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Governo derrota ele mesmo e reforma da Previdência é adiada

14 de Dezembro de 2017, 16:31 , por Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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O governo do presidente de facto, Michel Temer, reconhece que base aliada encolheu e assume a derrota na votação da Previdência.



 

Por Redação – de Brasília

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou para 19 de fevereiro do ano que vem a votação da reforma da Previdência no plenário da Casa; após fracassarem os esforços de governistas para tentar conseguir os votos para aprovar a proposta na próxima semana.

Romero Jucá

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) chegou a ser desautorizado; mas apenas adiantou o que todos já sabiam quanto à reforma da Previdência

Maia disse a jornalistas na Câmara que, apesar de 2018 ser um ano eleitoral, ele acredita que o tamanho da atual crise fiscal vivida pelo país permitirá que as mudanças previdenciárias sejam aprovadas.

Votação adiada

O novo secretário informal de Governo, deputado Carlos Marum (PMDB-MS), ainda tentou desmentir o líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Este declarou, na noite passada, que não havia votos suficientes para uma aventura no Plenário da Câmara. Para Marum, no entanto, apesar das declarações de Jucá, ainda não existia decisão sobre se a reforma da Previdência será votada na Câmara dos Deputados; na próxima semana ou somente em 2018.

Marum disse, nesta quinta-feira, que assumirá o comando da Secretaria de Governo e acredita ainda ser possível votar a reforma na semana que vem. Ficou sozinho na expectativa. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acabara de informar que a votação ficou para fevereiro do ano que vem.

Por fora

Jucá chegou a ser desautorizado na declaração de que o governo sofrera uma derrota; provocada pela dissidência na base aliada. O próprio Maia e outros líderes governistas chegaram a dizer, na noite passada, que a decisão ainda não havia sido tomada sobre a data de votação da reforma. Mas os argumentos caíram por terra, nesta manhã; diante da certeza de que “faltam mais de 100 votos”, disse um parlamentar à reportagem do Correio do Brasil.

— Eu volto a destacar que não existe decisão tomada nesse sentido e que ainda penso ser possível uma votação na semana que vem — insistia Marun, no Congresso, mesmo depois de Maia o haver desmentido.

Segundo o deputado, o adiamento da votação para fevereiro era uma possibilidade estudada pelo governo e que Jucá a verbalizou por entender que uma decisão havia sido tomada. Marun dizia, ainda, que a decisão de Maia sobre pautar a reforma não será influenciada pela declaração de Jucá.

Derrota na Câmara

O titular da Fazenda, Henrique Meirelles, no entanto, foi mai sagaz. Ameaçou os deputados tratados como ‘infiéis’ de cortar as verbas para emendas parlamentares, no ano que vem; caso não aprovem a reforma previdenciária. Logo após reconhecer a derrota, ele afirmou que a reforma da Previdência precisa ser aprovada de qualquer maneira. Caso não seja, haverá mais cortes de gastos, incluindo para emendas parlamentares. Foi um claro sinal à ala do Congresso que resiste a dar apoio à matéria.

— Isso (não aprovação da reforma) vai evidentemente restringir de uma forma gravíssima investimentos em educação, em segurança, saúde etc. E emendas parlamentares também — afirmou ele a jornalistas.

O governo do presidente de facto, Michel Temer, tem usado com força a máquina pública para tentar garantir votos favoráveis suficientes à reforma da Previdência; inclusive liberando mais recursos a parlamentares. Mas não tem tido sucesso na empreitada, após usar recentemente boa parte de sua rede política para barrar denúncias contra ele no Congresso Nacional.

Péssimo humor

Meirelles votou a afirmar que o governo continuava trabalhando para que a reforma seja aprovado na próxima semana na Câmara dos Deputados; mas que, se isso não ocorrer, esperava que a votação acontecesse no início de 2018.

Na véspera, o Palácio do Planalto, a equipe econômica e seus principais interlocutores no Congresso precisaram montar uma operação de redução de danos; para tentar mostrar que ainda não havia definição sobre a votação da reforma da Previdência.

Os mercados financeiros têm reagido com pessimismo a esse cenário, com o dólar em alta e encostando no patamar de R$ 3,35 reais e bolsa de valores em queda.

Questão aberta

O DEM, principal esteio do governo Temer, por sua vez, também abandonou o naufrágio. Decidiu, nesta quinta-feira, adiar para fevereiro uma decisão sobre se a bancada do partido na Câmara dos Deputados fechará questão a favorda reforma da Previdência; disse o líder da sigla na Casa, Efraim Filho (PB).

— O Democratas reúne com sua Executiva em fevereiro e, a partir daí, a maioria da bancada definirá o seu rumo; se haverá ou não esse fechamento — disse Efraim a jornalistas.

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Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/governo-derrota-ele-mesmo-reforma-previdencia-adiada/

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