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Com vacinação obrigatória na França, Djokovic pode perder Roland Garros

17 de Janeiro de 2022, 10:29 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Djokovic, que não foi vacinado contra a covid-19, foi deportado da Austrália no domingo antes do primeiro torneio de Grand Slam do ano, o Aberto da Austrália, após perder um processo judicial para que o cancelamento de seu visto fosse anulado.

Por Redação, com ABr – de Paris

O tenista número um do mundo, Novak Djokovic, pode ser impedido de jogar no Aberto da França se as coisas permanecerem como estão agora depois que o Ministério dos Esportes da França afirmar nesta segunda-feira que não haveria isenção ao atleta da nova lei francesa sobre passaporte de vacina.

O tenista número um do mundo, Novak Djokovic, pode ser impedido de jogar no Aberto da França

Djokovic, que não foi vacinado contra a covid-19, foi deportado da Austrália no domingo antes do primeiro torneio de Grand Slam do ano, o Aberto da Austrália, após perder um processo judicial para que o cancelamento de seu visto fosse anulado.

A lei francesa sobre passaporte de vacinas, aprovada pelo Parlamento no domingo, exigirá que as pessoas tenham um certificado de vacinação para entrar em locais públicos, como restaurantes, cafés, cinemas e trens de longa distância.

Passaporte de vacina

“A regra é simples. O passaporte de vacina será imposto, assim que a lei for promulgada, nos estabelecimentos que já estavam sujeitos ao passaporte sanitário”, disse o ministério. “Isto se aplicará a todos que são espectadores ou esportistas profissionais. E isto até segunda ordem”. “Agora, no que diz respeito a Roland Garros, é em maio. A situação pode mudar até lá e esperamos que seja mais favorável. Veremos, mas claramente não há isenção.”

O sérvio Djokovic, que foi impedido de buscar seu 21º título de um torneio de Grand Slam, um recorde masculino, no Aberto da Austrália, recusou-se a tomar a vacina contra a covid-19 e foi criticado por participar de eventos públicos no mês passado, após ter um teste positivo para o coronavírus.

Tribunal australiano

De acordo com o tribunal, a decisão judicial foi baseada na legitimidade e legalidade da decisão do ministro de revogar o visto de Djokovic.

— Não faz parte da função do tribunal decidir sobre o mérito ou sabedoria da decisão (do governo) — acrescentou disse Allsop, enfatizando que o veredicto foi unânime entre os três juízes. Prevê-se que os fundamentos da decisão sejam emitidos nos próximos dias.

Vergonha mundial

Djokovic venceu a primeira rodada de audiências judiciais sobre o cancelamento de seu visto, no entanto, o ministro da Imigração Alex Hawke revogou seu visto, citando interesse público. O veredito levou em consideração os argumentos apresentados pelo governo, sugerindo que a presença de Djokovic no país pode representar perigo para saúde pública, uma vez que estimula o “sentimento antivacinação”.

A decisão significa que a estrela do tênis não poderá participar no Aberto da Austrália, apesar de ele já ter sido sorteado para jogar contra o também sérvio Miomir Kecmanovic na primeira rodada desta segunda-feira. Isso também significa que Djokovic não poderá solicitar um visto australiano nos próximos três anos, o que o manterá afastado do torneio durante o período.

O visto de Djokovic foi cancelado porque as autoridades australianas descartaram as razões médicas que o ajudaram a obter uma isenção da vacinação contra covid-19, que é obrigatória para todos os participantes do Aberto da Austrália, levando em conta o discurso negacionista do atleta.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/com-vacinacao-obrigatoria-franca-djokovic-pode-perder-roland-garros/

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