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Campanha no Rio chega à reta final ainda mais acirrada

21 de Outubro de 2018, 16:25 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Paes e Witzel, na reta final da disputa, procederam mudanças em suas equipes, na tentativa de conquistar apoios políticos e antecipar movimentos do adversário.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Na reta final da campanha eleitoral deste ano, a campanha ao segundo turno fica mais acirrada com ataques mais frequentes entre os candidatos ao Palácio Guanabara, Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM). Ex-juiz federal, Witzel teve seu nome aliado ao do lobista Ary Ferreira da Costa Filho, conhecido como Aryzinho, hoje preso por cumplicidade com o ex-governador Sérgio Cabral (MDB).

O lobista Aryzinho teve seu nome ligado ao do candidato de ultradireita, Wilson WitzelO lobista Aryzinho teve seu nome ligado ao do candidato de ultradireita, Wilson Witzel

Witzel teria usado Aryzinho, um dos principais operadores do esquema de corrupção liderado por Cabral, para se aproximar de políticos do MDB do Rio. Witzel é líder nas pesquisas para o governo do Rio justamente com um discurso contra emedebistas, segundo denuncia um dos diários conservadores cariocas.

“Por intermédio do agente fazendário Ary Ferreira da Costa Filho, o Aryzinho, condenado por lavagem de dinheiro pelo juiz Marcelo Bretas, Witzel buscou alavancar sua carreira política em encontros particulares com Cabral e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani”, diz um dos jornais das Organizações Globo.

“A amizade do ex-juiz com Aryzinho também permitiu-lhe circular por dois anos seguidos no camarote do governo do Rio no Sambódromo. A convite do operador, esteve no local onde várias autoridades do MDB e partidos aliados circulavam”, acrescentou.

Novos assessores

Witzel, de sua parte, defende-se das acusações e rebate o adversário em comentários sobre sua possível ligação com o mesmo esquema do ex-governador, hoje condenado a mais de meio século de prisão.

Ambos, na reta final da disputa, procederam mudanças em suas equipes, na tentativa de conquistar apoios políticos e antecipar movimentos do adversário. Na campanha de Witzel, o vereador Cláudio Castro (PSC) foi promovido a articulador político no segundo turno. Ele está licenciado da Câmara do Rio para assumir o papel em tempo integral.

A relação entre Witzel e Castro, que integra movimento carismático da Igreja Católica, começou a se estreitar no início do ano. Em março, o vereador concedeu a medalha Pedro Ernesto ao aliado.
O ex-juiz também cooptou o candidato derrotado do PDT, o deputado estadual Pedro Fernandes à campanha, na qualidade de conselheiro. O partido dele apoia o candidato Eduardo Paes e já ameaçou com a expulsão qualquer filiado divergente.

Do lado de Paes, o deputado federal Pedro Paulo (DEM), braço-direito de Paes na prefeitura, voltou a ser um dos coordenadores da agenda política. No primeiro turno, dedicou-se à reeleição mas, agora, divide o comando da campanha com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), e com o deputado estadual Comte Bittencourt (PPS), vice na chapa.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/campanha-rio-chega-reta-final-mais-acirrada/

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