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Flávio Bolsonaro é considerado suspeito de apoiar a milícia no Estado do Rio

22 de Janeiro de 2019, 16:29 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O capitão Adriano Nóbrega, ou ‘Gordinho’, como é conhecido, teria se beneficiado com a nomeação da mãe e da mulher no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

O senador eleito Flávio Bolsonaro e o grupo miliciano Escritório do Crime, o mais letal em atividade no Estado do Rio de Janeiro, estão ligados por duas mulheres: Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega. Tratam-se da mãe e da mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, líder do grupo suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.

O capitão Adriano Nóbrega, ou ‘Gordinho’, como é conhecido, teria se beneficiado com a nomeação da mãe e da mulher no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). O filho do presidente nega ser responsável pelas nomeações, ainda que tenha a assinatura dele nos atos administrativos.

Flávio, primogênito do presidente Jair Bolsonaro, sequer tomou posse no Senado e já se encontra diante uma crise sem precedentes na sua carreiraFlávio, primogênito do presidente Jair Bolsonaro, sequer tomou posse no Senado e já se encontra diante uma crise sem precedentes na sua carreira

Adriano está foragido da Justiça. Ele foi um dos alvos da Operação Intocáveis, realizada nesta terça-feira por uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público. Além do suposto envolvimento no assassinato de Marielle e Anderson, o grupo é acusado de extorsão de moradores e comerciantes, agiotagem, pagamento de propina e grilagem de terras. Por serviços prestados, ‘com galhardia’, segundo o discurso de Bolsonaro, Adriano recebeu do deputado estadual uma homenagem no Plenário da casa legislativa. Tanto Ronald como Adriano foram ouvidos em 2018 pela Delegacia de Homicídios como parte das investigações caso Marielle.

‘Desconheço’

Embora a operação desta terça tenha como alvo o combate às milícias, desgasta ainda mais o primogênito da família Bolsonaro. Ele trabalhava, diretamente, com parentes de um suspeito do envolvimento na morte de Marielle e Anderson. Raimunda também é mencionada no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras como sendo responsável por parte dos depósitos feitos na conta do ex-motorista Fabrício Queiroz.

Ela e Danielle foram exoneradas do gabinete de Flávio em 13 de novembro, segundo consta no Diário Oficial, logo após a prisão de parlamentares, na Operação Cadeia Velha. Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou ser “vítima de uma campanha difamatória com o objetivo de atingir o Governo de Jair Bolsonaro”. Segundo ele, “a funcionária que aparece no relatório do Coaf foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz”. De acordo com o senador, ele não pode “ser responsabilizado pro atos que desconheço”.

O filho do presidente disse, ainda, em defesa da homenagem ao miliciano foragido Adriano Magalhães, em 2004, que “sempre atuou na defesa de agentes de segurança pública” e “que já concedeu centenas de outras homenagens”.

Escritura

Flávio Bolsonaro ainda não conseguiu explicar, porém, as movimentações estranhas entre ele e Queiroz, que ultrapassa a casa dos R$ 7 milhões. Também não esclarece sua proximidade com a milícia carioca. Até agora, Bolsonaro e Queiroz conseguiram se manter em silêncio diante das autoridades, sem prestar depoimentos ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ) sobre as irregularidades apontadas no Coaf.

Em 2018, na sua declaração de bens à justiça eleitoral, Bolsonaro informou a propriedade de um apartamento na Barra da Tijuca de R$ 917 mil, aplicações bancárias que totalizavam R$ 558 mil, sala comercial na Barra da Tijuca no valor de R$ 150 mil, carro da marca Volvo (66 mil) e 50% de uma loja Kopenhagen, no total de R$ 1,7 milhão. Não soube dizer, exatamente, o destino dos R$ 4,2 milhões movimentados.

A declaração de bens entregue à justiça eleitoral, no entanto, não explica a compra do apartamento da Barra daTijuca, nesse período, por R$ 2,55 milhões, R$ 1,64 milhão a mais do que o que foi declarado ao Tribunal Regional Eleitoral. O preço declarado em escritura é inferior ao que está registrado na Prefeitura do Rio de Janeiro, para efeito de cobrança do IPTU.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/flavio-bolsonaro-considerado-suspeito-apoiar-milicia-estado-rio/

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