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Bolsonaro recua, outra vez, e agora diz que quer ser candidato

24 de Setembro de 2021, 15:52 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Após ameaçar a democracia brasileira ao colocar em dúvida a realização do pleito, no ano que vem, em um crescendo até as manifestações frustradas do último 7 de Setembro, Bolsonaro disse na entrevista que não pretende “melar” o pleito.

Por Redação – de Brasília

Em mais um recuo, depois do suspense quanto à participação nas eleições do ano que vem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta sexta-feira, que tentará colocar seu nome na cédula de votação, caso se filie a alguma agremiação política.

BolsonaroBolsonaro posa para foto, durante entrevista à revista semanal de ultradireita Veja

— Se não for crime eleitoral, eu respondo: pretendo disputar — disse o mandatário neofascista, em entrevista à revista semanal de ultradireita Veja.

Após ameaçar a democracia brasileira ao colocar em dúvida a realização do pleito, no ano que vem, em um crescendo até as manifestações frustradas do último 7 de Setembro, Bolsonaro disse na entrevista que não pretende “melar” o pleito. 

— A chance de um golpe é zero — refugou, após de ter dito que “só Deus” o tiraria do Palácio do Planalto.

Paulo Guedes

Bolsonaro também afirmou que espera a melhora da economia e negou a possibilidade de demissão do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ao comentar os boatos sobre uma eventual troca no comando da pasta, ele foi enfático:

— Vou colocar quem lá? — questionou.

Para Bolsonaro, se ele fosse substituir o ministro, seria por alguém “da linha contrária à dele”, ou seria trocar seis por meia dúzia, destacou.

— Ele iria começar a gastar, e a inflação já está na casa dos 9%, o dólar em R$ 5,30. Na economia você tem que ter responsabilidade, o que se pode gastar, respeitando o teto de gastos. Se não fosse a pandemia, estaríamos voando na economia — disfarçou.

Teto de gastos

Segundo o mandatário, ele foi advertido por Guedes sobre como o período eleitoral estimula quem está no poder a gastar mais com medidas populistas na tentativa de garantir a reeleição. Com relação a isso, Bolsonaro afirmou que esse é um movimento “natural do ser humano” e declarou que as medidas do governo não ultrapassaram o teto de gastos.

— Não fizemos nada de errado no tocante a isso aí — continuou.

Outro ponto abordado por ele na entrevista foi sobre as manifestações do dia 7 de setembro, o recuo e a tentativa de apaziguamento da relação com o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Bolsonaro afirmou que seus apoiadores esperavam que ele fosse “chutar o pau da barraca”. 

— Queriam que eu fizesse algo fora das quatro linhas. E nós temos instrumentos dentro das quatro linhas para conduzir o Brasil — desconversou.

Mil dias

Bolsonaro negou, ainda, ter convocado a manifestação e disse que apenas 15 dias antes do movimento ele começou a declarar que estaria na Esplanada e em São Paulo para participar dos atos.

— Mas, em São Paulo, quando eu falei em negociar, eu senti um bafo na cara. Extrapolei em algumas coisas que falei, mas tudo bem — admitiu.

Prestes a completar mil dias na cadeira do Executivo, Bolsonaro persiste em negar casos de corrupção. Forte crítico dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que investiga a atuação do governo federal no combate à covid-19, o presidente disse que “tem gente que não pensa no seu país” e, ao invés de “mostrar seu valor, quer caluniar o próximo”.

Covid-19

Aos jornalistas, Bolsonaro voltou a defender o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para o combate à covid-19.

— Continuo defendendo a cloroquina. Eu mesmo tomei quando fui infectado e fiquei bom — acredita.

E afirmou, em sua defesa, que “o militar na Amazônia usa sem recomendação médica. Ele vai para qualquer missão e coloca a caixinha no bolso. O civil também. Você nunca ouviu falar que na região Amazônica morre gente combatendo a malária por causa da hidroxicloroquina. Criou-se um tabu em cima disso”.

Mesmo com as denúncias sobre a atuação do governo no enfrentamento da pandemia, Bolsonaro mantém a retórica de que não cometeu erros e destacou que faria tudo outra vez.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/bolsonaro-recua-outra-vez-agora-quer-ser-candidato/

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