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Google remove anúncios de pesquisas sobre eleições por ‘distorção’

30 de Junho de 2020, 11:27 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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 O Google anunciou que removeu os anúncios de empresas que cobram taxas elevadas de pessoas para se registrar para votar ou que coletam seus dados, que apareceram quando os usuários procuraram informações sobre os eleitores.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Brasília

O Google anunciou na segunda-feira que removeu os anúncios de empresas que cobram taxas elevadas de pessoas para se registrar para votar ou que coletam seus dados, que apareceram quando os usuários procuraram informações sobre os eleitores.

O Google anunciou que removeu os anúncios de empresas que cobram taxas elevadasO Google anunciou que removeu os anúncios de empresas que cobram taxas elevadas

Uma porta-voz do Google disse à agência inglesa de notícias Reuters que a política de distorção da empresa proibia esses anúncios, que foram encontrados pelo projeto de transparência sem fins lucrativos Tech Transparency Project, ao pesquisar termos relacionado às eleições dos Estados Unidos.

Como em todas as principais democracias, os eleitores dos EUA não precisam pagar para se registrar para votar.

Serviços de registro de eleitores

O Tech Transparency Project disse em um relatório na segunda-feira que quase um terço dos mais de 600 anúncios gerados por suas pesquisas no Google levou os usuários a sites que tentam cobrar grandes taxas pelos serviços de registro de eleitores, extraem seus dados pessoais para fins de marketing, instalam extensões fraudulentas em seu navegador, ou veiculam outros anúncios enganosos.

O relatório dizia que o primeiro anúncio que aparecia quando alguém pesquisava “registro para votar” no Google, direcionava os usuários para um site do PrivacyWall.org, que cobrava 129 dólares para processar o registro de eleitores no mesmo dia.

Jonathan Wu, presidente-executivo da PrivacyWall, disse em um email à Reuters que seu serviço facilita o registro online dos eleitores sem fornecer mais dados do que o necessário e que não compartilha dados para nenhum outro propósito que não seja o registro de eleitores.

– Nosso objetivo é criar uma escolha onde não existia. Para tornar isso possível, cobramos dos consumidores uma taxa que é claramente divulgada – disse Wu, acrescentando que a taxa cobria frete, equipe e outros custos. “Não permitiremos que o Google frustre arbitrariamente nossos esforços para proteger a privacidade do consumidor e aumentar a participação dos eleitores.”

Uma porta-voz do Google disse que a empresa ainda não sabia como os anúncios passaram pelo processo de aprovação, que usa uma combinação de revisão automática e manual.

– Temos políticas rígidas para proteger os usuários contra informações falsas sobre procedimentos de votação e, quando encontramos anúncios que violam nossas políticas e causam danos aos usuários, os removemos e impedimos que os anunciantes exibam anúncios semelhantes no futuro – disse a porta-voz.

Facebook e Cielo

O Facebook e a Cielo solicitaram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reversão da suspensão de um acordo que eles estabeleceram, abrindo caminho para o WhatsApp lançar um novo sistema de pagamentos, de acordo com um documento.

Ambas as empresas argumentaram que o acordo não é exclusivo e permite que os adquirentes concorrentes de cartões estabelecessem operações com o sistema de mensagens do Whatsapp.

As empresas também disseram que não operam no mesmo negócio e que apenas acertaram um contrato de serviços financeiros, mencionando que isso significa que a parceria não ofereceria riscos, em termos de concentração de mercado.

“O Facebook e o WhatsApp apenas oferecerão um canal adicional para transações de pagamentos entre consumidores e comerciantes”, disseram as duas companhias em documento enviado ao Cade, que foi apresentado na sexta-feira, mas tornou-se público na segunda-feira.

O Banco Central (BC) e o Cade suspenderam o recém-lançado serviço de pagamentos do WhatsApp na semana passada, alertando sobre possíveis danos nas áreas de concorrência, eficiência e privacidade de dados. Os reguladores suspenderam as parcerias do WhatsApp com Visa, Mastercard e Cielo.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/google-remove-anuncios-pesquisas-eleicoes/

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