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Campanha contra prisão de Lula resume-se a panfletos e rede social

12 de Março de 2018, 16:10 , por Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Presidenta do PT, a Gleisi Hoffmann não convoca grandes manifestações ou fala em desobediência civil; se houver a prisão de Lula. Em vídeo distribuído nas páginas que mantém nos sites sociais norte-americanos, em funcionamento no Brasil, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, lembra que a condenação do ex-presidente se dá sem que as investigações apontassem uma única prova de sua culpa pelas acusações.

 
Por Redação – de São Paulo

 

A apenas duas semanas do prazo fatídico em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá ser preso, por ordem do juiz Sérgio Moro, o máximo que o Partido dos Trabalhadores (PT) mobilizou, ate agora, apenas uma campanha com material impresso e pelas redes sociais, “de esclarecimento ao povo brasileiro sobre os motivos da perseguição ao ex-presidente”, diz o comunicado da legenda, divulgado nesta segunda-feira.

Lula, Requião (PMDB-PR) e a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR) conversam sobre a regulação da mídia

Lula, Requião (PMDB-PR) e a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR) conversam sobre a regulação da mídia

Em vídeo distribuído nas paginas que mantém nos sites sociais norte-americanos, em funcionamento no Brasil, a presidenta do PT, senadora paranaense Gleisi Hoffmann, lembra que a condenação do ex-presidente se dá sem que as investigações apontassem uma única prova de sua culpa pelas acusações. E afirma que a perseguição a Lula faz parte do atual cerco à democracia e aos direitos dos trabalhadores promovido desde a concretização do golpe que levou Michel Temer ao poder. Hoffmann não falou em mobilizações populares ou em desobediência civil, caso o líder político mais popular do país seja jogado em um cárcere. Reclamou, no entanto, da inflexão imposta à democracia, no Brasil.

Prisão de Lula

“Vivemos tempos sombrios no Brasil. Não temos normalidade democrática, política e institucional”, escreveu.

Ainda segundo Hoffmann; além da falta da provas apontadas por especialistas, na decisão do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-IV) que endossou a condenação do juiz Sérgio Moro, “o cumprimento de pena após condenação em segunda instância divide a comunidade jurídica”.

“Até mesmo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem a necessidade de rever decisão tomada em 2016, que autoriza – mas não obriga – a execução da pena de prisão, após decisão confirmada em órgão colegiado”, prosseguiu.

Hoffmann acrescentou que “a Constituição brasileira é clara, e só autoriza a prisão de qualquer pessoa após o ‘trânsito em julgado’ de sentença condenatória”. É auando a última instância da Justiça dá o seu veredicto sobre um determinado processo.

“O último tribunal é o Supremo Tribunal Federal”, ressalta a dirigente partidária.

Casuísmo

Segundo a senadora, é “absurdo” quererem prender Lula.

— Lula representa tudo de conquista que esse povo teve nos últimos 30 anos. A melhoria da qualidade de vida, dos direitos sociais, a melhoria dos salários. Prender Lula é aprisionar a esperança do povo brasileiro; a sua confiança, o seu sonho — afirma a líder petista, no vídeo publicado nas redes sociais. 

Ela convoca a militância do partido, dos movimentos sociais e de toda a esquerda, para uma “campanha de esclarecimento”. A menos de 20 dias do fato ser consumado; a legenda pretende demonstrar que a prisão de Lula seria um dos maiores retrocessos da democracia brasileira e ‘perversa’ para o povo. 

Gleisi também diz que as Organizações Globo; “em comportamento típico de quem se considera dona do país”, atua para que o STF se omita sobre decisões que poderiam livrar Lula de uma prisão arbitrária. Isso, segundo a petista, configuraria “o mais abjeto casuísmo judicial”.

Democratização

“Não vamos assistir, mansamente, à prisão do nosso líder. Aliás, do líder do povo. Queremos dizer em alto e bom som: vamos com Lula até o final, até às últimas consequências”, garante Gleisi. Mais uma vez, porém, não explicou a razão de governos petistas transferirem cerca de R$ 6 bilhões em recursos para a Globo; na ultima década, segundo contabiliza o site Transparência Brasil; em publicidade e patrocínios.

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), diz que a pressão dos jornais da imprensa tradicional; somada às declarações da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, que se nega a colocar sob análise da Corte o habeas corpus preventivo protocolado pela defesa do ex-presidente; servem para criar condições jurídicas que justifiquem a sua prisão.

Decisão desse tipo, que configuraria uma “condenação sem provas, contra uma pessoa inocente”, diz Pimenta. Segundo ele, agravará a crise institucional, no país. E poderá transformar Lula no primeiro preso político, após a redemocratização.

— Leva o país para a beira do caos, com consequências imprevisíveis — conclui Pimenta.

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Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/campanha-contra-prisao-de-lula-resume-panfletos-rede-social/

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