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Delação de Palocci é praticamente imprestável, segundo promotores públicos

10 de Fevereiro de 2019, 16:11 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Detalhes sobre a participação de grandes bancos brasileiros na lavagem de dinheiro, se oferecidos à Justiça por Antonio Palocci, no entanto, permanecem sob sigilo.

 

Por Redação – de São Paulo

 

A delação de Antonio Palocci à Polícia Federal (PF) tem muitas ilações e poucos fatos. Muitas suspeitas e quase nenhuma prova, o que a torna, praticamente, imprestável. A avaliação é da cúpula da Procuradoria Geral da República (PGR), de acordo com a revista semanal de ultradireita Veja, em sua última edição. A avaliação, vazada para a publicação, assemelha-se à do Ministério Publico Federal de Curitiba.

Palocci prestou serviços para grandes bancos e grupos da mídia conservadoraPalocci prestou serviços para grandes bancos e grupos da mídia conservadora

O acordo chegou a ser negado, em 2018 pelo MP, mas foi finalizado pela Polícia Federal para tornar-se uma peça da campanha presidencial. Às vésperas das eleições, Sérgio Moro liberou a delação para divulgação e ela foi amplamente utilizada para atacar Lula e Haddad, então candidato do PT à Presidência.

A apenas seis dias das eleições presidenciais, Moro quebrou o sigilo de parte do acordo de colaboração de Antonio Palocci com a PF. No trecho que Moro liberou à imprensa, Palocci relata um suposto esquema de indicações para cargos na Petrobras durante o governo Lula, sem apresentar qualquer evidência ou prova. No despacho, o então juiz afirmava que “examinando o seu conteúdo, não vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade”.

Grande bancos

A delação é tão frágil que até um aliado histórico de Moro em Curitiba recusou-se a acolhê-la.

— Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons caminhos investigativos. Fora isso, qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. Está mais para o acordo do fim da picada. Essas expectativas não vão se revelar verdadeiras — disse em 2018 o procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima.

Embora não tenha sido divulgada, ainda, a delação de Palocci traria detalhes sobre a participação de grandes bancos brasileiros no processo de lavagem de dinheiro. Estes detalhes, se oferecidos à Justiça, porém, continuam sob sigilo.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/delacao-palocci-praticamente-imprestavel-promotores-publicos/

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