparições públicas e algumas entrevistas depois do “cala boca” que recebeu do representante fascista nas eleições deste ano. Ele faria conferências entre quinta-feira e a sexta-feira e precisou desmarcar os compromissos, em cima da hora, após a polêmica gerada em torno de uma proposta atribuída a ele de criar um imposto nos moldes da CPMF e de uma alíquota única para o Imposto de Renda.

Paulo Guedes, que seria o superministro de Bolsonaro, acaba de ser desautorizadoPaulo Guedes, que seria o superministro de Bolsonaro, acaba de ser desautorizado

Guedes, cotado para o Ministério da Fazenda se Bolsonaro chegar ao segundo turno e vencer a eleição, participaria de um encontro organizado pelo Credit Suisse na quinta. Na manhã desta sexta-feira, iria a uma reunião da Câmara Americana de Comércio (Amcham) e pela tarde de um evento da XP Investimentos. Ambos os eventos desta sexta foram cancelados pela manhã.

‘Desculpas’

O economista disse a um grupo de investidores que criaria um novo imposto nos moldes da CPMF e que unificaria todas as alíquotas de Imposto de Renda em 20%.

A proposta foi alvo de duras críticas de adversários de Bolsonaro na corrida presidencial e o próprio candidato do PSL, que está hospitalizado se recuperando de duas cirurgias de urgência a que se submeteu por causa da facada que sofreu no início do mês, foi mais de uma vez às redes sociais para desautorizar seu assessor e negar a recriação da CPMF; além de rejeitar aumentar impostos caso eleito.

“Informamos o cancelamento da reunião com o economista Paulo Guedes, coordenador do programa econômico de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, que seria realizada hoje (20). Pedimos sinceras desculpas por possíveis transtornos e agradecemos a compreensão”, informou o Credit Suisse em nota na quinta.

Também em comunicado, a Amcham disse que Guedes informou que não compareceria 50 minutos antes da hora marcada para o início do evento.

‘Posto Ipiranga’

“O economista Paulo Guedes, coordenador do programa econômico de Jair Bolsonaro (PSL-RJ), comunicou às 8h40 desta manhã (21/9) que não poderá comparecer ao debate Presidenciáveis Amcham 2018 – Seu País, Sua Decisão – previsto para hoje. Fica, assim, cancelado o evento da série”, informou a instituição.

Nesta manhã, pela terceira vez nesta semana, Bolsonaro foi ao Twitter para rebater a informação de que pretende recriar a CPMF e elevar impostos. O neofascista já admitiu, publicamente, que não entende de economia e, quando questionado sobre o tema, muitas vezes se refere a Guedes, a quem chama de seu “Posto Ipiranga” para assuntos econômicos.

O programa de governo do candidato do PSL prevê a criação de um “superministério” para cuidar da economia, a ser ocupado por Guedes, que acaba de ser desautorizado.

Nova CPMF

A proposta de um novo imposto nos moldes da CPMF e de unificação das alíquotas do Imposto de Renda foi alvo de críticas, por exemplo, do candidato do PDT, Ciro Gomes, que a classificou de “fascista”. E do presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, que afirmou que as ideias tributárias atribuídas a Guedes são um “tiro” de Bolsonaro no contribuinte. O tucano também usou seu programa na TV para afirmar que o rival do PSL cobrará mais impostos dos mais pobres.

Na quarta-feira, uma fonte com trâmite na campanha de Bolsonaro disse à agência inglesa de notícias Reuters que um imposto nos moldes da CPMF, com incidência sobre movimentações financeiras, viria no lugar da adoção de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em simplificação tributária promovida em eventual governo do candidato do PSL.

Também na quarta-feira, o coordenador da campanha de Bolsonaro em São Paulo, deputado federal Major Olimpio, disse à Reuters que o candidato do PSL telefonou de seu leito hospitalar para Guedes no mesmo dia que a proposta atribuída a ele pela Folha, para pedir explicações sobre a proposta.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/bolsonaro-manda-guedes-calar-boca-cancelar-agenda-campanha/

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