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Equipe econômica já cogita liberar empréstimo pelas ‘maquininhas’

5 de Julho de 2020, 16:45 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Uma das alternativas em estudo, tanto pela equipe econômica quanto no Congresso, para destravar o crédito às micro e pequenas empresas é o empréstimo por meio de empresas financeiras digitais, que trabalham com as conhecidas ‘maquininhas’. A alternativa era um pedido das próprias empresas do segmento.

Por Redação – de Brasíllia e São Paulo

Apenas 17% dos recursos anunciados nos programas de financiamento subscritos por setores do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) chegaram às pequenas e micro empresas brasileiras. Levantamento feito pelo Ministério da Economia e divulgado, neste domingo, em um dos diários conservadores paulistanos, mostra “a baixa execução das iniciativas do crédito quase quatro meses após começarem as medidas de isolamento”.

As 'maquininhas' estão presentes até nos menores pontos de venda, espalhadas por todo o paísAs ‘maquininhas’ estão presentes até nos menores pontos de venda, espalhadas por todo o país

“Dos quase R$ 70 bilhões anunciados para quatro grandes linhas, apenas R$ 12,1 bilhões foram executados. A área do crédito é a mais problemática do pacote econômico contra a crise da Covid-19, na avaliação do próprio titular da pasta, Paulo Guedes. O ministro diz que a situação é dramática porque a demanda quadruplicou e reconhece que ele e sua equipe têm encontrado dificuldades com o tema”, afirma o levantamento.

— Tenho a maior franqueza em reconhecer que, na parte de crédito, [o desempenho] não foi satisfatório até o momento. Nós continuamos aperfeiçoando o nosso programa para o dinheiro chegar à ponta, que era a maior reclamação — disse o ministro, em comissão no Congresso na terça-feira passada.

Sem crédito

O governo apresenta fatores diversos para o fracasso das medidas, até agora. Guedes culpa os grandes bancos, que fogem do risco na hora de conceder empréstimos a empresas menores, enquanto pequenos empresários demonstrariam não ter garantias suficientes para as operações. “Ao mesmo tempo, as grandes companhias acionaram suas linhas de crédito pré-aprovadas, drenando boa parte dos recursos disponíveis no começo da crise”, acrescenta.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) constatou uma movimentação preventiva por parte de grandes e médias empresas, em março último, e recorreram a todas ou a parte das linhas de crédito que tinham à disposição, como estratégia para reforçar o caixa diante da pandemia. De acordo com setores do Ministério da Economia, não faltaram recursos porque o Banco Central (BC) liberou liquidez no sistema financeiro “e o problema maior foi a falta de apetite das instituições por risco”, pontua o relatório.

“Uma das apostas da equipe econômica para destravar recursos a empresas menores é o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O programa abasteceu com R$ 15,9 bilhões, vindos do Tesouro, o Fundo de Garantia de Operações (FGO) do Banco do Brasil. O fundo é responsável por garantir os empréstimos feitos por meio das instituições habilitadas”, indica.

Maquininhas

Uma das alternativas em estudo, tanto pela equipe econômica quanto no Congresso, para destravar o crédito às micro e pequenas empresas é o empréstimo por meio de empresas financeiras digitais, que trabalham com as conhecidas ‘maquininhas’. A alternativa era um pedido das próprias empresas do segmento, e as discussões apontam para o uso de R$ 10 bilhões do Tesouro para sustentar linhas de crédito.

Nesse caso, os empreendedores podem receber recursos em conta e pagar o empréstimo com as vendas pagas nos aparelhos.

O BC, responsável pelo programa que financia salários (o Pese) e que tem execução de apenas 10% do previsto, afirma que monitora continuamente as medidas e recebe propostas de melhorias. Segundo a autoridade monetária, o BC anunciou no dia 23 de junho uma nova série de iniciativas diante do arrefecimento do crédito cujos resultados deverão se materializar a partir deste mês.

“O BC reforça que, sempre que julgar necessário, adotará novas medidas e utilizará todas as ferramentas de que dispõe para o bom funcionamento do sistema”, conclui o BC, em nota.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/equipe-economica-cogita-liberar-emprestimo-maquininhas/

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