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Ciro resiste a abandonar corrida eleitoral sem antes destruir Moro

14 de Janeiro de 2022, 15:49 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Presidente do PDT, Carlos Lupi tem sofrido pressão semelhante de deputados que o abordam com a mesma inquietação. Lupi, no entanto, tem resistido e dito aos interlocutores que a sigla permanecerá com Ciro Gomes até o fim do primeiro turno, em outubro próximo.

Por Redação – de São Paulo

O manual de campanha de todo candidato o impede de, publicamente, admitir que perderá as eleições, e isso tem impedido que o pedetista Ciro Gomes avalie as reais condições de chegar ao segundo turno contra o ex-presidente Lula, líder disparado em todas as pesquisas eleitorais. Análises, no entanto, obtidas pela reportagem do Correio do Brasil junto à cúpula do PDT em caráter sigiloso, apontam para o substancial aumento na pressão para que o ex-governador do Ceará desista de seus planos eleitorais.

Ciro GomesCiro tem pensado mais antes de falar; ainda assim, abre novo flanco de debates contra Sérgio Moro

Presidente do PDT, Carlos Lupi tem sofrido pressão semelhante de deputados que o abordam com a mesma inquietação. Lupi, no entanto, tem resistido e dito aos interlocutores que a sigla permanecerá com Ciro Gomes até o fim do primeiro turno, em outubro próximo. O dirigente partidário acredita que a candidatura ainda vá deslanchar, assim que se inicie a campanha formal no rádio e na TV.

Ciro Gomes tem buscado uma aliança com a candidata derrotada na última eleição Marina Silva (Rede Sustentabilidade), mas tem encontrado barreiras substanciais tanto no PDT quanto no partido da ex-ministra do Meio Ambiente. Internamente, parlamentares e líderes regionais do PDT têm criticado essa alternativa. Deputados do partido avaliam que sua candidatura ao Palácio do Planalto empacou e não terá mais crescimento nas pesquisas, o que amplia o risco de não se reelegerem.

Insatisfação

Se até março o desempenho de Gomes não melhorar, nas pesquisas, há uma tendência observada, de dentro da legenda, de debandada no PDT como forma de pressioná-lo a abrir mão da candidatura. A legenda, então, apoiaria o ex-presidente Lula (PT) e, com isso, praticamente garantiria a vitória do ex-presidente ainda no primeiro turno.

Homem de marketing de Ciro Gomes, o publicitário João Santana acredita que a insatisfação interna, no PDT, “não passa de sentimento passageiro” e de “tentativa de cooptação por parte do PT”.

— É uma onda passageira. A partir do fim do mês e sobretudo de fevereiro a campanha ganha outro ritmo e tudo isso se dissipa — disse Santana, a jornalistas.

 Marcada para os dias 21 e 22 de janeiro, o lançamento oficial da candidatura de Gomes à Presidência precisou ser cancelada em razão do novo avanço da covid-19 no país e a festa, agora, será realizada apenas em ambiente virtual. O discurso de Ciro Gomes, no entanto, aciona as baterias da militância contra seu adversário imediato: o ex-juiz suspeito Sérgio Moro (Podemos).

Debate

Ainda que não permaneça na raia eleitoral até a abertura das urnas, o ex-ministro da Fazenda dispõe de um arsenal inteiro contra Moro, capaz de desgastá-lo durante a campanha. E pretende usá-lo.

Moro, por sua vez, tem evitado qualquer embate público contra Ciro Gomes ou qualquer outro adversário. Alvo de críticas do ex-juiz, declarado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) parcial e suspeito nos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato, o Grupo Prerrogativas, que reúne juristas de diversas áreas do campo do Direito também teve negado o pedido para um debate público com o ex-magistrado.

— Estamos convidando o ex-juiz Moro para um debate público sobre o sistema de Justiça. Queremos saber se ele tem coragem e espírito público para aceitar — disse a jornalistas o advogado e coordenador do coletivo, Marco Aurélio de Carvalho.

Entrevista

O desafio veio na esteira de uma entrevista concedida por Moro à revista (semanal de ultradireita) Veja, que começou a circular nesta sexta-feira, em que ele afirma que os advogados do Prerrogativas “trabalham pela impunidade de corruptos”.

Também nesta sexta, Moro usou as redes sociais para atacar o advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que integra o grupo. “Leio na Folha que o líder do clube dos advogados pela impunidade (“o crime já aconteceu, o que adianta punir?”) é contra o meu projeto de reforma da Justiça. Pelo jeito, estamos mesmo fazendo a coisa certa já que os advogados de corruptos são contra”, postou Moro.

O Prerrogativas questiona veementemente a atuação do ex-juiz à frente da Lava Jato e se posiciona de forma contrária à sua candidatura presidencial.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/ciro-resiste-abandonar-corrida-eleitoral-antes-destruir-moro/

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