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Donald Trump quer que moedas digitais enfrentem regulamentações bancárias

12 de Julho de 2019, 10:23 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O Facebook anunciou no mês passado que lançaria sua criptomoeda global em 2020.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou na quinta-feira o bitcoin, a moeda digital libra, do Facebook, e outras criptomoedas, e exigiu que as empresas busquem um estatuto bancária e se sujeitem às regulamentações norte-americanas e globais se quiserem “tornar-se um banco”.

Trump quer que moedas digitais enfrentem regulamentações bancárias

– Eu não sou fã do bitcoin e de outras criptomoedas, que não são dinheiro, e cujo valor é altamente volátil e baseado no ar rarefeito – escreveu Trump no Twitter.

– Se o Facebook e outras empresas quiserem se tornar um banco, devem buscar um novo estatuto bancária e ficar sujeitas a todos os regulamentos bancários, assim como outros bancos, tanto nacionais quanto internacionais – acrescentou.

Facebook

O Facebook anunciou no mês passado que lançaria sua criptomoeda global em 2020. O Facebook e 28 parceiros, incluindo a Mastercard Inc., a PayPal Holdings Inc e a Uber Technologies Inc., formariam a Associação Libra para administrar a nova moeda. Atualmente, nenhum banco faz parte do grupo.

O JPMorgan Chase & Co, o maior banco dos EUA em ativos, planeja lançar suas próprias moedas digitais.

Os comentários de Trump vêm um dia depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse aos legisladores que o plano do Facebook de construir uma moeda digital chamada libra não poderia avançar a menos que abordasse preocupações com privacidade, lavagem de dinheiro, proteção ao consumidor e estabilidade financeira.

Fed

Powell disse que o Fed estabeleceu um grupo de trabalho para acompanhar o projeto e estava coordenando com os bancos centrais de outros países, vários dos quais também expressaram preocupação com o projeto de moeda digital do Facebook.

O Facebook, a Casa Branca e o Departamento do Tesouro não responderam imediatamente a pedidos de comentários. Uma porta-voz do Federal Reserve se recusou a comentar.

Trump critica gigantes tecnológicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu personalidades conservadoras de redes sociais na Casa Branca na quinta-feira e disse que, assim como ele próprio, estão sendo tratadas injustamente pelas grandes empresas de tecnologia, que acusou de suprimirem vozes conservadoras.

Trump disse que instruiu o governo a analisar regulamentos e legislações que podem proteger a liberdade de expressão, embora não tenha dado detalhes de que medidas estão sendo debatidas, e que convocará grandes redes sociais para conversas na Casa Branca nas próximas semanas.

– Não seremos silenciados – afirmou Trump, queixando-se da flutuação no número de seus seguidores no Twitter. “As gigantes tecnológicas não podem censurar as vozes”.

A liberdade de expressão é garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

Mídia

Trump, que ataca a mídia noticiosa tradicional com frequência por seu trabalho, que classifica como “notícias falsas”, fez das redes sociais um pilar de sua plataforma eleitoral de 2016, assim como de sua campanha de reeleição para 2020. Mas ele e outros republicanos se queixam há tempos de que as plataformas online usam táticas para silenciar suas vozes, alegações que grandes empresas de redes sociais negam.

Dezenas de personalidades de Internet pró-Trump se reuniram no imponente Salão Leste para debater o que qualificam como censura nas redes sociais, interagindo com vários membros do gabinete de Trump, sua equipe da Casa Branca e com seu filho Donald Trump, Jr.

Vários bonés e braceletes de borracha vermelhos da campanha de Trump se destacaram no mar de ternos. A cantora Joy Villa, que se descreve como uma artista conservadora, usava um vestido formal extravagante com estrelas e faixas.

Trump chamou ao palco Lila Rose, ativista antiaborto que foi bloqueada no Pinterest, Harmeet Dhillon, advogada da Califórnia que representou conservadores em ações civis de liberdade de expressão, e Lynnette Hardaway e Rochelle Richardson, irmãs que têm vídeoblogs e são mais conhecidas como Diamond e Silk.

Twitter

Carpe Donktum, personalidade online pró-Trump que foi suspenso do Twitter por oito dias recentemente por causa de um vídeo que mostrou Trump como um caubói atacando Jim Acosta, jornalista da CNN, disse que o evento cara a cara pode unir os conservadores de internet.

Facebook, Twitter e Google não quiseram comentar o anúncio de Trump de que os levará à Casa Branca para uma reunião.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/donald-trump-moedas-digitais-regulamentacoes-bancarias/

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