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Disputas por cargos expõem novas fraturas na equipe de Bolsonaro

17 de Novembro de 2018, 17:57 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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A divisão na equipe de Bolsonaro ocorre, basicamente, pela disputa dos cargos no governo que sequer foi diplomado ainda.

 

Por Redação – de Brasília

 

As disputas internas no comitê de transição entre o governo do presidente de facto, Michel Temer, e o recém-eleito, Jair Bolsonaro, tem elevado a temperatura a ponto de gerar mais uma defecção. Na manhã deste sábado, o general Oswaldo Ferreira desistiu de ocupar um cargo na nova gestão e aprofundou a crise no governo do capitão reformado.

Cotado para o 'superministério' da infraestrutura, o general Ferreira acaba de recusar o postoCotado para o ‘superministério’ da infraestrutura, o general Ferreira acaba de recusar o posto

A divisão na equipe de Bolsonaro ocorre, basicamente, pela disputa dos cargos no governo. Para não transparecer que os desentendimentos ocorrem, Ferreira alegou motivos familiares para recusar o posto.

Ferreira, um dos mais próximos aliados de Bolsonaro, com quem trabalha há mais de um ano, foi nomeado a pedido do presidente eleito na coordenação de infraestrutura. À primeira vista, foi sugerido que se tratava de mais um dos ‘superministérios’ idealizados na nova estrutura.

A tensão, no entanto, está instalada desde os primeiros dias de trabalho da nova equipe, com avanços e retrocessos do presidente eleito sobre o futuro do governo. O primeiro a ser torpedeado foi o futuro chefe da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Dois processos em que figura como investigado o citam como receptador de propina em repasses de dinheiro sujo para campanhas eleitorais.

Gabinete

O poder concentrado nas mãos de Lorenzoni incomodou alguns componentes da equipe. Ele foi nomeado até agora, na qualidade de ministro extraordinário. Para desfazer o mal-estar, Bolsonaro decidiu dividir a estrutura de coordenação entre Lorenzoni e o advogado e ex-dirigente do PSL Gustavo Bebianno, forte aliado do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.

Bebianno assumiu o posto na segunda-feira, com remuneração de R$ 16.215,22. Ele é cotado para alguns cargos no futuro governo, como ministro da Secretaria de Governo ou chefe de gabinete.

O general Augusto Heleno, que já havia sido anunciado ministro da Defesa, também foi mudado de pasta. Ele tende a assumir o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Censura

De acordo com aliados, a mudança ocorreu para que o general, nome de confiança de Bolsonaro, fique mais próximo ao eleito e comande uma área estratégica, que cuida da segurança pessoal do presidente da República.

A indicação da deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura também gerou uma crise no núcleo próximo ao futuro presidente. Houve uma divergência em relação ao ruralista Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Ruralista (UDR). Era o nome preferido da parcela mais radical, à direita, liderada por um dos filhos de Bolsonaro.

O remédio encontrado por Bolsonaro para evitar que apareçam as rachaduras no governo que ainda sequer foi diplomado foi a imposição da censura aos integrantes da equipe, evitando que falem com a imprensa. A solução, porém, tem se mostrado inadequada, pois vazam, dia após dia, novas informações sobre tantos desentendimentos.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/disputas-cargos-expoem-novas-fraturas-equipe-bolsonaro/

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