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China critica ‘ações erradas’ dos EUA com restrições à Huawei

23 de Maio de 2019, 11:18 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Os Estados Unidos acusaram a Huawei de trabalhar para o governo chinês em atividades contrárias à segurança nacional, acusações negadas pela Huawei.

Por Redação, com Reuters – de Pequim/Washinton

A China disse que os Estados Unidos precisam corrigir suas “ações erradas” para que as negociações continuem após as restrições à Huawei, um movimento que abalou as cadeias globais de fornecimento e prejudicou as ações de tecnologia com investidores temendo uma iminente guerra fria tecnológica.

Estande da Huawei em exposição de empresas de tecnologia em Guizhou, na China

O conglomerado japonês Panasonic se juntou à lista crescente de empresas que disseram que estão rompendo seus laços com a Huawei Technologies, que é a segunda maior vendedora mundial de smartphones, afirmando ter interrompido os embarques de alguns componentes.

A decisão foi tomada um dia depois que a ARM, fabricante britânica de chips, disse que suspendeu as relações com a Huawei para cumprir o bloqueio de fornecimento dos EUA, o que pode prejudicar a capacidade da empresa chinesa de fabricar novos chips para smartphones. A Huawei usa blueprints ARM para projetar os processadores que alimentam seus smartphones.

– Se os Estados Unidos quiserem continuar as negociações comerciais, devem mostrar sinceridade e corrigir suas ações erradas. As negociações só podem continuar com base na igualdade e no respeito mútuo – disse o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng.

– Vamos acompanhar de perto os desenvolvimentos relevantes e preparar as respostas necessárias – disse ele, sem dar mais detalhes.

Os Estados Unidos acusaram a Huawei de trabalhar para o governo chinês em atividades contrárias à segurança nacional, acusações negadas pela Huawei. O governo Trump suavizou ligeiramente seu posicionamento nesta semana ao conceder à empresa uma licença para comprar produtos norte-americanos até o dia 19 de agosto para minimizar a interrupção aos clientes.

A japonesa Toshiba disse que retomou algumas remessas para a Huawei depois de suspender temporariamente os embarques para verificar se eles incluíam componentes fabricados nos Estados Unidos.

– O que estamos testemunhando é uma potencial reconfiguração do comércio global como tem sido desde a Segunda Guerra Mundial … os investidores devem começar a pensar em quão sensíveis seus portfólios são aos choques expostos à cadeia de suprimento global – disse Peter Garnry, chefe de estratégia de ações do Saxo bank, em uma nota intitulada “Você está pronto para uma guerra fria tecnlógica?”

O fundador da Huawei, Ren Zhengfei, disse à revista financeira chinesa Caixin na quinta-feira que não vê impacto sobre a empresa da decisão da ARM de suspender os negócios com a Huawei.

Cortar laços com Huawei

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse nesta quinta-feira que a China representa um risco real para a segurança nacional dos Estados Unidos, e que acredita que mais empresas norte-americanas vão romper laços com a Huawei Technologies.

Pompeo disse em uma entrevista para a CNBC que acredita em uma reportagem publicada pelo jornal New York Times que afirma que a China utiliza tecnologia avançada de vigilância para subjugar minorias, o que inclui os muçulmanos uigures.

Rastreamento de anúncios

A Apple disse na quarta-feira que lançará uma nova tecnologia para rastrear cliques em anúncios e detectar se levam à compra de produtos, garantindo a privacidade dos usuários.

Para rastrear os cliques em anúncios, os usuários não serão identificados de forma única nos sites, e a tecnologia permitirá que apenas esses sites sejam envolvidos na medição dos cliques, sem a presença de terceiros, segundo postagem no blog do Webkit.

A medida da Apple mostra como o aumento do escrutínio público está forçando maior transparência no Vale do Silício, particularmente quando rivais como o Facebook e o Google têm lutado contra escândalos de privacidade de dados.

Em um evento de lançamentos em março, a Apple fez da privacidade o foco principal ao lançar o Apple News+, aplicativo de notícias que afirma não relatar para anunciantes o que os usuários lêem, bem como um cartão de crédito com a Goldman Sachs que não irá vender dados dos usuários.

A nova tecnologia do Webkit evita confiar em uma das partes, seja na rede ou no comerciante, e limita a comunicação entre elas para impedir o compartilhamento de dados que podem rastrear um usuário individual.

No início deste mês, o Google anunciou que lançará uma função parecida com um painel de controle em seu navegador Chrome para oferecer aos usuários mais controle na defesa dos cookies de rastreamento, de acordo com o Wall Street Journal.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/china-critica-acoes-eua-restricoes-huawei/

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