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Brasil e mais 11 países assinam documento para prevenção e enfretamento do AVC

9 de Agosto de 2018, 13:08 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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A Carta de Gramado estabelece 16 compromissos assumidos por países da América Latina com o objetivo de melhorar a prevenção e o cuidado da doença em seus respectivos territórios

Por Redação, com ACS – de Brasília

Reduzir a mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e promover a saúde mental e o bem-estar da população até 2030. Esses são os principais objetivos da Carta de Gramado, documento assinado pelo Brasil juntamente com mais 11 países da América Latina, durante o XXI Congresso Iberoamericano de Doenças Cerebrovasculares, no Encontro Interministerial Latinoamericano de AVC, em Gramado (RS). A assinatura do documento marca o mês de agosto, quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, na terça-feira. O colesterol alto é um dos fatores de risco do AVC.

Reduzir a mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e promover a saúde mental e o bem-estar da população até 2030

A cooperação internacional para avançar nas estratégias de combate ao AVC foi firmada pelo Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. A doença é a segunda causa de morte na maior parte desses países. Atualmente, o Brasil é referência no tratamento do AVC para os demais países da América Latina, já dispondo de Linha de Cuidados em AVC estabelecida como política pública de saúde.

– Nós estamos de uma forma muita clara, objetiva e, principalmente, junto à Sociedade Brasileira de Neurologia verificando tudo aquilo que é necessário dentro da linha de cuidados para avançar cada vez mais no atendimento a pacientes vítimas de AVC – explicou o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis, durante a apresentação das ações realizadas pela pasta para prevenção, tratamento e reabilitação das pessoas acometidas pelo AVC. Na ocasião, o secretário representou o ministro da Saúde do Brasil.

Carta de Gramado

Na Declaração, os países se comprometem em: proporcionar educação da população quanto aos sinais de alerta, urgência no tratamento e controle dos fatores de risco; promover ambientes seguros e saudáveis para estimular a realização de atividade física; implantar políticas para o controle do tabaco; estimular a alimentação saudável, para reduzir o consumo de sal, uso prejudicial de álcool e controlar o peso; visando diminuir a incidência de doenças cardio e cerebrovasculares.

Os compromissos também incluem estabelecer estratégias de detecção de fatores de risco tratáveis como hipertensão, fibrilação atrial, diabetes e dislipdemias; promover a atenção, visando ao controle dos fatores de risco tratáveis; organizar o atendimento pré-hospitalar, priorizando o paciente com AVC; priorizar a estruturação de centros de AVC, organizar unidades de AVC com área física definida e equipe multidisciplinar capacitada, disponibilizar tratamentos de fase aguda baseados em evidência, disponibilizar exames para investigação etiológica mínima, promover alta hospitalar para prescrição de prevenção secundária, estimular o uso de telemedicina nos hospitais sem acesso e especialista em tempo integral para orientação do tratamento agudo.

O próximo passo em relação ao encontro ministerial será encaminhar a Carta de Gramado para todos os países que a assinaram para que possam implementar as recomendações estabelecidas.

Panoram do AVC no Brasil   

Anualmente doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, diabetes e câncer respondem por 74% dos óbitos e são a primeira causa de mortes no país. Estatísticas Brasileiras indicam que a doença é a causa mais frequente de óbito na população adulta (10% dos óbitos) e consiste no diagnóstico de 10% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2016 foram 188.223 internações para o tratamento de AVC isquêmico e hemorrágico no SUS. Sobre as mortes, a pasta registrou em 2016, no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), 40.019 óbitos por AVC.

Avanços no SUS

O Ministério da Saúde lançou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que tem a expansão da Atenção Básica como uma das principais ações de enfrentamento, uma vez que nessa área é possível resolver até 80% dos problemas de saúde. O conjunto de ações do Governo Federal, com expansão do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além das ações de promoção da saúde, como a redução do sódio e do açúcar nos alimentos, já impacta na queda de óbitos precoce por Doenças Crônicas Não Transmissíveis, entre elas, o AVC.

Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra uma redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos). Com isso, o Brasil já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022. A meta inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022.

Para o atendimento especializado, atualmente são 60 estabelecimentos habilitados como Centros de Atendimento de Urgência aos Pacientes com AVC. Com foco na reabilitação de pacientes com lesões neurológicas devido a doença, desde 2012, o Ministério da Saúde habilitou 203 Centros Especializados em Reabilitação (CER) em todo o país, além de 36 Oficinas Ortopédicas.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/brasil-paises-assinam-documento-prevencao-enfretamento-avc/

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