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Governo ‘socialista’ de Evo Morales colabora com fascistas italianos e entrega Battisti

13 de Janeiro de 2019, 14:40 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Até o momento, a Bolívia, presidida Evo Morales, que se diz socialista, não se pronunciou sobre a questão, embora tenha indicado, por meio das autoridades judiciais, que procederia com a expulsão imediata do escritor italiano Cesare Battisti.

 

Por Redação, com agências internacionais – de La Paz

 

Ministro da Justiça da Itália, Alfonso Bonafede afirmou, neste domingo, que as autoridades da Bolívia colaboram “plenamente” para a extradição do escritor Cesare Battisti. O ex-ativista foi capturado em Santa Cruz de la Sierra. Segundo Bonafede, o país latino-americano já até negou pedidos de refúgio do italiano.
— A Bolívia não teve nenhuma postura submissa aos pedidos de apoio de Battisti. (Ele) Não teve qualquer apoio, e encontramos plena colaboração das autoridades bolivianas. Até pedidos de refúgio feitos por Battisti não foram ouvidos — disse.

Battisti foi filmado enquanto caminhava pelas ruas de Santa Cruz de La Siera, na BolíviaBattisti foi filmado enquanto caminhava pelas ruas de Santa Cruz de La Siera, na Bolívia

No entanto ainda não está claro se Battisti voltaria à Itália diretamente da Bolívia ou passando pelo Brasil.

— Pelo que sei, estamos frente a um procedimento de expulsão imediata da Bolívia — declarou Bonafede.

Opções

O governo Bolsonaro, por sua vez, afirma que Battisti será devolvido ao Brasil antes de ser repatriado.

Até o momento, a Bolívia, presidida Evo Morales, que se diz socialista, não se pronunciou sobre a questão, embora tenha indicado, por meio das autoridades judiciais, que procederia com a expulsão imediata do escritor. O país teria três opções: expulsá-lo ao Brasil, que o extraditaria à Itália; expulsá-lo diretamente para Roma como persona non grata; ou abrir um novo processo de extradição, alternativa que levaria mais tempo.

Bravatas

Após divulgada a prisão do ex-militante comunista, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro, comemorou em seu perfil no Twitter a prisão de Cesare Battisti, capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

“O Brasil não é mais terra de bandidos. Matteo Salvini, o ‘pequeno presente’ está chegando”, escreveu Eduardo, citando o ministro do Interior e vice-premier Matteo Salvini, principal figura do governo italiano hoje.

Para o advogado Igor Tamasauskas, que defende o italiano Cesare Battisti, no entanto, é preciso que o caso “tenha um desfecho de respeito aos direitos fundamentais” do ex-ativista.

Orientações

— A respeito da prisão do Cesare Batistti temos a informar que, como as notícias dão conta de que ele não se encontra no Brasil, seus advogados brasileiros não possuem habilitação legal para atuar em outra jurisdição que não a brasileira. Esperamos que o caso tenha um desfecho de respeito aos direitos fundamentais de nosso cliente — diz Tamasauskas.

As autoridades avaliam se a extradição para a Itália será feita diretamente da Bolívia ou se Battisti será enviado para o Brasil e, assim ser encaminhado para a Europa. Há uma aeronave do governo italiano com agentes da Aise, a agência de inteligência do país, aguardando orientações, em território boliviano.

Em nota conjunta, os ministérios da Justiça e Segurança Pública e o das Relações Exteriores do Brasil informam que estão tomando todas as providências necessárias, em cooperação com o Governo da Bolívia e com o Governo da Itália, para cumprir a extradição de Battisti e entregá-lo às autoridades italianas.

Condenação

Condenado à prisão perpétua na Itália, em um processo que correu à revelia do réu, Battisti foi sentenciado — sem provas — pelo assassinato de quatro pessoas, na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas. Ele se diz inocente. Para as autoridades brasileiras, ele é considerado terrorista.

No Brasil desde 2004, o italiano foi preso três anos depois. O governo da Itália pediu sua extradição, aceita pelo STF. Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pela Suprema Corte.

Nos últimos dias do governo Michel Temer, no entanto, o STF decidiu pela extradição. A medida já era defendida, ainda em campanha pelo atual presidente Jair Bolsonaro.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/governo-socialista-evo-morales-colabora-fascistas-italianos-entrega-battisti/

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