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Fiador do novo regime, general Villas Bôas é contratado para o GSI de Bolsonaro

12 de Janeiro de 2019, 17:04 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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“Gostaria de externar a minha felicidade por receber uma missão do presidente Jair Bolsonaro ao ser convidado para integrar o Gabinete de Segurança Institucional, no qual poderei continuar contribuindo para o desenvolvimento da nossa Pátria”, disse o militar.

 

Por Redação – de Brasília

 

Ex-comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas foi convidado e aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro para assumir um cargo no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), pasta comandada por outro general, o ministro-chefe Augusto Heleno.

Bolsonaro agradeceu, pessoalmente, ao general Villas Bôas, por ter chegado à Presidência da RepúblicaBolsonaro agradeceu, pessoalmente, ao general Villas Bôas, por ter chegado à Presidência da República

Na manhã deste sábado, Bolsonaro saudou Villas Bôas, respondendo uma postagem do general no Twitter.

“Gostaria de externar a minha felicidade por receber uma missão do presidente Jair Bolsonaro ao ser convidado para integrar o Gabinete de Segurança Institucional, no qual poderei continuar contribuindo para o desenvolvimento da nossa Pátria”, disse o militar.

Impunidade

Em abril de 2018, às vésperas do julgamento de um habeas corpus em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Villas Bôas se manifestou também pelo Twitter dizendo repudiar “a impunidade”, afirmando ainda que o Exército estaria”atento às suas missões institucionais”, sem detalhar exatamente quais seriam tais “missões”.

A mensagem, tida como uma ameaça ao Supremo, foi rebatida pelo ministro Celso de Mello na sessão seguinte, merecendo repúdio de diversas entidades, inclusive da Anistia Internacional. O STF negou o HC a Lula, por 6 votos a 5, com o emblemático voto da ministra Rosa Weber, que votou contra seu próprio entendimento em favor da “colegialidade”.

Villas Bôas voltou à carga contra o ex-presidente Lula, adiante, dizendo a um dos diários conservadores paulistanos que a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU em favor do registro da candidatura petista se tratava de uma “tentativa de invasão da soberania nacional”.

— Depende de nós permitir que ela se confirme ou não. Isso é algo que nos preocupa, porque pode comprometer nossa estabilidade, as condições de governabilidade e de legitimidade do próximo governo — disse aos jornalistas.

No limite

Em novembro, a um outro diário conservador paulistano, Villas Bôas, mesmo negando qualquer intenção das Forças Armadas de intervir na vida política do país, argumentou que no episódio do julgamento do HC de Lula temeu que “a coisa poderia fugir do nosso controle”.

— Ali, nós conscientemente trabalhamos sabendo que estávamos no limite. Mas sentimos que a coisa poderia fugir ao nosso controle se eu não me expressasse. Porque outras pessoas, militares da reserva e civis identificados conosco, estavam se pronunciando de maneira mais enfática. Me lembro, a gente soltou (o tuíte) 20h20, no fim do Jornal Nacional, o William Bonner leu a nossa nota — lembrou.

Viés ideológico

Em 2 de janeiro, durante a transmissão de cargo ao atual ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo e Silva, Bolsonaro agradeceu Villas Bôas e disse ser o general um dos “responsáveis” por ele estar ali. “General Villas Bôas, o que já conversamos ficará entre nós. O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”, afirmou.

Ao deixar o cargo de comandante do Exército, na véspera, o general agradeceu ao presidente por ter “livrado” o país “da amarra ideológica que sequestrou o livre pensar” e “do pensamento único e nefasto”.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/fiador-novo-regime-general-villas-boas-contratado-gsi-bolsonaro/

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