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Exército relembra tomada de Montese, ponto de virada na luta contra o nazismo

15 de Abril de 2019, 17:05 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Montese era um dos bastiões mais fortes da famosa linha defensiva ‘Gengis Kan’, estabelecida pelos alemães. Sua conquista significava o rompimento dessa barreira, o que contribuiria para a expulsão do inimigo do vale do rio Panaro.

 

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro

 

O Comando Militar do Oeste (CMO) comemorou, nesta segunda-feira, a conquista de Montese, na Itália, ponto de virada na luta contra o regime nazista alemão, de ultradireita. A batalha, que teve início no dia 14; com a ocupação no dia 15 e manutenção nos dias 16, 17 e 18, custou à Força Expedicionária Brasileira (FEB) 34 mortos, 382 feridos e 10 extraviados, configurando-se uma das mais árduas e sangrentas vitória de nossos ‘pracinhas’.

No álbum de memórias do sargento Áureo de Castro, fragmentos da História mundial no combate ao nazismoNo álbum de memórias do sargento Áureo de Castro, fragmentos da História mundial no combate ao nazismo

“No dia 14 de abril o invencível Exército de Caxias rememora os 74 anos da Tomada de Montese, feito heroico dos soldados brasileiros na 2ª Guerra Mundial no combate às forças do Eixo”, afirma o CMO, nas redes sociais. Integrante das forças expedicionárias, na Itália, o sargento Áureo de Castro, do 11º Regimento de Infantaria (R.I.) da FEB, guardou suas lembranças em um diário de guerra que, em breve, será doado à memória das Forças Armadas por seu filho, Áureo Luiz de Castro.

Missão

Montese era um dos bastiões mais fortes da famosa linha defensiva ‘Gengis Kan’, estabelecida pelos alemães. Sua conquista significava o rompimento dessa barreira, o que contribuiria para a expulsão do inimigo do vale do rio Panaro, impedindo-o de oferecer resistência ao avanço aliado rumo à planície do rio Pó.

Buscando abreviar a guerra na Itália, na primavera de 1945 todas as forças aliadas foram mobilizadas em uma importante ofensiva, que deveria eliminar o remanescente das forças nazistas, que já exaustas e sem suprimentos sucumbiriam facilmente.

Acatando sugestão do próprio comandante Brasileiro, Gen Mascarenha de Morais, a missão de capturar Montese foi entregue à FEB, se constituindo de vital importância a fim de abrir livre passagem as forças aliadas (5º exercito americano e 8º exercito britânico) para o Vale do rio Pó. Montese ficava próximo as províncias de Bolonha e Modena, em uma posição elevada, o que favorecia os defensores.

Infantaria

Sem apoio das forças aliadas, pela primeira e única vez a FEB operou de forma integrada seus elementos de artilharia expedicionária, os três regimentos de infantaria e o esquadrão de reconhecimento (este mecanizado, empregando os veículos M.8 Greyhound).

A tomada de Montese revelou aos “pracinhas” uma nova e cruel forma de guerra, a “guerra urbana” com combates dentro da cidade, envolvendo a tomada de cada casa, o que favorecia aos defensores na realização de emboscadas e armadilhas!

As 13h30 de 14 de abril as forças brasileiras adentraram na cidade e deram inicio a batalha, na qual a atuação brasileira foi exemplar, tendo cobrado 430 baixas (alemães) aos brasileiros e 189 civis. Em resultado da ação dos brasileiros, no dia seguinte houve a rendição das forças alemãs e a cidade foi declarada segura no dia 16. Durante tal ação, as forças da FEB se viram sob fogo de toda a artilharia alemã, o que facilitou o avanço da 10ª Divisão de Infantaria de Montanha norte-americana.

Combate

Em homenagem à vitória brasileira, a população de Montese renomeou uma de suas praças com o nome de Piazza Brasile como forma de homenagear seus libertadores.

Montese se revelou a mais sangrenta batalha em que o Brasil tomou parte desde a Guerra do Paraguai, tanto que das cerca de 1.121 casas que haviam na cidade, mais de 800 foram destruídas em resultado das batalhas e resultou no maior numero de baixas da FEB.

Depois de Montese, a FEB não se envolveria em batalhas tão violentas, porém se manteria em combate e computaria a captura da 148º Divisão de Infantaria Alemã e da 90º Divisão Panzer, dentre outras totalizando um total de 14.779 prisioneiros nos seus 9 meses de combate na Itália obtendo 20 vitórias e tido enfrentado 9 divisões nazistas e 3 italianas.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/exercito-relembra-tomada-montese-ponto-virada-luta-contra-nazismo/

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